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Greve dos motoristas

Dia 7. Termina greve dos motoristas

Sete dias depois, terminou a greve dos motoristas de matérias perigosas.

Sete dias depois, terminou a greve dos motoristas de matérias perigosas. Depois de um plenário, no domingo à tarde, os membros do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) decidiram acabar a greve por tempo indeterminado que tinha sido iniciado na segunda-feira, dia 12 de agosto.

Na terça-feira, pelas 16 horas, haverá uma reunião entre os dirigentes do SNMMP e os responsáveis das empresas do sector, a Antram. Mas o sindicato deixou um aviso.

“Caso a Antram mostre uma postura intransigente na reunião do próximo dia 20 de agosto, a direção do SNMMP foi mandatada para continuar a desencadear todas as diligências consideradas adequadas à defesa dos motoristas de matérias perigosas incluindo o recurso à medida mais penalizante, nomeadamente a convocação de greves às horas extraordinárias, fins de semana e feriados para que os interesses dos motoristas sejam efetivamente assegurados”.

António Costa espera “sucesso” no diálogo que se segue

O primeiro-ministro António Costa reagiu ao fim da greve no Twitter. “Saúdo a decisão de desconvocação da greve dos motoristas de matérias perigosas, formulando votos de sucesso para o diálogo que agora se retoma entre as partes.”

O primeiro-ministro continuou: “Quero congratular-me com o elevado civismo com que os portugueses viveram esta semana difícil para todos e a forma pacífica e sem qualquer violência como foram conduzidas todas as manifestações.”
“Agradeço às Forças Armadas, de Segurança e a todos os agentes de proteção civil o contributo que deram para minimizar os impactos da greve, no funcionamento dos serviços essenciais e na economia, para o que foi decisivo o rigoroso planeamento e avaliação por parte da ENSE.”

ANTRAM vai negociar com o que as empresas podem suportar

A ANTRAM vai para a mesa das negociações, mas alerta que há uma condição: “Vamos negociar com uma condição, aquilo que as empresas podem suportar”, disse André Matias de Almeida em declarações à SIC Notícias. Segundo o porta-voz da associação, as empresas vivem há três anos consecutivos em contraciclo.

André Matias de Almeida adiantou ainda que vão estudar o documento que o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas apresentar com as reivindicações que considera legítimas. O responsável sublinhou que o importante é que “está dado um passo para o diálogo”. E recordou que as negociações têm o seu tempo. “A negociação pressupõe avanços e recuos”.

Terça-feira inicia-se o processo de diálogo no Ministério das Infraestruturas.

Termina greve dos motoristas

Ao sétimo dia, a greve dos motoristas de matérias perigosas foi desconvocada. “Tendo em conta que estão reunidas as condições para uma negociação com a ANTRAM [a associação patronal] foi deliberado desconvocar a greve”, declarou Pardal Henriques, porta-voz do Sindicato Nacional de Motoristas e Matérias Perigosas.

A decisão saiu do plenário dos motoristas, que se realizou esta tarde e se prolongou por mais de três horas. Agora, estão reunidas as condições para as entidades envolvidas se sentarem à mesa das negociações. A primeira reunião está já agendada para terça-feira, às 16 horas, no Ministério das Infraestruturas.

“Os associados do SNMMP deliberam desconvocar a greve que teve início no passado dia 12 de agosto”, confirmou Francisco São Bento, presidente do sindicato, depois de ter enunciado uma série de considerandos. Mas deixou um aviso: “Caso a Antram mostre uma postura intransigente na reunião do próximo dia 20 de agosto, a direção do SNMMP foi mandatada para continuar a desencadear todas as diligências consideradas adequadas à defesa dos motoristas de matérias perigosas incluindo o recurso à medida mais penalizante, nomeadamente a convocação de greves às horas extraordinárias, fins de semana e feriados para que os interesses dos motoristas sejam efetivamente assegurados”.

Governo confirma reunião mas greve tem de ser desconvocada

O Governo confirmou que se irá realiza uma reunião na terça-feira entre o sindicato dos motoristas de matérias perigosas e a associação patronal, caso o plenário da estrutura sindical desconvoque a greve, disse à Lusa fonte governamental.

“Caso o plenário do sindicato desconvoque a greve, a reunião no Ministério das Infraestruturas e Habitação, terça-feira, pelas 16 horas, está confirmada”, referiu a mesma fonte, sem acrescentar mais informações.

A greve dos motoristas de matérias perigosas está hoje no seu sétimo dia, com as atenções voltadas para um plenário de trabalhadores, que decorrerá esta tarde e que deverá decidir sobre a continuidade da paralisação.

O plenário decorre hoje, pelas 16 horas, em Aveiras de Cima (Lisboa), depois de ter falhado um acordo mediado pelo Governo numa reunião que durou cerca de 10 horas e que terminou na madrugada de sábado.

Governo: início da negociação depende de desconvocação da greve

O governo afirmou este domingo que uma negociação entre o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e a associação patronal só avançará se o plenário de trabalhadores, que se realiza hoje, decidir desconvocar a greve em curso.

O plenário de trabalhadores realiza-se hoje em Aveiras de Cima pelas 16H00.

Segundo o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, há a “expetativa” de no plenário “haja condições para desconvocar a greve” para que se inicie a mediação entre sindicato e patrões.

O governante voltou a deixar um “apelo as partes para um entendimento e para que a greve chegue ao fim”.

“Sentimos que existem já todas as condições para o único sindicato que ainda está em greve se sente à mesa para negociar”, afirmou.

50 euros dividem patrões e motoristas

Um aumento de 50 euros no novo subsídio de operações está a travar um acordo entre os motoristas de matérias perigosas e a associação patronal, que considera a exigência “incomportável” para as empresas.

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) deixou cair a exigência de aumentos salariais para que possa ser alcançado um acordo com a ANTRAM-Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários e de Mercadorias.

Num comunicado divulgado este sábado, o sindicato refere que, “reconhecendo neste momento o esforço negocial do governo e a disponibilidade do nosso compromisso, a proposta (do sindicato) abria mão do desdobramento para 2021 e 2022, centrando-se num plano de ganhos inferior aos 900 euros de salário base pelos quais nos batemos”.

Mas, em alternativa, o sindicato exige um valor mais elevado no subsídio de operações, que ficou fixado nos 125 euros no acordo assinado com a Fectrans e com o SIMM, em relação aos motoristas de mercadorias. O sindicato reclama um aumento de cerca de 50 euros nessa compensação, em termos mensais, o que corresponde a mais 40%.

Este subsídio relativo ao risco para manuseamento de matérias perigosas foi introduzido no acordo coletivo assinado em maio deste ano para entrar em vigor em 2020.

Sindicato: “A ANTRAM está com as costas quentes”

Pedro Pardal Henriques, porta-voz Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), afirmou este sábado que “a ANTRAM está com as costas quentes”, para justificar a posição inflexível da associação patronal nas negociações para por o fim à greve que dura desde segunda-feira.

“Os serviços são garantidos (na greve) patrocinados pelo Estado”, afirmou aos jornalistas.

Lembrou que o governo tem apoiado à associação patronal ao avançar com a requisição civil e ao obrigar os militares a prestar serviços, em substituição dos motoristas, “à margem do que seria pensável num Estado de direito”.

Questionado sobre se o Sindicato teme que a disponibilidade evidenciada hoje pela ANTRAM para negociar seja uma farsa, Pardal Henriques respondeu. ” Espero que não seja uma farsa”.

Adiantou que o Sindicato está a estudar “as consequências de tudo o que aconteceu nestes dias”. “Iremos pedir à justiça portuguesa para responsabilizar todos aqueles que não estiveram bem ou que violaram as leis”, disse.

 

Sindicato: “Queremos partir para um processo de negociação”

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) está disponível para negociar com a associação patronal, “desde que o processo de mediação tenha bases bem definidas”.

