Turismo

Costa anuncia novo apoio de 130 milhões de euros ao setor turístico

António Costa, primeiro-ministro.
(Fotografia: Orlando Almeida/ Global Imagens)
António Costa, primeiro-ministro. (Fotografia: Orlando Almeida/ Global Imagens)

O novo programa terá maturidades prolongadas e períodos de carência de quatro anos.

O Governo vai criar uma nova linha de apoio de 130 milhões de euros – a Capitalizar Turismo – para financiar a criação e requalificação de projetos turísticos. O anúncio foi feito esta manhã pelo primeiro-ministro, António Costa, na abertura do 30.º Congresso da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), que decorre até amanhã em Lisboa, sob o tema “Turismo: que futuro queremos?”.

Costa disse também aos hoteleiros que terão uma nova linha virada no âmbito da sustentabilidade ambiental, para melhoria da eficiência energética, melhor uso da água e gestão dos próprios resíduos.
Neste âmbito, serão lançados apoios a fundo perdido de 40 mil euros, por projeto, dirigidos às pequenas e médias empresas do setor turístico.

O primeiro-ministro foi desfiando o rol de apoios nos últimos anos. “Nos últimos três anos, apoiámos 1271 projetos turísticos, num total de 1500 milhões de investimento”, contabiliza.

Através de uma mensagem escrita, Marcelo Rebelo de Sousa disse que o “turismo deve fazer bem e de novo, a cada dia e a cada ano”, sublinhando, porém, que é “crucial não perder a autenticidade da cultura e património”. O Presidente da República pediu também que as reflexões destes dois dias tenham em conta a “coesão territorial e social e a urgência da reinvenção das diversas regiões do país e rotas turísticas”.

António Costa não se desvia um milímetro na tese de que o turismo é “estratégico”. “É por isso que no Orçamento de Estado para 2019 subimos em 37,5% as verbas destinadas à promoção externa de Portugal (…), nomeadamente no mercado britânico, que assinou ontem o acordo do Brexit e historicamente é o principal mercado emissor de Portugal”, acrescentou.

139 eventos assegurados para 2019
“A boa notícia é que este ano as receitas continuam a crescer a 12,2%, mantendo a tendência da qualificação da nossa oferta e a capacidade de atração do país. Hoje, o turismo vale 50% das exportações de serviços e já representa 8% do PIB”, congratula-se.

A visão otimista de Costa sugere que “o país deve continuar a fazer um grande esforço na captação de novos eventos e congressos”. Em 2019, refere que estão já assegurados 139 eventos em território nacional.

O presidente da AHP, Raúl Martins, por sua vez, recordou que, em outubro, “tivemos a boa notícia de que a Web Summit vai continuar em Lisboa por mais dez anos e, com isso, irá trazer mais empresas tecnológicas para Portugal e todas as outras que estão interligadas com elas”. Mas, se a cimeira é importante, “verdadeiramente importante é, para a área metropolitana de Lisboa, o aumento da capacidade da FIL e a construção de um centro de congressos”, conforme foi anunciado por Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

A partir de 1 de janeiro do próximo ano, a taxa municipal turística em Lisboa irá aumentar, de um para dois euros por noite. Em termos globais, a autarquia já encaixou cerca de 31 milhões de euros desde o início da cobrança, em 2016. No ano passado, a câmara recebeu 18,5 milhões de euros de taxa turística, mais 6,1 milhões do que em 2016.

As receitas provenientes da taxa turística já foram aplicadas em eventos como o Festival Eurovisão da Canção. No futuro, vão ajudar a financiar a continuação da Web Summit em Portugal.

Para que não restem dúvidas, o hoteleiro disse que “esta ambição da hotelaria de Lisboa será concretizada com o recurso à taxa turística, para a qual demos a nossa concordância”. E, gracejou: “Este não é um cheque em branco à autarquia”.

O líder da AHP recorda que o modelo de gestão, construído em colaboração com os hoteleiros, “é caução indispensável”, salientando que “não só as verbas são consignadas a um fundo específico, como são destinado ao investimento do destino [Lisboa]”, sendo necessária a aprovação dos hoteleiros.

*Notícia atualizada com mais informação às 11:50

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Assembleia da República. Fotografia: António Cotrim/Lusa

Gestores elegem medidas para o novo governo

Joana Valadares e a sócia, Teresa Madeira, decidiram avançar em 2015, depois do encerramento da empresa onde trabalhavam há 20 anos. Usaram o Montante Único para conseguir o capital necessário e a Mimobox arrancou em 2016. Já quadruplicaram o volume de negócios. (Foto cedida pelas retratadas)

Desempregados que criam negócios geram mais emprego

Salvador de Mello, CEO do grupo CUF (Artur Machado/Global Imagens)

CUF vai formar alunos médicos de universidade pública

Outros conteúdos GMG
Costa anuncia novo apoio de 130 milhões de euros ao setor turístico