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Brasil: Sonae faz pausa nos shoppings, mas quer continuar a investir

Paulo Azevedo, CEO da Sonae Indústria. Foto:  Pedro Granadeiro / Global Imagens
Paulo Azevedo, CEO da Sonae Indústria. Foto: Pedro Granadeiro / Global Imagens

Em entrevista ao jornal O Globo, o CEO Paulo Azevedo diz que há condições "para voltar a ser uma empresa de investimento".

A Sonae vai fazer uma pausa na construção de novos centros comerciais no Brasil, um dos negócios em que a empresa portuguesa mais se destaca naquele mercado, contando já com 10 shoppings. Mas garante que, assim que o país recuperar, volta a fazer investimentos.

“Temos a certeza de que vai ser difícil desenvolver novos centros nos próximos tempos. E esse era um objetivo grande nosso. Queríamos crescer no Brasil. Temos uma empresa com dimensão. E agora precisava ser maior. E, com a queda no consumo e a falta de capacidade de investimento dos lojistas, vamos passar por um período de pausa no crescimento”, disse o CEO da Sonae, Paulo Azevedo, em entrevista ao jornal O Globo.

E acrescenta: “Temos centros comerciais muito interessantes no Brasil, mas não temos grandes centros nem na cidade do Rio de Janeiro nem em São Paulo. E achamos importante ter centros nessas cidades. Portanto, gostaríamos de ter mais shopping centers”.

O objetivo é, portanto, continuar a investir no Brasil, só não se sabe é quando. “Nós deixamos de fazer novos desenvolvimentos há um ano e meio. Terminamos o que estava sendo feito. Mas continuamos a olhar para projetos maiores, que demoram muito tempo (para maturar), confiantes de que, em alguns anos, haverá oportunidades. Mas não sei quando o Brasil vai retomar o crescimento”, disse na mesma entrevista.

Mas ressalvando que “hoje pode não ser o pior momento para encontrar novos projetos. Estamos cautelosos, mas atentos”.

Paulo Azevedo diz ainda que a Sonae está agora em condições “para voltar a ser uma empresa de investimento”, depois de ter passado os últimos cinco anos – os da crise no sul da Europa – a ganhar solidez e a tratar do balanço.

 

O gestor comentou ainda que, na área da tecnologia, onde também atua, têm nove empresas com operações no Brasil e que, “em parte dessas companhias, o Brasil é o maior país”.

“Estamos à procura de investimentos em tecnologias inovadoras que tragam benefícios para esses negócios. E temos investido em geolocalização, para perceber os tráfegos e os fluxos de nossos clientes no retalho. Também estamos a investir em cibersegurança”, disse na mesma entrevista ao Globo.

E acrescentando ainda: “Temos feito três aquisições por ano. E agora vamos duplicar já este ano [a empresa tem um orçamento de 40 milhões para fazer aquisições este ano]. Os mercados de tecnologias são muito globais. Procuramos empresas no mundo inteiro. Se for no Brasil, ótimo. A WeDo já fez compras no Brasil. Temos ainda a Atlantic e a Saphety”.

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