Davos: Macron diz que a França “está de volta” como potência económica europeia

O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou hoje no Fórum Económico Mundial, em Davos, que "a França está de volta" como potência económica europeia, num discurso dirigido aos patrões da indústria e dirigentes políticos de todo o mundo.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou hoje no Fórum Económico Mundial, em Davos, que “a França está de volta” como potência económica europeia, num discurso dirigido aos patrões da indústria e dirigentes políticos de todo o mundo.


“Em França era proibido falhar e era proibido ter êxito”, considerou Macron no seu discurso em Davos, no qual explicou as reformas encetadas pela sua administração.


Macron assegurou que vai manter o caminho das reformas e encorajou os empresários do seu país a correr riscos.


O chefe de Estado francês recordou que teve de combater as forças da anti-globalização em França, porque os seus antecessores não fizeram um bom trabalho a explicar às pessoas os benefícios do livre comércio.


Apesar do seu otimismo quanto à França, Macron disse que a União Europeia tem de se reformar este ano para conseguir competir com as grandes potências como a China e os Estados Unidos.


“Os países mais ambiciosos da UE” têm de ser capazes de avançar para uma maior integração europeia”, mesmo que outros países europeus não queiram juntar-se.


“Os menos ambiciosos não devem bloquear os mais ambiciosos da sala”, sublinhou.


Acrescentou que os países que partilham o euro devem ser capazes de chegar a acordo quanto a um sistema “muito mais forte” e “muito mais justo”. Sobre a fiscalidade europeia, disse que os Estados-membros têm de coordenar as suas políticas fiscais, ou arriscam-se a “perder talento”.


Macron também ironizou sobre a presença do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Davos. Numa referência à enorme quantidade de neve que caiu na região este ano, Macron disse que assim “é difícil de acreditar no aquecimento global”.


“Felizmente não convidaram este ano ninguém que seja cético quanto ao aquecimento global”, concluiu.



NVI // ANP.

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