A ANTRAM-Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias mostrou-se hoje estar disponível para negociar e garantiu que iria entregar um pedido de mediação do governo.

“Nós ficámos muito felizes (com a posição revelada pela ANTRAM) e queremos partir para um processo de negociação”, disse Pedro Pardal Henriques, porta-voz do Sindicato.

“Queremos chegar a um consenso de base de negociação”, disse Pardal Henriques aos jornalistas. “Vamos falar primeiro com os nossos sócios amanhã em plenário” antes de divulgar a proposta do Sindicato, adiantou.

Sindicato faz “último apelo” à ANTRAM para um compromisso

Francisco São Bento, presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) apelou novamente aos patrões que aceitem as propostas articuladas com o Governo. Em comunicado, Francisco São Bento sublinha: “ainda há tempo, fazemos um último apelo a que a ANTRAM aceite a proposta de compromisso que o Governo articulou com o SNMMP”.

O presidente do SNMMP diz que a proposta abre “mão do desdobramento para 2021 e 2022, centrando-se num plano de ganhos inferior aos 900 euros de salário base pelos quais nos batemos”, demonstrando “a disponibilidade do nosso compromisso” e “o esforço negocial do Governo”.

A proposta negociada com o Governo prevê “uma nova dotação salarial, capaz de reconhecer a especificidade dos motoristas de cargas perigosas, o grau de desgaste e risco associado ao nosso trabalho, bem como a sua importância para o conjunto da sociedade”.

Como diz em comunicado, “esse reconhecimento, ainda que pago sob a forma imperfeita de complemento salarial, teria a garantia que seria pago pelos empregadores e tributado pelo Estado, tal e qual como acontece com o valor recebido no salário base.”

“Esse reconhecimento, ainda que pago sob a forma imperfeita de complemento salarial, teria a garantia que seria pago pelos empregadores e tributado pelo Estado, tal e qual como acontece com o valor recebido no salário base”, adianta ainda.

A questão está no aumento em 40% do subsídio de operações, cujo valor foi fixado em 125 euros no acordo coletivo assinado com a Fectrans e já posteriormente com o SIMM, que entretanto desistiu da greve.

Segundo o SNMMP, a ANTRAM “não aceitou reconhecer que o trabalho suplementar tem que ser pago sem recurso a uma carta branca cujo resultado é a normalização de turnos até 16 horas”.

As dez horas de negociação, que terminaram esta madrugada, redundou uma vez mais na intransigência que a ANTRAM tem revelado em todo este processo, diz o comunicado.

No comunicado, a direção do sindicato diz ainda que não fechará já a porta, mantendo “a convicção de que, até ao Plenário Nacional marcado para domingo”, “o Governo utilizará as ferramentas que ainda tem ao seu dispor para chamar à razão a ANTRAM”.

Pardal Henriques aceita mediação com base de entendimento na mesa

O porta-voz do sindicato de motoristas de matérias perigosas disse ver com agrado a disponibilidade da associação das empresas para integrar um processo de mediação, mas ressalvou ser necessário que a base de entendimento já debatida seja aceite.

“Registamos com agrado o facto de a ANTRAM [Associação de Transportadores Rodoviários de Mercadorias] querer iniciar este processo de mediação, mas não é suficiente esta vontade, é preciso demonstrar que há realmente vontade e que não é apenas uma farsa, aceitando a base de entendimento que negociámos ontem com o Governo”, disse à Lusa Pedro Pardal Henriques.

A ANTRAM anunciou hoje estar disponível para integrar um processo de mediação junto da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho.

ANTRAM vai propor hoje mediação do Governo

A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias disponibilizou-se para integrar um processo de mediação junto da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho.

Em comunicado, afirmou ser “convicção desta associação que um processo de mediação, realizado em clima de paz, poderá conduzir à solução do problema”.

Também André Matias Almeida, em representação da ANTRAM, admitiu que estão criadas as condições para patrões e sindicato se juntarem à mesa. “Apelo ao sindicato que não continue a greve e venha já para a mesa das negociações”, disse André Matias Almeida em declarações à Sic..

“Propomos a mediação do Governo e estamos dispostos a sentar à mesa para negociar já hoje”, acrescentou.

 

Serviços mínimos já foram ultrapassados

O ministro do Ambiente garantiu que os serviços mínimos decretados para a greve dos motoristas de matérias perigosas já foram ultrapassados e não se registou qualquer incumprimento da requisição civil decretada pelo Governo.

Hoje verificou-se, “uma média, de 85% das cargas” planeadas, o que representa um crescimento em relação a sexta-feira, afirmou João Pedro Matos Fernandes em conferência de imprensa.

Greve mantém-se. Falhou acordo

Os motoristas de matérias perigosas cumprem hoje o sexto dia de uma greve convocada por tempo indeterminado, depois de ter falhado um acordo mediado pelo Governo numa reunião que durou cerca de 10 horas.

A falta de acordo foi comunicada pelo porta-voz do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e posteriormente confirmada pela Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

“Trabalhámos em conjunto com o senhor ministro uma proposta que seria razoável para desbloquear a situação. A ANTRAM rejeitou a proposta e a greve mantém-se”, afirmou à agência Lusa o representante do SNMMP, Pedro Pardal Henriques, no final da reunião.

Pardal Henriques adiantou que a ANTRAM oficiou ao SNMMP “a mesma proposta que tinha oferecido à Fectrans [Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações] e ao Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias”.

“Não aceitamos essa proposta, porque não podemos concordar com aquilo que não entendemos ser um bom acordo”, continuou.

O porta-voz da ANTRAM, André Matias de Almeida, considerou que a proposta que o sindicato apresentou ao Governo é “incomportável para as empresas” e discriminatória para os associados dos outros sindicatos do setor.

A ANTRAM espera agora que, no plenário que o SNMMP vai realizar no domingo, em Aveiras de Cima (Lisboa), “haja uma sensibilização dos associados [do sindicato] e que possam compreender que as empresas estão no seu limite”, acrescentou.

No final da maratona de negociações, o ministro Pedro Nuno Santos disse que em cima da mesa estiveram propostas do sindicato e da associação empresarial, mas persiste o desacordo entre as partes.

“A greve continua” em consequência da falta de acordo, admitiu o ministro das Infraestruturas e da Habitação.

Costa: “Foram criadas condições para resolver conflito”

Vários apelos ao fim da greve dos motoristas de matérias perigosas. Este foi o tom adotado pelo primeiro-ministro, António Costa, no final da reunião semanal com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. O chefe de Governo garantiu que o país está a funcionar com normalidade e afirma que os serviços mínimos decretados foram “perfeitamente adequados”.

“A nossa atuação tem sido minimalista para evitar perturbações nas oportunidades de diálogo e para garantir que o país não pára. Foram criadas condições para que os sindicatos e a Antram possam resolver o conflito. O desejável é que as reuniões de hoje [com o Sindicato dos Motoristas das Matérias Perigosas] fossem coroadas com sucesso. Vamos estimular o diálogo entre as partes”, afirmou o primeiro-ministro no final da reunião, que decorreu no Palácio de Belém.

Sem esta atitude, sustenta o primeiro-ministro, “o país teria parado”. António Costa recordou ainda que “não há português que não estivesse muito preocupado há uma semana com o que viria a acontecer. Todos estávamos preocupados em saber se tínhamos o combustível necessário”.

Depois, Costa voltou a apelar ao fim da greve por parte do sindicato das matérias perigosas: “Não vale a pena prolongar um conflito que não tem permitido avanços. É tempo de as pessoas se sentarem e chegarem a acordo”.

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Crise energética: Serviços mínimos superados

“Ao longo do dia de hoje, 16 de agosto, a requisição civil foi cumprida e os serviços mínimos superados.” Este foi o balanço feito esta sexta-feira pelo gabinete do ministro do Ambiente e da Transição Energética.

