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Contratos para captar estrangeiros terão de durar pelo menos dois anos

O Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, chega para participar na conferência "Orçamento do Estado 2019" no Centro Cultural de Belém em Lisboa, 11 de setembro de 2018. TIAGO PETINGA/LUSA
O Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, chega para participar na conferência "Orçamento do Estado 2019" no Centro Cultural de Belém em Lisboa, 11 de setembro de 2018. TIAGO PETINGA/LUSA

Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, anunciou lançamento dos programas Tech Visa e Keep criados a pensar na competitividade das tecnológicas.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, anunciou hoje o lançamento dos programas Tech Visa e Keep criados a pensar na competitividade das empresas tecnológicas a operar em Portugal.

Os programas fazem parte do pacote de 19 medidas para acelerar o crescimento, anunciadas em julho pelo Governo, e estão agora em condições de arrancar, segundo anunciou o governante na abertura do 28.º congresso da APDC – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações.

Segundo Caldeira Cabral, o Tech Visa surge após o sucesso do Start Up Visa, mas dirigido a grandes empresas, especialmente da área tecnológica e em particular as de ‘software’, e possibilitará a vinda “de quadros altamente qualificados para Portugal de uma forma mais aberta e mais simplificada”.

“Vamos certificar essas empresas, responsabilizá-las e facilitar muito mais a contratação”, afirmou.

Os contratos terão que obedecer ao período mínimo de dois anos.

“Estas empresas podem deixar de estar à espera meses que os vistos de trabalho cheguem. Estar seis meses à espera de uma pessoa, se no passado era mau hoje é inaceitável”, disse o ministro.

Será também lançado o programa de incentivo fiscal KEEP (Key Employee Engagement Program) para empresas de base tecnológica que paguem aos seus trabalhadores com participações no capital.

“É uma medida pensada para as ‘start ups’ desta área, muitas vezes a concorrer pelos melhores trabalhadores com grandes empresas. Podem, através de participações na empresa, dizer que têm um projeto em que os trabalhadores também vão participar do sucesso”, explicou Manuel Caldeira Cabral.

Desta forma, sustentou, conseguirão ser mais atraentes na captação de trabalhadores altamente qualificados, ou seja, conseguirão pagar salários justos e suficientes para manter os trabalhadores e depois dar uma “motivação adicional, pagando uma parte em participações do capital, fazendo com que se sintam mais participantes nestas empresas”.

Durante a sua intervenção, Caldeira Cabral lembrou que Portugal, neste momento, está a ter um bom ciclo de crescimento e que o setor tecnológico “está a contribuir para esse crescimento”.

“Diretamente, com o aumento da produção, do emprego e das exportações na área do digital e do ‘software’ e na área tecnológica no geral, mas está a contribuir também indiretamente pelo efeito transversal que o digital tem em todos os setores industriais. Um efeito transversal que todas as empresas estão a aproveitar”, disse.

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