Guerra comercial EUA-China

Comércio externo chinês contrai face a disputas comerciais com EUA

Trump Xi China
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Xi Jinping, presidente da China. Foto: Reuters

As exportações da China registaram uma queda homóloga de 0,9%, para 212,9 mil milhões de dólares (192,6 mil milhões de euros).

O comércio externo da China contraiu 0,5%, em outubro, em termos homólogos, segundo dados oficiais hoje divulgados, refletindo o impacto da prolongada guerra comercial entre Pequim e Washington.

No conjunto, as exportações da China registaram uma queda homóloga de 0,9%, para 212,9 mil milhões de dólares (192,6 mil milhões de euros). As importações caíram 6,4%, para 170,1 mil milhões de dólares (153,9 mil milhões de euros).

Para os Estados Unidos, as exportações chinesas caíram 16,2%, em termos homólogos, para 35,8 mil milhões de dólares (32,3 mil milhões de euros), enquanto as importações chinesas de bens norte-americanos recuaram 14,3%, para 9,4 mil milhões (8,5 mil milhões de euros).

Os governos dos dois países impuseram já taxas alfandegárias sobre centenas de milhares de milhões de euros de bens importados um do outro, numa guerra comercial que começou no verão do ano passado.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou um acordo provisório, em 12 de outubro passado, e suspendeu nova ronda de taxas alfandegárias adicionais sobre bens chineses.

Na quinta-feira, o ministério chinês do Comércio revelou ter concordado com os Estados Unidos reduzir “progressivamente” as taxas alfandegárias adicionais sobre bens importados um do outro, à medida que os dois países avançarem nas negociações por um acordo comercial.

Em causa estão os planos de Pequim para o setor tecnológico, que visam transformar as firmas estatais do país em importantes atores globais em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA consideraram que aqueles planos, impulsionados pelo Estado chinês, violam os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da competição externa.

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