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Ex-presidente da TAP arguido por suspeitas sobre a compra da VEM

Fernando Pinto
Fernando Pinto

Fernando Pinto, que deixou a presidência da TAP em janeiro, continua ligado à companhia aérea como consultor.

O ex-presidente da TAP, Fernando Pinto, foi constituído arguido por suspeitas de gestão danosa devido ao negócio da compra da brasileira Varig Engenharia e Manutenção (VEM).

O jornal Público noticia este domingo que outros cinco gestores que fizeram parte do conselho de administração executivo da TAP também foram constituídos arguidos no âmbito da investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária à compra da companhia brasileira, um processo que decorreu entre 2005 e 2007.

Os ex-administradores em causa são: Luís Ribeiro Vaz, Fernando Alves Sobral, Michael Conolly, Luiz de Gama Mór e outro responsável da equipa de gestão, que já faleceu.

O inquérito está a cargo do Departamento Central de Investigação e Acção Penal e partiu de uma denúncia anónima feita no final de 2010 acerca daquele negócio, que envolveu um montante de 500 milhões de euros, adianta o jornal.

Em abril de 2016 foram efetuadas buscas na sede da TAP e na da Parpública – holding estatal – pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária. Na altura, suspeitava-se, além de ter havido gestão danosa, de que os administradores teriam lucrado de forma ilícita com a compra da VEM.

Fernando Pinto, que deixou a presidência da TAP em janeiro, continua ligado à companhia aérea como consultor.

O antigo presidente da TAP disse ao público que foi “constituído arguido há cerca de ano e meio” num inquérito que existe desde 2012 e que nasceu de uma estranha denúncia anónima”.

“Tive possibilidade de dar todas as explicações que me foram solicitadas pela investigação e creio que os factos em causa estão totalmente esclarecidos”, adiantou. “O negócio da VEM – com cerca de 13 anos – foi um processo transparente e realizado de boa-fé pela administração da TAP com os dados que tínhamos à época e num contexto de essencial expansão da empresa e da sua área de manutenção”, afirmou.

Pinto disse que aguardará “serenamente pelo desfecho do inquérito, com total confiança de que será tomada a justa decisão”.

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