Edição especial 300

É fácil, não dá milhões mas abate 300 euros ao IRS

Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

Prazo para entrega do IRS acaba a 31 de maio. É o momento para fazer as contas às deduções, se ainda não o fez.

Reduzir o valor de IRS é mais fácil do que parece. Em média, cada um dos cerca de cinco milhões de agregados que entregaram a declaração do IRS no ano passado, reuniram despesas que lhes permitiram baixar o imposto em 520 euros. Para muitos contribuintes, sobretudo os que vivem sozinhos, este é um valor difícil de atingir, mas chegar aos 300 euros é possível e acessível. Basta que ao longo do ano tenha reunido um total de despesas de 1460 euros.

O IRS tem uma estreita relação com as despesas que os contribuintes fazem, mas aos olhos do fisco estas não valem todas o mesmo. Isso explica que nalguns tipos de deduções seja fácil e possível atingir o limite com um volume de gastos mais reduzido do que noutras. É o que sucede com as despesas gerais familiares. Esta dedução foi criada em 2015, com a reforma do IRS, vale 250 euros por contribuinte (500 euros por casal) e para ela concorrem 35% de quase todos os gastos do dia-a-dia, desde comissões pagas a bancos, às contas da luz, água e telemóvel, ou às compras do supermercado, de roupa ou eletrodomésticos.

Contas feitas, basta reunir faturas no valor de cerca de 720 euros para que aquele abatimento de 250 euros seja alcançado. Bastante menos generosa é a fórmula do cálculo do benefício fiscal proporcionado pelos consumos em restaurantes, salões de beleza e reparações do carro ou de motos. Neste caso, em termos fiscais, apenas se “aproveitam” 15% do IVA suportado. Parece pouco, mas nada como aplicar aqui o provérbio “grão, a grão…”, e ir reunindo faturas com NIF. Juntando um valor global de 520 euros, o IRS recua em 17 euros.

Outra das deduções mais frequente é a que vem das despesas com saúde. Em 2015 (último ano para o qual há estatísticas oficiais disponíveis), foram quase 3,5 milhões os agregados que declararam gastos com médicos, exames, medicamentos, óculos ou tratamentos. Se se tiver em conta que a Autoridade Tributária (AT) aceita 15% do montante gasto, com 220 euros é possível abater mais 33 euros ao IRS e atingir os 300 euros de poupança total.

Quem não tiver colecionado faturas de supermercado e cabeleireiro, ou não tiver também gastos com o carro pode (e deve) usar o valor que paga de renda de casa (se for essa a sua situação) para reduzir o IRS. O crédito também pode ser usado, mas como a dedução é contabilizada em função do montante suportado com os juros (15%), o seu papel é atualmente muito reduzido. Nas rendas, o fisco aceita 15% do valor até ao limite de 502 euros. A educação também ajuda, caso tenha havido despesas neste setor.

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