fundos comunitários

Costa quer Portugal com “nova visão” a disputar fundos comunitários

O primeiro-ministro, António Costa, na sessão de abertura sobre “Ciência, inovação e ensino superior em Portugal: um ano depois da avaliação pela OCDE", no Teatro Thalia, em Lisboa (ANTÓNIO COTRIM/LUSA)
O primeiro-ministro, António Costa, na sessão de abertura sobre “Ciência, inovação e ensino superior em Portugal: um ano depois da avaliação pela OCDE", no Teatro Thalia, em Lisboa (ANTÓNIO COTRIM/LUSA)

António Costa elogiou a ação do comissário europeu Carlos Moedas.

O primeiro-ministro considerou esta sexta-feira essencial que Portugal tenha uma “visão inovadora” no acesso aos fundos comunitários, disputando cada vez mais as verbas da ciência e investigação de gestão centralizada e concorrencial, para além dos montantes da coesão.

Esta posição foi assumida por António Costa na sessão de abertura de uma conferência sobre ciência, inovação e Ensino Superior, no Teatro Thalia, em Lisboa, num discurso em que elogiou a ação do comissário europeu Carlos Moedas.

Após a intervenção de abertura proferida pelo ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, em que citou uma série de indicadores para procurar provar a tese de que Portugal está a aproximar-se dos melhores níveis europeus na ciência e nas instituições universitárias, o líder do executivo falou depois, sobretudo para salientar a importância da existência de melhores condições para o investimento empresarial, designadamente através de mecanismos fiscais e do acesso a fundos comunitários.

António Costa invocou a União Europeia para sustentar a ideia de que “Portugal já tem o segundo melhor regime fiscal de apoio ao investimento das empresas”, relativizando assim o peso do IRC em termos de fator de competitividade, mas, em paralelo, classificou como “decisiva a existência de uma visão inovadora no acesso aos fundos comunitários”.

“É essencial que Portugal continue a beneficiar dos fundos de coesão, mas também temos de reconhecer que, para darmos o salto em frente, tendo em vista que os próximos anos sejam de continuidade em termos de convergência com a União Europeia, temos de reforçar a nossa competitividade – e só a reforçaremos com mais investimento em ciência e em conhecimento, e na sua transferência para o tecido empresarial”, advertiu.

Ou seja, para o primeiro-ministro, “é tão importante para Portugal a política de coesão, como são importantes para o país os mecanismos dos fundos comunitários destinados à investigação e à ciência”.

“Temos de ser capazes de cada vez mais nos capacitarmos para podermos disputar o acesso a esses fundos de gestão centralizada e de gestão concorrencial”, frisou, num discurso em que elogiou a ação do comissário europeu Carlos Moedas

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