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Futebol português é segundo maior importador europeu de jogadores

( Pedro Rocha / Global Imagens )
( Pedro Rocha / Global Imagens )

Primeira Liga é a segunda no mundo onde recrutados ao estrangeiro têm maior peso, segundo dados do Centro Internacional de Estudos do Desporto.

É dos campeonatos com maior dinâmica de recrutamentos, e sobretudo internacionais. Se há cada vez maior mobilidade internacional no futebol profissional, Portugal será um provável destino para muitos jogadores. Na Primeira Liga, quase dois terços dos jogadores foram recrutados fora, com o campeonato português a ficar apenas atrás da primeira divisão cipriota no que diz respeito ao peso internacional dos plantéis no futebol europeu.

O ranking que ordena os campeonatos mais internacionais é do Football Observatory, do Centro Internacional para os Estudos do Desporto, que produziu uma análise demográfica do mercado de trabalho europeu no futebol com base nos dados de 31 primeiras divisões do continente ao longo da última década. A conclusão é de que se tem vindo a bater recordes de instabilidade e mobilidade entre jogadores dos campeonatos europeus de primeira linha, ainda que com menor intensidade desde o último ano.

Na dinâmica de longo termo, Portugal é um dos principais contribuidores. A Primeira Liga nacional conta, nos dados reunidos, com 63,6% dos seus jogadores recrutados fora, ficando apenas atrás dos 66,8% do futebol cipriota. Atrás de Portugal, seguem Turquia, Itália, Inglaterra, Bélgica e Grécia.

Na definição de importação, o estudo tem em conta expatriados. Ou seja, inclui jogadores nacionais recrutados fora.

O futebol português também se destaca por ser um daqueles onde é maior a instabilidade dos plantéis. A Primeira Liga conta mais de metade dos jogadores recrutados no último ano (52,7%). Só Roménia, Chipre e Turquia têm maior peso de recrutados recentes. Já Inglaterra, Alemanha e Dinamarca lideram na retenção de jogadores.

Segundo os dados do Football Observatory, a percentagem de jogadores treinados pelos próprios clubes (pelo menos, três épocas realizadas entre as idades de 15 e 21 anos) tem vindo a cair quase sem interrupção ao longo da última década. Estava entre as primeiras divisões europeias nos 17,2% este ano. O estudo admite que as crescentes disparidades económicas no futebol dos diferentes países possa no entanto vir a condicionar as ligas com menos dinheiro para que apostem mais na formação de talentos locais.

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