França

Coletes amarelos protestam em Paris mas não podem aproximar-se de Notre Dame

Manifestantes do movimento 'Coletes amarelos' em Paris, França. EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON
Manifestantes do movimento 'Coletes amarelos' em Paris, França. EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON

A proibição vigorará durante todo o dia de hoje, num perímetro que inclui a Île de la Cité, na qual está localizada a catedral e seus arredores.

Os “coletes amarelos” voltam a manifestar-se hoje em Paris, pelo 23.º sábado consecutivo desde novembro, mas estão proibidos de se aproximar da catedral de Notre-Dame, atingida por um incêndio no passado dia 15.

Áreas como os Campos Elísios e a zona em torno do Palácio do Eliseu (palácio presidencial) também estão interditas à manifestação, como tem acontecido todos os sábados, após os casos de violência e saques então registados.

Os milhões de euros em doações prometidos em poucos dias para a reconstrução de Notre-Dame atraíram muitas críticas, enquanto os “coletes amarelos” reivindicam há meses nas ruas pelo aumento de seu poder de compra e apoios a associações que cuidam dos pobres.

Várias figuras do movimento tomaram a palavra para denunciar uma generosidade seletiva.

Os “coletes amarelos” manifestam-se há meses na rua, inicialmente para protestar contra os impostos, mas a sua contestação transformou-se num conjunto alargado de exigências, que abrange questões institucionais, políticas, económicas e sociais.

No dia em que o incêndio devastou Notre-Dame, Macron deveria ter feito uma série de anúncios para responder à crise desencadeada pelos “coletes amarelos”, mas foi adiado ‘sine die’.

A catedral de Notre-Dame encontrava-se em obras de restauro no seu exterior quando, no passado dia 15 à tarde, deflagrou um violento incêndio que demorou cerca de 15 horas a ser extinto.

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