Construção

Ritmo de produção na construção deverá crescer 4% em 2019

Fotografia: REUTERS/Mike Hutchings
Fotografia: REUTERS/Mike Hutchings

A Federação Portuguesa da Indústria de Construção e Obras Públicas estima que este aumento no ritmo de produção ultrapasse os 12,5 mil milhões.

A Federação Portuguesa da Indústria de Construção e Obras Públicas (FEPICOP) estima que em 2019 o setor registe um acréscimo real do seu ritmo de produção de 4%, ultrapassando os 12,5 mil milhões de euros.

Em comunicado, a federação salienta ainda que, para este ano, o crescimento estimado deverá ser de 3,5% na produção da construção.

Ainda assim, a FEPICOP refere que estes valores estão “longe do valor de produção atingido antes da crise que se abateu sobre o setor após o ano de 2002. De facto, nesse ano, a produção da construção atingiu os 20,2 mil milhões de euros, pelo que a produção prevista para 2019 não ultrapassará os 62% do valor atingido 17 anos antes”.

A mesma nota garante que o segmento da construção de edifícios “será o mais dinâmico em 2019, com um crescimento real previsto de 5%, essencialmente assente no dinamismo da vertente residencial, que deverá registar um acréscimo de 7,5%”.

A FEPICOP diz ainda que, pela primeira vez desde o ano 2000, as previsões apontam para uma maior evolução na área residencial do que nos trabalhos de reparação/manutenção (9,3% e 4,8%, respetivamente), “em linha com o forte crescimento do número de fogos novos licenciados, mais 39% até outubro de 2018, após crescimentos de 38% e 24% em 2016 e 2017, respetivamente”.

O segmento não residencial deverá crescer 2,4% para o ano, salienta a FEPICOP, com uma estimativa de crescimento de 3% nos edifícios não residenciais públicos, que deverão beneficiar de um aumento do investimento do Estado. A componente privada, por sua vez, poderá aumentar perto de 2%.

Por sua vez, “o segmento da engenharia civil deverá crescer 3% em termos reais em 2019, recuperando parcialmente do abrandamento sofrido em 2018, quando apenas cresceu 2% face ao ano anterior”, realça a FEPICOP.

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