Comissão Europeia

Centeno destaca crescimento acima da zona euro nas previsões de Bruxelas

Edifício sede da Comissão Europeia, em Bruxelas

Para o Ministério das Finanças, Portugal mantém rota de convergência no euro, mesmo 0,5 pontos percentuais abaixo daquilo que esperava em outubro.

As últimas previsões da Comissão Europeia para o crescimento português, conhecidas esta quinta-feira, afastam-se em meio ponto percentual do cenário traçado pelo governo no orçamento deste ano, mas ficam ainda assim acima do que é esperado para o conjunto das economias do euro. O facto é destacado pelo Ministério das Finanças, que vê Portugal a dar “continuidade a uma trajetória de convergência com a Europa”.

“A Comissão estima que a economia portuguesa cresça 1,7% nos próximos dois anos, acima da previsão para a zona euro de 1,3% em 2019 e 1.6% em 2020”, nota o ministério de Mário Centeno em comunicado.

Nas Previsões de Inverno para o país, Bruxelas espera uma maior moderação da atividade económica, fazendo contas a uma menor contribuição das exportações para o PIB – já em desaceleração no final de 2018 – e considera que o cenário de maior incerteza global e quebra da procura externa trazem riscos de a perspetiva económica portuguesa se deteriorar mais. Ainda assim, espera uma “aceleração ligeira” no investimento, apoiada por fundos europeus, e considera que a situação do mercado de trabalho vai favorecer a procura interna – aspetos destacados pelo ministério de Mário Centeno.

“Para Portugal, a par da moderação do crescimento da procura externa e, por essa via, das exportações, a Comissão Europeia destaca também a dinâmica positiva do consumo privado e a aceleração do investimento como fatores que deverão apoiar o crescimento no curto prazo”, aponta o comunicado.

No percurso feito até aqui, as Finanças destacam uma redução da taxa de desemprego em 5,5 pontos percentuais desde 2015, “entre as mais altas da zona euro”, e um maior crescimento do emprego também no mesmo período – “7,2% em Portugal entre 2015 e 2018, compara com 4,5% na zona euro”, salienta a nota.

O comunicado defende também que “a recuperação do investimento público e privado está em Portugal entre as mais expressivas da zona euro nos últimos anos (crescimento de 16,7% em Portugal entre 2015 e 2018, 10,2% na zona euro em igual período)”, e ainda que a “taxa de variação do investimento público é mais elevada do que a da zona euro, quer em 2017 (23,4% face a 4,6%) quer em 2018 (dados até ao terceiro trimestre, 11,8% face a 5,3%).

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