Em 2017, o mercado imobiliário português destacou-se entre os demais da Europa, atraindo novos investidores à procura de um retorno financeiro. Os estrangeiros investiram em imobiliário comercial, habitacional e até em produtos alternativos como residências de estudantes e terrenos para projetos de Saúde. Em 2018 a tendência vai consolidar-se e, diz a CBRE, o investimento nacional deverá representar apenas 15% a 20% do volume total.
“Em termos de origem do investimento prevemos uma representatividade semelhante à observada em 2017, com uma predominância de investimento Europeu, no qual se deverá incluir uma quota de capital nacional na ordem dos 15% a 20%”, revela o estudo sobre tendências para 2018.
A CBRE espera que em 2018 o imobiliário volte a ganhar espaço enquanto setor para investimento, ultrapassando-se os níveis registados no ano passado, “com um novo recorde que pode atingir os 2,6 mil milhões de euros”.
A habitação vai continuar a “evidenciar-se ao longo de 2018” com o mercado nacional a ganhar um maior peso relativamente ao mercado estrangeiro, “fruto de um muito peso relativamente ao mercado estrangeiro, fruto de um muito positivo clima económico”. E com uma nuance: “a reabilitação irá gradualmente dar lugar à construção de raiz”, realça o estudo.
A CBRE posiciona a venda de casas em torno das 150 mil unidades, um valor próximo do máximo de 2008 e assume que os preços avançaram 9% ao longo de 2017. Para este ano, a consultora internacional assume que o mercado voltará a crescer, com o peso dos estrangeiros (que no ano passado valeram 25% das vendas) a voltar a aumentar.