“Os serviços de abastecimento nos aeroportos foram os previstos. As Forças de Segurança e as Forças Armadas só foram pontualmente solicitadas para conduzir as viaturas de transporte carburante”, acrescenta a nota à comunicação social divulgada esta sexta-feira.

O gabinete de João Matos Fernandes dá o exemplo dos terminais de Leça da Palmeira e de Aveiras: “das 143 cargas previstas em Leça de Palmeira, foram cumpridas 184 (129%) em Sines, das 40 cargas previstas foram cumpridas 46 (115%) e em Aveiras, das 196 cargas previstas, foram cumpridas 203 (111%)”.

Na rede de emergência REPA, até às 18 horas, existia 57,71% de stocks de gasóleo e de 50,7% no caso da gasolina.

Rui Rio “impressionado com falta de dignidade” dos motoristas

O líder do PSD, Rui Rio, manifestou-se “particularmente impressionado” com as condições dos motoristas de transporte de mercadorias.

“Olhem para as condições em que estes homens e mulheres trabalham. Fiquei particularmente impressionado com a falta de dignidade destes trabalhadores”, referiu o presidente do PSD durante a conferência de imprensa.

Rui Rio afastou ainda uma eventual revisão da lei da greve, como chegou a ser sugerido esta semana pelo CDS-PP. “Não acho que seja uma oportunidade para discutir a lei da greve, muito menos a poucos meses antes das eleições.”

Ainda assim, o líder dos social-democratas lembrou que “estas greves dão inputs para discutir a lei na altura em que isso vier a acontecer”.

PSD admite Marcelo como árbitro nas negociações com motoristas

O PSD admite que Marcelo Rebelo de Sousa sirva como árbitro nas negociações entre os sindicatos dos motoristas e a associação de empresas Antram. O cenário foi admitido esta sexta-feira por Rui Rio, presidente do PSD, em conferência de imprensa.

“O PSD apela à boa-fé das duas partes e à isenção do Governo, para que seja um árbitro a sério. Se o primeiro-ministro e o Governo não forem capazes de serem árbitros, poderemos ter o Presidente da República como árbitro”, referiu o líder do PSD aos jornalistas.

Na mesma conferência de imprensa, o líder dos social-democratas comparou a gestão do governo da greve dos motoristas com o comportamento do executivo durante o clima dos professores. Rui Rio acusou mesmo o governo de ter “criado demasiado alarme social”.

“Já tínhamos visto este filme antes das eleições europeias, com o drama dos professores. O Governo quis criar um clima adequado para impor medidas punitivas e mostrar que mete os grevistas na ordem e que salva os portugueses do caos por ele criado. O Governo optou por não evitar o conflito. […] Só ao quarto dia o Governo tomou iniciativa e começou a mediar. Os resultados começaram a aparecer: com diálogo e acordos. O PSD sempre defendeu isto.”

“Greve só será suspensa quando começar a negociação”, lembra sindicato

Francisco São Bento e Pedro Pardal Henriques, do sindicato dos motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), já chegaram ao ministério das Infraestruturas, em Lisboa, para a reunião com Pedro Nuno Santos. Mas ainda não foi avistado qualquer responsável da Antram, a associação de empresas de transporte de mercadorias.

Isto quer dizer que a greve, por enquanto, mantém-se, de acordo com os dirigentes do sindicato. “A greve é suspensa a partir do momento em que forem iniciadas as negociações”, ou seja, apenas quando os representantes das empresas se sentarem à mesma mesa do que este sindicato e o ministro.

Quando isso acontecer, a greve será suspensa até ao plenário nacional de motoristas de matérias perigosas, marcado para domingo. Nesse dia, já deverá ser discutido o acordo que hoje vier a ser alcançado no ministério das Infraestruturas.

No entanto, “se o acordo não for aceite em plenário, a greve será retomada a partir da meia-noite de segunda-feira”, lembrou Francisco São Bento, presidente do SNMMP, em declarações aos jornalistas, citadas pela RTP3.

Para a reunião com o ministro, o SNMMP espera que o ministro “possa estar com outra postura, mais imparcial, e resolver esta situação, que tão bem conhece”, pediu António Medeiros, tesoureiro do sindicato, a partir de Aveiras de Cima.

Reunião entre Governo e sindicatos das matérias perigosas começa às 16h

Está prevista para agora, às 16 horas, o início da reunião entre o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, e o porta-voz do sindicato dos motoristas das Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques. O encontro vai decorrer no Ministério das Infraestruturas, em Lisboa.

Ao início da tarde, este sindicato adiantou que a greve que começou na segunda-feira ao transporte de matérias perigosas seria suspensa “a partir da hora de início da reunião a ser convocada pelo Governo”. Esta suspensão “produzirá os seus efeitos até ao Plenário Nacional de Motoristas de Cargas Perigosas, marcado para o próximo domingo”.

“Estamos a dar um passo atrás para dar dois passos em frente”, admite sindicato

Depois do comunicado a admitir uma suspensão da greve nas próximas horas, o sindicato das Matérias Perigosas (SNMMP) reconheceu o desgaste que esta paralisação está a provocar junto da população.

“Queremos resolver isto o mais depressa possível. Admitimos que os portugueses estão cansados mas esta luta é necessária mesmo que cause alguns danos colaterais”, referiu António Medeiros, tesoureiro do sindicato, em declarações aos jornalistas em Aveiras de Cima, citadas pela RTP.

Sobre a eventual suspensão da greve – assim que for iniciada a reunião de mediação entre este sindicato e a associação de empresas Antram -, este dirigente assumiu: “Estamos a dar um passo atrás para dar dois passos em frente”.

Enquanto não for iniciada a reunião, a greve continua a decorrer.

12 notificados por incumprimento da requisição civil

A GNR notificou 12 motoristas que não estavam a cumprir a requisição civil, mas, após a notificação, começaram a trabalhar, disse hoje o ministro do Ambiente.

“Foram hoje notificados pela GNR 12 motoristas que estavam a incumprir e que, assim que foram notificados, começaram a trabalhar”, afirmou o ministro em conferência de imprensa, em Lisboa, de balanço do quinto dia da greve dos motoristas.

Na terça-feira, o ministro disse que 14 trabalhadores não tinham cumprido a requisição civil decretada pelo Governo na greve dos motoristas.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, acrescentou que há hoje menos trabalhadores em greve, apesar de não poder precisar a que sindicato pertencem.

Motoristas de Matérias Perigosas deverão suspender a greve

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) admitiu hoje suspender a greve a partir do início de uma reunião “a ser convocada pelo Governo”, até domingo, data de um plenário dos trabalhadores.

GNR e PSP conduziram 127 camiões de combustível entre segunda e quinta-feira

A GNR e a PSP asseguraram, entre segunda e quinta-feira, o transporte de combustível em 127 camiões-cisterna no âmbito da situação de alerta declarada pelo Governo devido à greve dos motoristas.

Segundo um comunicado do Ministério da Administração Interna (MAI), estes veículos pesados de transporte de mercadorias perigosas tiveram como destino as regiões de Lisboa, de Faro, de Setúbal, de Sintra, de Beja e do Algarve. Durante quinta-feira foram também abastecidos os aeroportos de Lisboa e de Faro. A operação envolveu, até ao momento, 150 elementos das forças de segurança, acrescenta o MAI.

Em comunicado divulgado na quarta-feira, o MAI dava conta de que, entre segunda e esse dia, a GNR e a PSP tinham assegurado o transporte de 84 camiões, o que significa que, na quinta-feira, as duas forças de segurança asseguraram o transporte de 43 camiões-cisterna.

 

Postos de combustível no Algarve com stocks acima dos 50%

De acordo com Matos Fernandes, ministro do Ambiente e da Trasição Energética, que esta sexta-feira fez um balanço da greve pelas 12h30, os stocks da rede de emergência de postos de abastecimento (REPA) não exclusiva continuam a subir, com cargas superiores aos abastecimentos dos veículos.

