Trabalho

‘Braço direito’ de Musk pediu um aumento. Recebeu uma lição em troca

Líder da Tesla, Elon Musk,
Fotografia; REUTERS/Beck Diefenbach
Líder da Tesla, Elon Musk, Fotografia; REUTERS/Beck Diefenbach

Como resposta ao pedido de aumento, Musk sugeriu à assistente que tirasse duas semanas de férias, tempo suficiente para testar uma teoria.

Ashlee Vence é a autora do livro Elon Musk: Tesla, SpaceX, and the Quest for a Fantastic Future. Na obra, que escreveu em 2015 e onde descreve o percurso do visionário norte-americano, é contado um episódio caricato sobre a relação de Musk com a sua assistente executiva, Mary Beth Brown.

Segundo Vence, a assistente, com quem o dono da Tesla trabalhava havia 12 anos, arriscou pedir-lhe um aumento, mas o que recebeu em troca foi uma lição: como resposta, Musk sugeriu a Mary Beth Brown que tirasse duas semanas de férias, período durante o qual seria o próprio executivo a assumir as suas funções para perceber se a assistente era ou não uma peça fundamental para o seu sucesso.

Veja também Aos 28 anos, assim é a vida de luxo da herdeira de um multimilionário


No regresso das férias, Beth Brown ficou chocada quando Musk lhe disse que já não precisava mais dela. Ainda lhe ofereceu um outro cargo na empresa, mas a assistente nunca mais voltou a entrar nos escritórios da Tesla.

Apesar de implacável, Musk quis provar que nenhum trabalhador se deve esquecer que o seu emprego só existe até ao ponto em que a pessoa que o exerce é ou não indispensável para a empresa. Deixou de ser o caso de Beth Brown.

Musk desmente autobiografia

Difundida a história pela imprensa internacional, o dono da Tesla apressou-se a desmenti-la. Dois dias depois da primeira publicação, feita pelo Business Insider, Musk recorreu ao Twitter para dizer que esta polémica era um “total disparate”, queixando-se do autora da obra, que acusa de não ter confirmado parte dos factos, apesar de lhe ter sido pedido que o fizesse.

Como saber se é ou não indispensável

Para perceber o conceito de valor profissional que cada empregado representa para a organização na qual trabalha, o Business Insider falou com Lynn Taylor, especialista em matérias de trabalho e autora do livro Tame Your Terrorible Office Tyrant: How to Manage Childish Boss Behavior and Thrive in Your Job. Segundo Taylor, o segredo está na ‘autoavaliação’.

“Faça a si mesmo a pergunta: Será que um estagiário podia fazer o que eu faço e manter o meu patrão feliz? Se a resposta for sim ou talvez, então está na altura de melhorar o seu trabalho”, recomenda Taylor, salientado a importância e a preocupação que cada trabalhador deve ter em “fazer ver ao seu patrão que a sua presença é indispensável”.

Outro dos caminhos a seguir para enfatizar a nossa importância, diz Taylor, está numa aproximação ao próprio chefe, isto é, perceber quais são os seus objetivos e como é que ele pensa alcançá-los. Desse modo, o empregado pode fazer sempre os possíveis por dar um passo mais à frente do que o necessário, tornando o trabalho de um e outro mais eficaz e, desse modo, melhorar sinergias entre ambos.

(Notícia atualizada às 12h43 de 6 de setembro, já com o desmentido de Elon Musk, feito dois dias após a difusão da história relatada na sua autobiografia).

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Fotografia: REUTERS/Albert Gea

Crise na Catalunha não afecta BPI

António Ramalho, presidente do Novo Banco

Novo Banco coloca PME como prioridade

Foto: Filipe Amorim / Global Imagens

Quem é Siza Vieira, o conselheiro de Costa que passa a ministro

Outros conteúdos GMG
Conteúdo Patrocinado
‘Braço direito’ de Musk pediu um aumento. Recebeu uma lição em troca