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Embaixador: Portugal deve ser “autêntico” nas relações com Pequim

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José Augusto Duarte, embaixador em Pequim, defendeu a necessidade de Portugal adotar “firmeza” na defesa dos seus interesses nas relações com a China.

“Temos de ser autênticos. Temos de ser nós próprios”, afirmou, num momento em que Portugal enfrenta críticas de outros países europeus e uma reputação de maior permeabilidade ao investimento direto chinês no quadro europeu.

No relacionamento de captação de investimento luso-chinês, Augusto Duarte defendeu no entanto que a grande vantagem portuguesa tem sido exatamente a capacidade de admitir capitais de Pequim em setores estratégicos, não abertos por outros países. Tratam-se, para o diplomata, de “aspetos mais intangíveis, não despiciendos”, que são “de facto uma vantagem importante para a internacionalização da economia chinesa”.

O embaixador disse, por outro lado, que “é perfeitamente ridículo” dizer que Portugal é porta de entrada na Europa ou em África. “Há muito mais chineses em Angola do que portugueses”, ilustrou.

Em sentido inverso, para Augusto Duarte o desafio de um maior acesso ao mercado chinês exige estudar a concorrência e casos de sucesso portugueses, como o do grupo Super Bock, mas também retomar o exemplo do caminho histórico feito pelos primeiros mercadores e missionários portugueses que aportaram à China no início do século XVI.

“Temos um imenso desafio pela frente. Esta visita [de Xi Jinping a Portugal] é muito importante. Que ela aconteça, só por si, já é uma vitória política”, disse ainda o representante diplomático em Pequim.

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