Turismo

Desemprego em queda abre apetite para as viagens

Com a Páscoa de 2019 no final de abril, a época de verão da hotelaria pode começar mais cedo.

Com as páginas dos meses de verão já viradas no calendário, o setor do turismo está já de olhos postos em 2019 e os portugueses deverão manter o apetite pelas viagens, alimentado pela conjuntura económica.

A Páscoa vai chegar no final de abril (21 de abril) e a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) admite que o arranque do segundo trimestre vá ser “fortíssimo” – contando não apenas com o efeito das férias neste período mas também com dois feriados logo após, o que pode permitir pontes. Com este calendário mais tardio, o verão poderá chegar mais cedo para o setor.

“As operadoras estão ainda a contratar 2019, com a particularidade que o próximo ano tem a Páscoa extremamente tarde; janeiro e fevereiro vão ser meses sem nada. O Carnaval será em março. Por outro lado, teremos um abril fortíssimo (…) desde que não aconteça nada de anómalo”, disse ao Dinheiro Vivo Nuno Mateus, vice-presidente da APAVT.

Em 2018, os portugueses escolheram muitos destinos de praia para passarem férias. Lá fora, as Caraíbas – México, Cuba e República Dominicana – e Cabo Verde foram destinos de muito relevo, sendo que Marrocos e a Tunísia entram também já nas escolhas dos portugueses.

“Para as Caraíbas e para a Tunísia houve claramente um aumento de charters. De resto, o mercado manteve mais ou menos a mesma génese”, salientou o responsável sem avançar com números. “Não houve diferenças abruptas face ao passado, o que vai acontecendo é que há destinos que estavam um pouco adormecidos e que estão, naturalmente, a fazer campanhas fortes para recuperar e acabam por ter preços apelativos. Isso faz toda a diferença.”

Dentro de portas, o Algarve e Porto Santo foram duas grandes apostas. “Tivemos quatro voos por semana para Porto Santo – dois do Porto e dois de Lisboa – e foram todos um sucesso. Os voos vão desde o início de junho até finais de setembro. Porto Santo acaba por ser uma grande referência.”

Os dados mais recentes do INE mostram que até setembro deste ano a hotelaria nacional recebeu 16,5 milhões de hóspedes, dos quais 6,4 milhões eram nacionais.

Nuno Mateus não esconde que é cedo para perceber quais vão ser os destinos mais badalados para as férias no próximo ano, mas não tem dúvidas de que os portugueses vão continuar a viajar. “A verdade é que temos uma componente que é francamente positiva: a redução do desemprego. O turismo é muito sensível [a isso]. Não vejo que o desemprego possa vir a subir [nos próximos meses].”

O responsável adianta ainda que “desde o início da crise em 2008-2009 que os portugueses começaram a ser mais seletivos. Quando o crédito estava em alta, as pessoas viajavam muito mais do que viajam hoje. Mas essa seletividade dos portugueses é algo que já está de um modo geral consolidada. As pessoas comparam e fazem as suas escolhas. Mas em termos de emissor não vejo que haja grandes diferenças” para o próximo ano.

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