Câmara quer criar duas novas áreas de reabilitação urbana no centro de Coimbra

A Câmara de Coimbra quer criar duas novas áreas de reabilitação urbana no centro da cidade, de acordo com uma proposta que vai ser debatida e votada na próxima reunião do executivo municipal, agendada para segunda-feira.

A Câmara de Coimbra quer criar duas novas áreas de reabilitação urbana no centro da cidade, de acordo com uma proposta que vai ser debatida e votada na próxima reunião do executivo municipal, agendada para segunda-feira.


A delimitação de duas novas áreas de reabilitação urbana (ARU) no centro da cidade — Coimbra Universidade/Sereia e Coimbra Santa Clara resulta da “necessidade de ampliar a área de intervenção estabelecida pelas atuais” ARU — Coimbra Alta, Coimbra Baixa e Rio –, “dada a introdução de novas realidades de planeamento, gestão e operacionalização de projetos e de novas oportunidades de financiamento”, sustenta a câmara.


A medida, de acordo com a proposta que vai ser apreciada pelo executivo camarário, liderado pelo socialista Manuel Machado, visa também “promover uma efetiva reabilitação urbana, de iniciativa privada e pública, que dê a melhor resposta ao desenvolvimento do turismo, num território que precisa de salvaguardar o seu património, valorizar a paisagem e o ambiente urbano”.


As duas novas ARU permitirão, em conjunto com as já existentes, “alargar a área de intervenção no centro urbano de Coimbra” e potenciar “o acesso a novos programas de financiamento” no âmbito do quadro comunitário de apoio Portugal 2020.


Além disso, esta medida também pretende responder à “necessidade de complementar, consolidar e promover a estratégia operacional de reabilitação urbana em curso”, em Coimbra, acrescenta a mesma proposta.


As ARU são, de acordo com a legislação, “áreas territorialmente delimitadas que, em virtude da insuficiência, degradação ou obsolescência dos edifícios, das infraestruturas urbanas, dos equipamentos ou dos espaços urbanos e verdes de utilização coletiva”, justificam “uma intervenção integrada”.


A delimitação de ARU determina, assim, “a necessidade, assumida pela autarquia”, de congregar nessas áreas “um conjunto de intervenções e investimentos integrados, consequência da estratégia definida, de modo a assegurar a salvaguarda do património edificado e o desenvolvimento sustentável do respetivo território”, conclui a proposta da Câmara.


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