Comissão propõe pontos de venda para alimentos prestes a passar de prazo para combater desperdício

A criação de pontos de venda para produtos prestes a passar do prazo é uma das medidas propostas pela Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, afirmou hoje o coordenador da comissão que a desenhou.

A criação de pontos de venda para produtos prestes a passar do prazo é uma das medidas propostas pela Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, afirmou hoje o coordenador da comissão que a desenhou.


A medida, que teria que ser apoiada “por um instrumento legislativo ou orientações”, prevê que, dentro das lojas, os retalhistas criem espaços para vender produtos que estão próximos da data do fim de prazo, disse Eduardo Dinis numa conferência sobre sustentabilidade alimentar nas cidades na Universidade de Lisboa.


Eduardo Dinis disse à Lusa que os retalhistas foram ouvidos no período de consulta pública da estratégia e mostraram disponibilidade para criarem espaços específicos para esses produtos serem vendidos mais baratos.


“Cada um, tratando-se de empresas com os seus mecanismos de gestão e logística próprios, terá que ver a melhor maneira de o fazer”, referiu.


Há muitas variáveis a ter em conta, desde logo existirem “produtos em que estar perto do fim do prazo é mais crítico”, mas a comissão entende que “era uma forma de tentar reduzir o desperdício.


O ponto de partida, em Portugal, são os 17% de produção anual que é desperdiçada, equivalente a cerca de um milhão de toneladas.


A definição do desperdício aplica-se a “alimentos em condições de serem consumidos que são inutilizados”.


Apela-se na estratégia, que será anunciada pela tutela “em breve” à “responsabilidade partilhada do consumidor”, que é o destinatário de “campanhas e formação” para alertar para formas de evitar o desperdício.


Prevenção é a primeira prioridade, mas, na escala para lidar com o desperdício, estão a doação, aproveitamento para animais, reciclagem e, no fim, a eliminação dos produtos.


Defende-se ainda que sejam revistas as orientações sobre segurança alimentar para incluir o aproveitamento de mais alimentos que podem ser consumidos.


“Temos o documento preparado, será entregue à tutela para, se assim o entender como estratégia nacional para Portugal neste aspeto”, indicou Eduardo Dinis.


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