Quinta-feira, a percentagem de gasóleo nos mais de 300 postos da REPA Geral era de 51%, tendo subido esta sexta-feira para 63%. Já a gasolina subiu de 41% para 45% no espaço de 24 horas.

No Algarve registou-se a subida mais significativa, de 34% para 51% na gasolina e de 28% para 59% no gasóleo, ou seja, “valores comparáveis ao resto do país”.

No aeroporto de Lisboa, que a meio da semana restringiu o abastecimento de combustíveis aos aviões porque os stocks rondavam os 60%, a situação já está normalizada, com os stocks a 100% e os abastecimentos normais retomados na totalidade.

REPA para veículos prioritários perde metade das bombas. Passa de 52 a 26

O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, informou hoje que a rede de emergência de postos de abastecimento para veículos prioritários será reduzida para metade, de 54 para 26 postos no Continente.

Garante o ministro que os “stocks continuam a subir, com as cargas de combustíveis superiores aos abastecimentos”. “Hoje estamos melhor no abastecimento de combustível do que nos dias anteriores”, disse Matos Fernandes.

O ministro agradeceu o civismo dos portugueses e a compreensão face aos limites ao abastecimento (15 litros na REPA Geral e 25 litros nos restantes postos) e elogiou o profissionalismo e dedicação das forças de segurança – PSP e GNR – e dos três ramos das Forças Armadas. “Têm sido dias difíceis. Mas num conflito com tantos riscos tem sido possível manter a normalidade e evitar a violência”.

GNR e PSP conduziram 127 camiões de combustível entre segunda e quinta-feira

A GNR e a PSP asseguraram, entre segunda e quinta-feira, o transporte de combustível em 127 camiões-cisterna no âmbito da situação de alerta declarada pelo Governo devido à greve dos motoristas, foi hoje anunciado.

Segundo um comunicado do Ministério da Administração Interna (MAI), estes veículos pesados de transporte de mercadorias perigosas tiveram como destino as regiões de Lisboa, de Faro, de Setúbal, de Sintra, de Beja e do Algarve.

Durante quinta-feira foram também abastecidos os aeroportos de Lisboa e de Faro.

A operação envolveu, até ao momento, 150 elementos das forças de segurança, acrescenta o MAI.

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Levantadas restrições ao abastecimento no aeroporto de Lisboa

As restrições ao abastecimento de aviões no aeroporto de Lisboa, em vigor desde segunda-feira, foram levantadas esta sexta-feira, disse fonte oficial da ANA – Aeroportos de Portugal.

“Considerando o nível de descargas e o aumento de ‘stock’ de combustível no Aeroporto Humberto Delgado, foram levantadas, hoje às 09:00, as restrições ao abastecimento de aeronaves”, afirmou a fonte.

A ANA “continuará, em conjunto com o Governo, empresas petrolíferas, companhias aéreas e ‘handlers’ [empresas de assistência], a acompanhar e a avaliar de perto a situação”, acrescentou.

 

Ao 5º dia de greve estas são as imagens que marcam a manhã

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Ministro do Ambiente faz ponto de situação às 12:30

O ministro do Ambiente e da Transição Energética, Matos Fernandes, e o secretário de Estado da Energia, João Galamba, vão fazer o ponto de situação sobre a crise energética, às 12:30, em conferência de imprensa.

“Se não se decidirem, estamos dispostos a um mês, seis meses ou um ano”

“Estamos aqui duros como o aço”, diz Francisco São Bento, presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), aos jornalistas.

O represente do sindicato afirma que se o Governo e a Antram “não se decidirem”, a paralisação poderá durar “um mês, seis meses ou um ano”. “Nós ainda não conseguimos perceber a retirada do SIMM [do protesto]. Estamos nesta greve por estes pressupostos e não a vamos levantar sem os alcançar”, disse, garantido que “não há motivo” para se sentirem isolados.

“Temos tido toda a disponibilidade para negociar. Compete ao Governo levar a Antram a sentar-se à mesa”. A mediação requerida pelo SNMMP passa por reuniões bipartidas, uma vez que que “a Antram não se quer sentar com o sindicato”. Assim a Antram irá reunir com o Governo e este sentar-se-á posteriormente à mesa das negociações com o sindicato.

Questionado sobre o paradeiro de Pardal Henriques, por quem todos esperavam para ouvir as declarações, Francisco São Bento salientou que “ele não está a fugir à comunicação social e que também tem a sua vida para fazer”. O presidente do SNMMP aproveitou para deixar claro que a comunicação social deve deixar de parte a vida pessoal de Pardal Henriques e focar-se nas questões que levam os motoristas a fazer esta greve.

 

721 postos sem gasóleo e 514 sem gasolina

Às 9:50 do quinto dia de greve, são 721 os postos de abastecimento sem gasóleo e 514 sem gasolina, de acordo com os dados da plataforma online “Já não dá para abastecer”.

Segundo o mapa disponibilizado pela VOST, é na região litoral que mais se concentram os postos secos.

Estava prevista a prestação de declarações por parte de Pardal Henriques para as 9:00 horas, mas o porta-voz do SNMMP ainda não chegou a Aveiras de Cima.

“O tempo desta greve acabou”. Governo isola motoristas das matérias perigosas

Ao quarto dia de greve, o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) suspendeu a paralisação e aceitou retomar as negociações com a associação patronal ANTRAM, deixando mais isolado os motoristas de matérias perigosas. “O tempo da greve já devia ter terminado. Os portugueses já estão saturados”, considerou Pedro Nuno Santos, depois de uma reunião com o SIMM e a ANTRAM, ao final da noite. O ministro das Infraestruturas apelou ao Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas para que também desconvoque a paralisação e se junte ao processo negocial, mas o sindicato cujo rosto mais conhecido é o de Pedro Pardal Henriques já garantiu que a greve vai manter-se e prometeu para hoje uma reação.

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Pardal Henriques fala às 9:00 horas

O porta-voz dos motoristas de matérias perigosas vai prestar declarações às 9:00 horas em Aveiras de Cima.

Ontem, o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), que convocou a greve juntamente com o sindicato de Pardal Henriques, decidiu terminar o protesto. “Chegámos à conclusão de que esta greve não surtiu os efeitos que desejávamos”, disse Anacleto Rodrigues, porta-voz do SIMM.

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, apelou ao Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas para que também desconvoque a paralisação e se junte ao processo negocial.

Quinto dia de greve começa com menos um sindicato em protesto

A greve dos motoristas de matérias perigosas entra hoje no quinto dia, depois de um dos dois sindicatos que convocaram a paralisação ter desconvocado o protesto.

A decisão do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) surgiu perto das 23:00, na sequência de uma reunião no Ministério das Infraestruturas, gabinete onde se encontravam também dirigentes da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram).

“Chegámos à conclusão de que esta greve não surtiu os efeitos que desejávamos”, disse Anacleto Rodrigues, porta-voz do SIMM.

ANTRAM apela a sindicato das matérias perigosas para também desconvocar greve

O porta-voz da Antram apelou esta quinta-feira ao Sindicato de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) que desconvoque a greve e volte às negociações, seguindo o exemplo do Sindicato Independente de Mercadorias (SIMM).

O advogado da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários (Antram), André Matias de Almeida, falava no final de uma reunião no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa.

“Não há vencidos, há um vencedor que é o diálogo”, disse o advogado, sublinhando que hoje “foi dado mais um passo histórico” com a asinatura de um documento que trará “melhorias muito grandes para o setor”, nomeadamente aumentos salariais.

O SIMM, o outro sindicato que em conjunto com o SNMMP convocou a greve, anunciou hoje que terminou com a paralisação.

Costa saúda motoristas de mercadorias e ANTRAM pelo fim da greve

O primeiro-ministro, António Costa, saudou hoje o Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias e a Antram por este ter desconvocado a greve e, assim, iniciar as negociações com a associação patronal.

