Indústria 4.0

Da EDP à EPAL, à NOS e à Autoeuropa. Huawei quer ligar Portugal

Chris Lu, CEO da Huawei Technologies Portugal
( Gustavo Bom / Global Imagens )
Chris Lu, CEO da Huawei Technologies Portugal ( Gustavo Bom / Global Imagens )

A gigante chinesa de comunicações entrou nas utilities e na indústria. O próximo passo é chegar à agricultura.

É conhecida pelos smartphones, mas não é daí que parte o negócio da maior operadora de comunicações da China. A Huawei, uma das principais empresas mundiais no desenvolvimento da quinta geração de comunicações, está primeiro nos serviços a operadoras e empresas. Também é assim em Portugal, onde cada vez mais marca presença com soluções tecnológicas digitais que vão da energia à produção automóvel. A empresa diz que está apostada em ligar o país.

“O nosso objetivo é levar a digitalização a cada pessoa, a cada casa, a cada organização, para que alcancem um modo de funcionar totalmente conectado e inteligente. Por isso, estamos com cada vez mais parceiros, para gerar ideias e inovação”, diz Chris Lu, CEO da Huawei Technologies Portugal.

A inovação mais recente na calha são sensores de solos que a empresa está a desenvolver com operadoras móveis para aplicar à agricultura inteligente no país, revela Lu.

Mas a lista de parcerias é longa. Primeiro, a Huawei deu o braço à NOS, desenvolvendo o protocolo wireless da operadora. Depois, iniciou os serviços empresariais com a EDP para o desenvolvimento de contadores inteligentes que, a prazo, não só permitirão gerir os consumos na distribuição como a própria capacidade ao nível da produção.

A Huawei fornece à elétrica uma tecnologia de comunicação rádio para máquinas, conhecida como NB-IoT (Narrowband Internet of Things).“Esta é uma inovação conjunta entre EDP e Huawei para o mercado local. Estamos muito orgulhosos por ser a primeira deste género a nível mundial”, diz o CEO.

Mas há mais. A empresa também já estabeleceu parceria com a EPAL e está a trabalhar com a Autoeuropa, num contrato com a Volkswagen, “para melhorar a autonomia e digitalização” da fábrica de Palmela. Mercedes, BMW e PSA são também já clientes da tecnologia Huawei noutros países europeus.

Os planos não deverão ficar por aqui. Se o negócio dos smartphones está a crescer “e a apanhar” as restantes operações da Huawei, as plataformas digitais – das smart grids, aos transportes, passando por serviços cloud e pela comunicação entre máquinas (IoT) – são ainda o principal segmento de atividade do grupo chinês. No ano passado, representaram 37,6% das receitas globais, com as vendas de telemóveis em 31,9%.

E, se a China é ainda o maior mercado da Huawei, Europa, Médio Oriente e África são já o segundo, com uma quota de 27,1%. Em Portugal, a Huawei já integra o think tank nacional para a Indústria 4.0. “Vamos poder aumentar muito a produtividade industrial, fazer crescer a economia e aumentar a maturidade digital”, promete Lu.

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