China

China irá contagiar ainda mais mercados financeiros

FMI aconselha maior coordenação das políticas macroeconómica e prudencial.

A progressiva integração da China e de outras economias emergentes nos mercados financeiros globais é uma fonte de riscos sérios para a economia global, debilitando mais quer o país quer os seus parceiros internacionais, designadamente os países mais desenvolvidos, avisa o FMI.

No relatório sobre a estabilidade financeira global, ontem publicado, o FMI frisa bem que o grau crescente de interdependência entre os mercados financeiros dos países emergentes e os do resto do mundo pode ter coisas boas, mas representa um risco de destabilização a prazo cujas consequências podem também ser muito negativas. “Os choques para os fundamentais económicos, como as notícias sobre o crescimento da China, estão a ser cada vez mais importantes para o andamento das rendibilidades dos mercados de ações nos mercados emergentes e nas economias avançadas”, refere o novo estudo.

Leia mais: China, a bolha bancária pode rebentar?

“É provável que os contágios da China sobre os mercados financeiros globais aumentem consideravelmente nos próximos anos.” Esses contágios de grande dimensão também podem acontecer nos mercados cambiais, acrescenta. Por isso, os decisores de política de todos os países devem estar mais bem coordenados em termos de política macroeconómica e prudencial de modo a conseguirem amortecer efeitos potencialmente destrutivos.

O FMI repara que, mais do que no passado recente, as economias emergentes estão hoje mais interligadas seja através de laços comerciais, de investimento direto e de crédito, dando especial relevo ao problema da alavancagem excessiva em que algumas empresas e bancos podem estar a incorrer.

Leia mais: Há um sector que quer voar sobre a crise

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