“Saúdo o SIMM [Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias] e a Antram [Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias] que conseguiram alcançar o que todos ambicionamos: o fim da greve e o início das negociações entre as partes. O diálogo faz o seu caminho, devolvendo tranquilidade aos portugueses”, escreveu António Costa na sua página da rede social Twitter.

“Que mais este exemplo inspire todos. Que ninguém fique isolado numa greve estéril que compromete o diálogo”, acrescentou o governante, numa referencia ao acordo alcançado na quarta-feira entre a Antram e a Fertrans (Federação de transportes afeta à CGTP)

Governo apela à desconvocação da greve

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, acaba de apelar ao Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) que desconvoque a greve e se junte ao processo negocial. “Apelo para que desconvoque a greve e que se junte ao processo negocial”, disse. “O país inteiro precisa espera pelo fim da greve”, sublinhou.

Pedro Nuno Santos, que falava aos jornalistas no fim da reunião que mediou com o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias e a ANTRAM, disse que a via para resolver os conflitos “é o diálogo”. “Como sempre dissemos a via para resolver é o diálogo”.

Sindicato Independente e ANTRAM reúne a 12 de setembro

A primeira reunião entre o Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM) e a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários (ANTRAM) está já marcada para 12 de setembro. Esta é a data para iniciar as negociações entre este sindicato e os patrões que visam aumentos salariais e melhores condições de trabalho.

Anacleto Rodrigues, presidente do SIMM, reconheceu que a greve não atingiu os seus propósitos “na totalidade”, mas serviu para se “falar desta classe profissional”. O responsável gostaria de ter saído desta paralisação “já com um acordo para um contrato coletivo”.

Já o porta-voz da ANTRAM afirmou que “não há vencidos, há um vencedor que é o diálogo”. Segundo afirmou, foram garantidas “melhorias muito concretas” de trabalho aos motoristas.

Sindicato Independente cancela greve e prepara-se para negociar

O Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias vai cancelar a greve e negociar com a Antram. O acordo acaba de ser firmado sob a arbitragem do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

Pardal Henriques, porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, reafirmou que não vai desconvocar a greve para entrar em processo de negociação com a ANTRAM. O país prepara-se para entrar no quinto dia de greve.

 

Sindicato Independente e ANTRAM reunidos com o Governo

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) está, neste momento, reunido no Ministério das Infraestruturas. Representantes da ANTRAM acabam também de entrar no ministério. Apesar dos patrões terem alegado que não se sentavam à mesa das negociações enquanto a greve não fosse desconvocada, estão no mistério a tentar um acordo com o SIMM.

A Sic avança que esse acordo estará eminente. Caso se confirme, o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) fica isolado nesta luta.

A greve que se iniciou segunda-feira foi convocada pelo SNMMP e pelo SIMM, com o objetivo de reivindicar o cumprimento do acordo assinado em maio com a associação dos patrões (ANTRAM), que prevê uma progressão salarial.

Mediação termina três horas após ser requerida

O Governo acaba de decretar o fim do processo de mediação do conflito que opõe motoristas e patrões, pouco mais de três horas passadas desde que o Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas solicitou a intermediação do Governo e este aceitou ser mediador.

Miguel Cabrita, secretário de Estado do Emprego, que a recusa da ANTRAM em se sentar à mesa das negociações impede qualquer mediação.”Não é viável fazer um processo de mediação” disse.

ANTRAM exige fim da greve para se sentar à mesa das negociações

A ANTRAM está disposta a reunir já amanhã se os sindicatos desconvocarem a greve. Esta é a resposta da associação patronal ao pedido de mediação que o sindicato dos motoristas de matérias perigosas fez esta tarde ao Governo.

“Levantem a greve e reunimo-nos amanhã [sexta-feira]”, lê-se no comunicado enviado à agência Lusa pelo advogado da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), reiterando que “não é por responsabilidade da ANTRAM que esta greve existe”.

A associação patronal salientou, assim, aquilo que vem dizendo publicamente, que “negoceia desde que a greve seja levantada”, relembrando que o mecanismo de mediação que o Governo propôs às partes envolvidas no conflito na semana anterior à greve foi “liminarmente” rejeitado pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP).

O SNMMP pediu hoje a mediação do Governo para chegar a um entendimento que permita terminar a greve, anunciou o presidente da estrutura sindical, Francisco São Bento.

“Chegámos à conclusão de que o melhor caminho será recorrer, ou requerer, a mediação do Governo”, afirmou Francisco São Bento, acrescentando que “cabe agora ao Governo tentar colocar-se à mesa com a ANTRAM”.

O dirigente sindical esclareceu que agora, depois de ter sido requerida a mediação do Governo, é ao executivo que compete “tentar colocar-se à mesa” das negociações diretamente com a ANTRAM e, posteriormente, com o sindicato.

Enquanto decorrerem as negociações, a greve “mantém-se nos mesmos moldes”, segundo o SNMMP.

Os motoristas de transportes de matérias perigosas e de mercadorias cumprem hoje o quarto dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil na segunda-feira à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

A greve foi convocada pelo SNMMP e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objetivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

ANTRAM vai ser notificada amanhã

Miguel Cabrita, secretário de Estado do Emprego, acaba de afirmar que a ANTRAM será notificada amanhã, primeiro dia útil, após o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) ter pedido a mediação do Governo ao conflito que opõe motoristas e patrões. O Governo tem agora que nomear um mediador.

O secretário de Estado do Emprego adiantou que o SNMMP entregou hoje um documento na Direção Geral do Emprego e Relações do Trabalho solicitando a mediação do conflito que está no cerne da greve que se iniciou segunda-feira. Miguel Cabrita sublinhou que este pedido de mediação “é um direito que está previsto no Código de Trabalho”. O governante espera que haja “uma real vontade de negociar”.

A greve mantém-se enquanto não estiver resolvido o conflito.

 

Motoristas pedem mediação do Governo

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas pediu a mediação do Governo para resolver o conflito que opõe trabalhadores e patrões, no fim de uma reunião que juntou o organismo presidido por Francisco São Bento, o sindicalista Bruno Fialho e elementos da Direção Geral do Emprego e Relações do Trabalho.

O SNMMP propôs a realização de reuniões bi-partidas, ou seja, que se sentem à mesa Governo e patrões, através da ANTRAM, e Governo e sindicato, na medida em que os patrões não se querem sentar à mesa com o sindicato.

Francisco São Bento reafirmou que os motoristas vão manter a paralisação. “A greve será desconvocada assim que o conflito estiver resolvido”, disse o presidente do sindicato em declarações aos jornalistas no fim da reunião. O dirigente sindical frisou que compete agora “ao Governo trazer a ANTRAM para a mesa das negociações”.

Para Francisco São Bento, este pedido de mediação ao Governo demonstra que o sindicato “está a fazer todos os esforços que estão ao seu alcance” para terminar com o conflito.

Na reunião de hoje, onde a ANTRAM, como tinha feito saber não marcou presença, esteve presente o sindicalista Bruno Fialho, dirigente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, com vasta experiência em negociações entre trabalhadores e entidades patronais.

Motoristas convidam mediador para negociações com patrões

O presidente e o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas estão nas instalações da Direção Geral do Emprego e das Relações do Trabalho acompanhados por Bruno Fialho, dirigente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, com o objetivo de convencer a ANTRAM a marcar presença nesta reunião.

A ANTRAM continua sem aparecer nas instalações da DGERT para a reunião que estava marcada para as 15 horas. Os patrões tinham afirmado que não se sentavam à mesa das negociações enquanto não fosse retirado o pré-aviso de greve.

“A minha presença poderá serenar os ânimos”, disse Bruno Fialho ao Expresso. O sindicalista tem experiência em negociações e foi por isso que o sindicato dos motoristas o convidou para mediar esta reunião.

Bruno Fialho disse que o Governo “está a par” do papel que quer representar nas negociações. “Como estou habituado a negociar, eles consideram benéfica a minha presença e eu aceitei o convite”.

