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Empresários apostam na cooperação para entrar em novos mercados

A construção é um dos setores mais afetados pela falta de mão de obra. Fotografia: Yuriko Nakao/ Reuters
A construção é um dos setores mais afetados pela falta de mão de obra. Fotografia: Yuriko Nakao/ Reuters

Empresários da construção querem ultrapassar obstáculos à internacionalização. Fórum Anual vai decorrer esta quarta-feira, no Porto.

Os empresários da construção querem ultrapassar obstáculos à atividade em outros países, como o financiamento, e apostar na cooperação para entrar em mercados como a América Latina.

“Temos um problema de financiamento muito grave e alguns aspetos condicionam a atividade internacional das nossas empresas”, havendo a necessidade de assumir a lógica de cooperação para ganhar dimensão, defendeu esta terça-feira o presidente da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN).

Colômbia, Bolívia, Perú ou México são mercados que “gostaríamos de perspetivar como grandes potenciais para as empresas portuguesas”, sem deixar de pensar em África, referiu Manuel Reis Campos.

O responsável falava à agência Lusa a propósito da realização do Fórum Anual dos Empresários Portugueses da Construção do Mundo que vai decorrer esta quarta-feira, no Porto, para debater a internacionalização do setor, promover a partilha de experiências entre as empresas, identificar constrangimentos no desenvolvimento desta atividade internacional e perspetivar o futuro da atividade.

Na última década, salientou, a internacionalização da construção tem crescido cerca de 23% por ano e os números de 2015 apontam para 10,4 mil milhões de euros, sendo o setor de atividade que já representa 16,6% da faturação internacional, em termos de negócio com o exterior.

Em relação ao setor da construção, o exterior representa cerca de um terço, ou seja, 31,5%, segundo dos dados citados pelo presidente da AICCOPN.

África representava em termos de internacionalização cerca de 63% e Angola metade, ou cerca de 34%, e Portugal é o segundo país com mais implantação em África e o terceiro na América Latina, acrescentou.

Estão identificados os obstáculos à internacionalização, nomeadamente “problemas conjunturais, como os casos de Angola e Brasil, há uma certa complexidade geopolítica mundial e temos necessidade de diversificar os mercados e consolidar alguns posicionamentos”, listou Reis Campos.

Mas, atualmente, “temos condições que vão permitir facilitar a entrada em mercados europeus, asiáticos e da América Latina, não excluindo a possibilidade de considerar África e Angola, em particular, como mercado potencial”, defendeu.

Depois de um período mais complicado, as empresas portuguesas continuam em Angola, especificou Reis Campos, avançando a intenção de apresentar uma marca internacional do setor que “é reconhecido em todo o mundo”.

Com a situação atual da banca, “temos de identificar oportunidades, garantir o acesso a mecanismos de financiamento”, e definir uma estratégia de diplomacia económica, defendeu o presidente da AICCPN.

“Numa altura em que a construção passou este período mais negro da sua história, gostaríamos que voltasse a ter o papel que lhe cabe”, resumiu o representante das construtoras.

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