Energia

Efacec pode perder até um quarto dos trabalhadores em Portugal

Ângelo Ramalho, CEO da Efacec. Fotografia: Leonel de Castro/Global Imagens
Ângelo Ramalho, CEO da Efacec. Fotografia: Leonel de Castro/Global Imagens

Ângelo Ramalho considera que este pedido de reestruturação "é uma espécie de 'guarda-chuva'" legal, que pode ou não ser utilizado

A Efacec poderá perder até um quarto dos seus trabalhadores em Portugal nos próximos anos. O grupo liderado por Ângelo Ramalho pediu ao Governo, em janeiro de 2017, o estatuto de “empresas em reestruturação” para as unidades Efacec Energia e Efacec Engenharia e Sistemas. Esta situação pode implicar a dispensa de até 409 pessoas de um total de cerca de duas mil que estão empregadas em Portugal.

Entre as medidas de reestruturação propostas para o período entre 2017 e 2019 estão “previstas rescisões de contrato de trabalho, por mútuo acordo” em 291 contratos na Efacec Engenharia e Sistemas e 118 contratos na Efacec Energia, adianta esta quinta-feira o Jornal de Negócios (acesso pago), que teve acesso à comunicação enviada ao Ministério da Economia.

Ângelo Ramalho considera que este pedido de reestruturação “é uma espécie de ‘guarda-chuva'” legal. “A lei dá-me o benefício de poder fazer estas rescisões. Vamos utilizá-lo? O futuro o dirá”, responde ao mesmo jornal o CEO da Efacec. O líder do grupo de Matosinhos diz que “não pretende rescindir com 409 pessoas” mas pode utilizar o estatuto de “empresa em reestruturação” para “poder fazer as rescisões até esse número limite, se e quando necessitar”.

A Efacec é controlada desde meados de 2015 por Isabel dos Santos, através da sociedade Winterfell. No ano passado, foi noticiada a retirada de carros de serviço a mais de uma centena de engenheiros da empresa, um benefício que representava um terço do salário.

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