“É preciso desbloquear” esta situação, afirmou.

 

Motoristas aguardam pela ANTRAM enquanto falam com a DGERT

Representantes do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas aguardam que a ANTRAM compareça à mesa das negociações na Direção-Geral do Emprego e Relações de Trabalho (DGERT) para uma reunião solicitada ontem por Pardal Henriques para as 15 horas. Até ao momento não compareceu nenhum representante da ANTRAM.

A reunião vai iniciar-se agora, mas só com a DGERT.

Distribuição de combustível deverá ultrapassar serviços mínimos

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, garantiu hoje que a situação de distribuição de combustível está “na normalidade”, devendo os serviços mínimos ser ultrapassados hoje, quarto dia de cumprimento da greve dos motoristas de matérias perigosas.

“Existe uma completa normalidade na distribuição”, afirmou Matos Fernandes em conferência de imprensa hoje realizada na sede da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), em Lisboa.

O ministro adiantou ainda que o número de cargas previsto para hoje “vai ser ultrapassado” e referiu que “as empresas estão a relatar a chegada de muitos trabalhadores que estavam em greve”.

Embora tenha admitido que “as Forças Armadas e as forças de segurança continuam de prevenção” para o caso de isso necessário à tarde, Matos Fernandes assegurou que o acompanhamento destas aos camiões-cisterna de combustível “já é só pontual”.

PSP com esquadras fechadas e agentes em serviço 24 horas

Pelo menos duas esquadras da PSP estão fechadas e há agentes “a trabalhar 24 horas” devido à “falta de efetivos”, que se agravou com a greve dos motoristas, denunciou hoje a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia.

“Há esquadras encerradas. Já houve antes da greve, devido a outras iniciativas, e agora continua, pelo menos em Ermesinde, no Porto, e em Alhandra. A continuarmos [com a greve dos motoristas] vai haver mais, porque o efetivo não estica. Há uma sobrecarga preocupante. Consegue-se ir aguentando, mas não dá para aguentar sempre. O ritmo imposto [devido à paralisação dos motoristas e aos serviços exigidos à PSP] não dá para muitos dias”, explicou à Lusa Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP).

O responsável pediu ao Governo para “encontrar uma solução” para o problema, que vai piorar com o prolongamento da greve que está hoje no quarto dia, devido à “falta de efetivos” na PSP e à necessidade de “retirar elementos de outros locais e serviços” para acorrer a serviços relacionados com a paralisação.

Os motoristas de transportes de matérias perigosas e de mercadorias cumprem hoje o quarto dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil na segunda-feira à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

Sindicato desafia ANTRAM a pedir desculpa aos portugueses

O porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, disse hoje que a greve só se mantém porque a ANTRAM recusa negociar e desafiou os patrões a pedirem desculpa aos portugueses.

“Acho que [os portugueses] merecem um pedido de desculpas e acho que a ANTRAM [associação de empresas] já devia ter tido a decência de pedir desculpa a estas pessoas”, afirmou Pedro Pardal Henriques, em Aveiras de Cima.

Para o porta-voz do SNMMP, “a greve só se mantém porque não querem [a associação patronal] negociar” com o sindicato.

Pedro Pardal Henriques refutou qualquer intenção de o sindicato desconvocar a greve e voltou a desafiar a ANTRAM a sentar-se à mesa das negociações e a comparecer a uma reunião na Direção-Geral do Emprego e Relações de Trabalho (DGERT), onde o sindicato irá comparecer às 15:00 de hoje.

Questionado pelos jornalistas, o advogado voltou a defender que a investigação de que é alvo não fragiliza a luta dos motoristas e avança a hipótese de se tratar de “uma campanha para desviar atenções” da greve.

Referindo uma troca de e-mails com o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), em que alega não lhe ter sido confirmada a existência de um inquérito, Pedro Pardal Henriques disse que “ou o DIAP me estava a mentir, ou a Procuradoria Geral da República agora está a mentir ou os órgãos de comunicação social estão a mentir”.

ENSE volta a apelar à contenção no consumo devido à greve

A ENSE-Entidade Nacional para o Setor Energético voltou a apelar esta quinta-feira para que haja uma contenção no consumo de combustíveis pela população devido à greve dos motoristas, que está a decorrer por tempo indeterminado.

A ENSE “recorda que a greve em causa continua a criar constrangimentos na distribuição de combustível no país, apelando à contenção na sua utilização”, refere o regulador num comunicado.

Ainda assim, segundo o comunicado, “o abastecimento dos postos de combustível e dos aeroportos está a processar-se com regularidade, estando a ser cumpridos – até às 10:00 do dia de hoje -, os serviços mínimos legalmente estabelecidos”.

Adianta que “durante a noite de hoje estiveram envolvidos no transporte de combustíveis: 26 elementos Forças Armadas e das Forças de Segurança. À primeira hora da manhã, o número subiu para 54”.

Sindicato mantém desafio à ANTRAM para encetar negociações

O presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, garantiu que vai estar às 15:00 na Direção Geral do Emprego e Relações de Trabalho apesar da recusa da Antram em negociar sem os motoristas desconvocarem a greve.

“O desafio lançado ontem [quarta-feira] para as 15:00 de hoje mantém-se”, afirmou Francisco São Bento, acrescentando esperar que “ambas as entidades [Governo e Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram)] se apresentem na DGERT”.

O presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) disse ficar “à consideração da Antram” manter a posição de recusar negociações caso os motoristas não desconvoquem a greve.

Revendedores de combustíveis preocupados com prejuízos da greve

A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) afirmou esta quinta-feira que está preocupada com o aumento dos custos e quebra de receitas dos seus associados devido à greve dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias.

Num comunicado hoje divulgado, a ANAREC indica que tem vindo a monitorizar os efeitos da greve junto dos revendedores de combustíveis, líquidos e gasosos, tendo recebido queixas dos seus associados que integram a Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA).

Os constrangimentos dos associados afetam “em particular os que têm postos exclusivos e que só podem facultar os abastecimentos a entidades prioritárias”. “A maior parte dos postos de abastecimento que integram a REPA, no caso dos postos exclusivos, não tinham períodos de funcionamento de 24h/dia, pelo que, para cumprirem a Resolução do Conselho de Ministros, segundo a qual devem laborar ininterruptamente, têm recorrido ao trabalho suplementar dos seus colaboradores, e à contratação de trabalho temporário, o que acarreta um incremento de custos para as empresas”, descreve a associação.

Por outro lado, a maioria das empresas associadas da ANAREC com postos na REPA exclusivos para entidades prioritárias, “têm relatado que estão, na sua maioria, com os depósitos cheios, e com vendas muito inferiores ao habitual”. “De facto, estão impedidos de vender combustível ao público em geral, e referem que as entidades prioritárias também continuam a abastecer as suas viaturas noutros postos de abastecimento, inclusive fora da REPA”, acrescenta a associação.

Antram recusa reunião com sindicato de motoristas enquanto durar a greve

A Antram recusou hoje o desafio do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) para uma reunião na quinta-feira, alegando que não pode negociar com “a espada na cabeça”.

“Não podemos, infelizmente, reunir com a espada na cabeça, não podemos negociar dessa forma (…), negociamos de uma forma franca e presencial como estamos aqui hoje, mas não sob ameaça de greve”, afirmou Pedro Polónio, um dos vice-presidentes da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram).

Antram e Fectrans anunciam “documento histórico”

Ao fim de cinco horas de negociações entre a Antram e a Fectrans, a federação do setor afeta à CGTP, André Matias de Almeida, porta-voz da associação patronal, deu conta de um “documento histórico” produzido na reunião.

“Foi um trabalho árduo e agora vamos ao Ministério das Infraestruturas e habitação apresentar o documento. Não faremos mais declarações até apresentarmos este documento ao Governo”, disse Matias de Almeida, garantindo que desconhece a informação sobre a detenção de dois motoristas que falharam a requisição civil.

