CDS diz que BE vem a ‘reboque’, mas sublinha importância de divulgar cativações

A vice-presidente do CDS-PP Cecília Meireles defendeu hoje que o BE anda a reboque dos centristas na proposta para a divulgação periódica das cativações, mas considerou que "o mais importante" é a informação ser pública.

A vice-presidente do CDS-PP Cecília Meireles defendeu hoje que o BE anda a reboque dos centristas na proposta para a divulgação periódica das cativações, mas considerou que “o mais importante” é a informação ser pública.


“O BE vem tarde, vem a reboque e vem, sobretudo, com pouca autoridade depois de ter passado todo o ano de 2016 a dizer que a austeridade tinha acabado e que não havia necessidade nenhuma de controlar a despesa pública. Finalmente acordaram para a necessidade de o parlamento saber como é que está a ser executado o Orçamento”, defendeu Cecília Meireles.


O BE anunciou hoje que irá apresentar em breve uma iniciativa para obrigar todos os governos à divulgação periódica das cativações, cingindo este instrumento à lei do Orçamento do Estado.


“O mais importante não é de quem é o projeto, é que se passe a ter essa informação mensal, porque esta não é uma discussão técnica, é uma discussão sobre recursos, dinheiro que é de todos nós, como ele é aplicado”, defendeu Cecília Meireles à agência Lusa.


Cecília Meireles sublinhou que o CDS-PP já tinha entregado no parlamento uma proposta para a divulgação periódica das cativações por parte do Ministério das Finanças.


A deputada e dirigente centrista disse que “O CDS fica feliz que os seus projetos tenham acolhimento”, mas sublinhou que foi perdido “um ano e meio em que se podia estar a discutir com base em factos verdadeiros e não estar a discutir com base em discursos governamentais que não correspondiam ao que estava a acontecer”.


“Para esta discussão ser verdadeira, é preciso que, depois, no silêncio do gabinete, o ministro das Finanças não tenha um poder discricionário de alterar, e muito, aquilo que é decidido no parlamento”, disse.


O Ministério das Finanças divulgou hoje que o Governo descativou 710 milhões de euros de despesa até agosto, mantendo-se existente um cativo orçamental no valor de 1.171 milhões de euros, no seguimento de perguntas dos grupos parlamentares de BE e CDS-PP.


Segundo o gabinete de Mário Centeno, o cativo inicial era de 1.881 milhões de euros e no final de agosto era de 1.171 milhões de euros, significando, portanto, uma diferença de 459 milhões de euros face ao cativo existente no ano passado, dado também já divulgado pelo próprio primeiro-ministro, António Costa, na quarta-feira.


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