Prémio Inovação NOS

Dit2Me: projeto piloto alargou-se a mais turmas e escolas

Dit

Fundador da startup que colocou no mercado a primeira plataforma de ditados em português quer alargar o âmbito do projeto a outros países.

Finalista nos Prémios Inovação NOS, a Dic2me está a mudar o seu nome e imagem para facilitar a entrada no mercado internacional, passando agora a Dit2me. Isto porque o fundador da startup que colocou no mercado a primeira plataforma de ditados em português quer alargar o âmbito do projeto a outros países e este nome, para os mercados internacionais, não era o mais apelativo. Criou para isso a Dit2me International, área que vai gerir todas as plataformas de ditados integradas.

José Pinto, licenciado em engenharia eletrónica pela Universidade de Coimbra, trabalhava como especialista na área de Tecnologias de Informação, quando se apercebeu, que, tendo falta de tempo para a acompanhar o seu filho, Vasco, então no primeiro ciclo, a fazer ditados, havia aqui uma necessidade digital que não estava a ser satisfeita.

Começou a desenvolver, em 2015, um protótipo daquilo que viria a ser esta plataforma e apresentou-o à Associação Nacional de Professores (ANP). Os professores gostaram da ideia e o projeto piloto arrancou algum tempo depois na Escola Preparatória Pedro Santarém, em Lisboa, precisamente na turma de Inês, a filha mais nova do empreendedor.
Para já, José Pinto, sozinho neste projeto, afirma que pouco se avançou, mas é certo que os primeiros passos estão a ser dados. “Está tudo a andar, se bem que acredito que temos de percorrer um longo caminho para que tenha um crescimento sustentável”, afirma. Após a primeira turma piloto entraram outras em experiência, tal como novas escolas, e o fundador aguarda ainda resposta de vários agrupamentos contactados. “Acredito que no final deste ano já tenha o projeto numa posição mais robusta”, confessa.

Melhorias em curso
Além da alteração do logótipo, foram já feitas algumas alterações gráficas na plataforma. O especialista desenvolveu um boneco que faz a leitura dos textos, uma espécie de jogo, para facilitar a interatividade. Explica que a plataforma é de baixa manutenção, a tecnologia é desenvolvida por ele, sendo que os maiores custos estão associados aos servidores que utiliza. Os conteúdos são inseridos pelos professores que definem o que pretendem para a turma, e os alunos podem escrever na própria plataforma, o que dará ao professor uma melhor avaliação e evolução da aprendizagem do aluno.

José Pinto está a utilizar os testes piloto para reduzir possíveis erros e poder melhorar a plataforma para que seja o mais didática e apelativa possível. Para já, a ideia é ser gratuita no mercado nacional, sendo que só quando internacionalizar haverá pagamentos associados.

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