O porta-voz da Antram garantiu que ainda hoje será possível fazer hoje uma nova “declaração ao país” e frisou que a associação patronal “é a entidade que mais alertas lançou sobre a gravidade da situação”.

Já do lado da Fectrans, o porta-voz disse que foi feito um trabalho de negociação. “Evoluímos numa série de matérias. Agora temos de trabalhar o resto que é preciso trabalhar com o governo”.

Governo não avança para alargamento da requisição civil

Em comunicado, o Ministério do Ambiente e Transição Energética emitiu um comunicado às 19h de quarta-feira, considerando que “feita a avaliação do cumprimento dos serviços mínimos, conclui-se que estes foram genericamente cumpridos”. E por isso, o Governo informa “não ser necessária, neste momento, a revisão dos termos da requisição civil em vigor”.

Os únicos casos de incumprimento dos serviços mínimos registados, diz o Governo, “prendem-se com o transporte de JET para os aeroportos de Lisboa e de Faro, situações que já estão abrangidas pela requisição civil em vigor”.

“Neste momento, 18 equipas das Forças de Segurança e das Forças Armadas estão a fazer o transporte de combustível para o aeroporto de Lisboa e seis equipas da GNR a fazer serviço idêntico para o aeroporto de Faro”, refere o mesmo comunicado.

Rede de emergêcia. Ponto de situação da ENSE às 17h de quarta-feira

De acordo com o balanço feito às 17h de quarta-feira pela Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), Beja é o distrito com menor percentagem de gasóleo (34%) na rede de emergência de postos de abastecimento. Aveiro era o distrito com mais gasóleo (89,7%).

Já na gasolina, Beja era também a região com menos gasolina (29,86%), seguida por Bragança (31%), Setúbal (33%), Leiria (34,77%), Santarém (36,64%). Castelo Branco é o distrito com mais gasolina disponível na REPA (58,92%).

No Algarve, que era na terça-feira ao final do dia o distrito que mais preocupava o governo, a REPA contava às 17h de quarta-feira com 47,26% de gasóleo e 42,2%.

Forças de segurança detêm dois motoristas por desobediência

O porta-voz do Sindicato Nacional de Motoristas de matérias Perigosas, Pedro Pardal Henriques, confirmou que dois motoristas já foram detidos em casa pelas forças de segurança pelo crime de desobediência, depois de terem recusado cumprir a requisição civil.

Foram depois escoltados até à respetiva empresa, para dizer se estão disponíveis para conduzir camiões, senão seriam levados para a esquadra.

Esta empresa, diz Pardal Henriques, mandou notificar todos os trabalhadores. O vice-presidente do SNMMP diz que “a lista chega até às 50 detenções”.

 

Incumprimento dos serviços mínimos foi decidido pelos trabalhadores

O porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, afirmou que o incumprimento dos serviços mínimos não foi determinado por alguém, mas sim decidido pelos motoristas. “Não foi uma determinação de alguém, os motoristas que é decidiram [não cumprir os serviços mínimos]”, salientou Pardal Henriques, em declarações aos jornalistas, em Aveiras de Cima, referindo, por isso, que não foi o advogado que determinou.

De acordo com o porta-voz, em Aveiras existem cerca de uma centena de motoristas que parou de trabalhar, dando a conhecer ainda que no Porto, em Sines e no Algarve, estão várias dezenas trabalhadores parados. “Existe aqui, em Aveiras, muito próximo de uma centena de motoristas que parou hoje de manhã e que se foi juntando”, contou, lembrando que o incumprimento dos serviços mínimos acontece por “determinação das pessoas que assim o entenderam.

Sobre a requisição civil, Pardal Henrique disse que um eventual alargamento da mesma é acabar com o direito à greve. “Ponderar aumentar esta requisição civil de forma mais abrangente é acabar completamente com o direito à greve, que é um dos poucos direitos que ainda restam aos trabalhadores”, sublinhou o porta-voz do SNMMP.

Pedro Pardal Henriques disse também que os motoristas têm sido tratados como “criminosos” pelo Governo e pelas empresas, que, segundo o qual, tentaram manipular a opinião pública.

“Estas pessoas são tratadas como criminosas pelo Governo, pelas empresas, tentando manipular a opinião pública das pessoas para tratá-los como criminosos. [Os motoristas] mostraram-se com grande indignação e disseram que se um dos colegas deles fosse preso não queriam fazer mais [cumprir os serviços mínimos]”, precisou Pardal Henriques, acrescentando: “Se é para ir um preso, então vamos todos presos”.

 

Governo disponível para acolher eventual reunião entre sindicatos e Antram

O Ministério do Trabalho disse hoje que a Direção-geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) está “naturalmente disponível” para acolher uma eventual reunião na quinta-feira entre os sindicatos dos motoristas e a associação patronal Antram.

“Se as partes (sindicatos e Antram) quiserem reunir, a DGERT está naturalmente disponível, em qualquer ocasião, como aliás sempre esteve”, adiantou fonte oficial do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social à Lusa.

PSD reage: “Governo tem ajudado a espalhar o alarmismo”

O PSD reagiu hoje pela primeira vez à greve dos camionistas, com algumas críticas ao governo. “O governo abusou da força que tem” e “tem ajudado a espalhar o alarmismo”, explicou o vice-presidente do PSD, David Justino, que foi o porta-voz do partido substituindo Rui Rio, “que está de férias”.

O responsável explicou ainda que o executivo tentou humilhar os trabalhadores e dirigentes sindicais, em vez de tentar um diálogo entre ambas as partes envolvidas. “O Governo privilegiou o exercício desproporcionado da autoridade, a demonstração de força com um aparato coercivo injustificado e a tentativa de humilhação dos trabalhadores e dirigentes sindicais, para que pudesse mais tarde reclamar vitória!”, disse Justino em conferência de imprensa.

O PSD, que indica que o Governo demonstrou “falta de isenção e excessos no exercício da autoridade do Estado” fez “tratamento diferenciado perante diferentes corpos profissionais” e espera agora para ver o que se vai passar amanhã com a possível reunião entre o sindicado e a ANTRAM.

Entretanto, Rui Rio antes da conferência de imprensa fez referência à mesma no seu Twitter.

Transportadoras têm de declarar todas as componentes salariais

O Ministério do Trabalho esclareceu esta quarta-feira que as empresas de transporte de mercadorias, tal como todas as entidades empregadoras, estão obrigadas a declarar à Segurança Social todas as remunerações sujeitas a descontos, não lhes sendo aplicada “qualquer situação excecional”.

Em comunicado, o ministério liderado por Vieira da Silva esclarece que, “face a dúvidas que têm sido suscitadas sobre a greve dos motoristas de matérias perigosas”, as entidades empregadoras do setor dos transportes rodoviários de mercadorias “estão obrigadas a entregar todos os meses à Segurança Social a Declaração de Remunerações”.

“Às entidades empregadoras do setor dos transportes rodoviários de mercadorias é aplicável, como a todas as entidades empregadoras qualquer que seja o setor de atividade, o disposto no Código Contributivo, não se lhes aplicando qualquer situação excecional no que respeita à base de incidência contributiva”, salienta o Ministério.

Na declaração mensal, as empresas têm de indicar para cada um dos trabalhadores “as naturezas de remuneração sujeitas a descontos e o respetivo valor para cada uma delas, os tempos (dias) de trabalho e a taxa contributiva que lhe é aplicável (aplicando-se, em regra, a taxa contributiva geral, ou seja a Taxa Social Única de 34,75%) sendo considerada base de incidência contributiva (BIC) a remuneração ilíquida devida em função do exercício da atividade profissional”.

Todas elas “são consideradas pela Segurança Social no cálculo de pensões de reforma futuras, bem como para efeitos de cálculo do valor das prestações sociais imediatas, como por exemplo, subsídio de desemprego, subsídio de doença ou prestações de parentalidade”, indica o Ministério do Trabalho.

As componentes remuneratórias sujeitas a desconto são, além da remuneração base, os subsídios de férias e de Natal, as horas extraordinárias, o subsídio de refeição (na parte que exceda o limite legal), as ajudas de custos, os abonos de viagem e despesas de transporte ou equivalentes.

Fazem ainda parte da lista de componentes sujeitas a descontos os subsídios por penosidade, perigo ou outras condições especiais de prestação de trabalho, como por exemplo “o subsídio de risco pago aos motoristas que transportem certas mercadorias/substâncias perigosas”, assim como o trabalho noturno.

Também as prestações em dinheiro ou em espécie atribuídas ao trabalhador, direta ou indiretamente como contrapartida da prestação do trabalho, com caráter regular fazem parte desta lista.

Neste último caso, o Ministério explica que a atribuição “constitui direito do trabalhador por se encontrar pré-estabelecida segundo critérios de objetividade e por forma a que este possa contar com o seu recebimento, independentemente da frequência da concessão”.

 

Alentejo preocupado com distribuição devido às grandes distâncias

As associações empresariais do Alentejo alertaram quarta-feira para os impactos da greve dos motoristas no setor da distribuição, com abastecimento de combustíveis “gota a gota” numa região que corresponde a um terço da área do país.

“As empresas de distribuição têm de fazer muitos quilómetros no Alentejo, devido às grandes distâncias” entre aglomerados populacionais, serviço que poderá ser “afetado com o abastecimento de combustíveis gota a gota”, disse à agência Lusa Filipe Pombeiro, presidente do Núcleo Empresarial da Região de Beja/Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral (Nerbe/Aebal).

Também o responsável do Núcleo Empresarial da Região de Évora (Nere), Rui Espada, avisou que o prolongamento da paralisação poderá afetar o consumo, com a “falta” de abastecimento das grandes superfícies comerciais.

Igualmente preocupado está o presidente do Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (NERPOR), Jorge Pais, alegando que o protesto pode provocar “consequências muitíssimo graves” na economia regional e nacional, desde a agricultura à indústria transformadora.

 

Coordenador do sindicato espera “bom-senso” em eventual reunião com Antram

O coordenador do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Manuel Mendes, aplaudiu hoje o desafio lançado pelo porta-voz desta estrutura sindical de convidar a Antram para uma reunião, esperando “uma posição de bom-senso”.

Convidado a comentar este desafio, Manuel Mendes, que tem estado à porta da refinaria de Leça da Palmeira, concelho de Matosinhos, referiu à agência Lusa: “Espero que se reúna e se chegue a uma posição de bom senso”.

O coordenador do SNMMP aproveitou para criticar quer o Governo quer a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram), acusando a tutela de “fazer parecer que o setor dos motoristas é criminoso” e a associação de “mentir”.

Turismo do Algarve pede ao Governo “discriminação positiva” para a região

“Face ao incumprimento dos serviços mínimos verificado no primeiro dia de greve, solicitámos ao Governo a discriminação positiva para o Algarve, o destino preferencial para as férias de verão de portugueses e estrangeiros. Saudamos o Governo pela rápida definição da necessidade de uma requisição civil que atendesse à realidade particular do Algarve e à necessidade específica de ultrapassar as falhas de abastecimento verificadas”, refere o presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes.

Ao terceiro dia de greve, João Fernandes, destaca o papel proativo da entidade desde o momento em que foi emitido o pré-aviso de greve. “Fomos a única entidade regional de turismo que participou nas reuniões interministeriais em julho para a construção de uma proposta de serviços mínimos, as quais acabaram por acautelar vários aspetos significativos para o turismo no Algarve”.

Nas propostas entregues pela RTA constava já a redefinição da REPA, face ao consumo de combustíveis na região em agosto de 2018, com base em dados da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC).

Leia mais aqui.

Pardal Henriques lança “desafio” à Antram. Quer negociar

O porta-voz dos motoristas de matérias perigosas, Pedro Pardal Henriques, marcou um encontro publicamente com a Antram. “Amanhã estarei no ministério do Trabalho às 15 horas e apelo ao bom senso dos dirigentes da Antram”.

O porta-voz lançou “o desafio” aos patrões para “terminar com este caos que já se instalou e vai continuar a aumentar”, porque acredita que os motoristas “vão continuar a parar”.

“Estamos dispostos a encontrar um entendimento, com cedências de parte a parte para resolver esta situação”, disse aos jornalistas, em Aveiras de Cima.

 

Portugueses já estão a esgotar o combustível do outro lado da fronteira

Huelva, Badajoz, Zamora e Salamanca são algumas das zonas onde se formam filas de carros com matrícula portuguesa para abastecer. Perante as limitações de abastecimento e, em alguns casos, a falta de combustível em Portugal, muitos portugueses optam por ir atestar os depósitos a Espanha, dá conta o El País.

O diário espanhol afirma que a afluência deixou algumas estações de serviço com os tanques vazios.

Apesar de habituados a terem portugueses a abastecer nos seus postos, os trabalhadores espanhóis admitem que as gasolineiras se viram obrigadas a reforçar os stocks nos últimos dias.

Há 197 postos sem qualquer combustível no espaço rural

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, disse hoje, em conferência de imprensa, que existem 197 postos sem qualquer combustível no espaço rural, mas nenhum deles pertence à Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA).

“Nos postos não urbanos, onde a capilaridade é menor” e a falta de combustível num posto se sente mais, há 197 postos de abastecimento de combustível vazios, afirmou o ministro.

Ponto de situação: Quantos tanques vazios?

Às 15 horas, 26,3% dos postos de abastecimento estão sem gasóleo e 18,3% sem gasolina, de acordo com os dados da plataforma online “Já não dá para abastecer”.

No que diz respeito à rede de emergência (REPA), dos postos prioritários (55), são quatro os que não têm gasolina e sete os que têm os tanques de gasóleo vazios.

Fonte: VOST

Alargar a requisição civil? “Contabilidade faz-se ao final do dia”, diz Matos Fernandes

O ministro do Ambiente e da Transição Energética afirmou que a “contabilização dos serviços mínimos não se faz hora a hora” e nesse sentido, o Governo só “alargará o âmbito da requisição civil se chegar ao fim do dia e constatar que não foram cumpridos os serviços mínimos”.

“A contabilidade faz-se ao final do dia”, disse Matos Fernandes, em conferência de imprensa, esta tarde, dando conta que para já, a única situação de incumprimento da requisição civil aconteceu no Algarve e diz respeito ao transporte de combustível de Loulé para o aeroporto de Faro.

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Câmara de Alcobaça preocupada com posto da REPA sem combustível desde quinta-feira

O presidente da câmara de Alcobaça, Paulo Inácio, manifestou-se hoje preocupado com a falta de abastecimento no posto da Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), sem combustível desde quinta-feira, afirmando que pode pôr em causa situações de socorro.

De acordo com o autarca, “não houve qualquer abastecimento” ao posto, localizado na Avenida Humberto Delgado, a única bomba da REPA na cidade de Alcobaça, no distrito de Leiria, o que “demonstra que, no concelho, não estão a ser cumpridos os serviços mínimos”.

No concelho existem mais dois postos da REPA, todos não exclusivos.

Combustível para o Aeroporto de Faro garantido por agentes da GNR

O abastecimento de combustível para o Aeroporto de Faro foi hoje de manhã garantido por militares da GNR, já que os motoristas não se apresentaram ao trabalho, constatou a Lusa no Local.

Eram 12:30 quando cinco dos seis camiões que habitualmente fazem o trajeto entre a estação ferroviária de Loulé e o Aeroporto de Faro para abastecimento dos aviões saíram da Estação Ferroviária de Loulé, todos conduzidos por militares da GNR.

Os motoristas, que diariamente garantem este transporte, não se apresentaram ao serviço, não permitindo o transbordo diário das cisterna-tanque, que são transportadas por via ferroviária da refinaria de Sines até à base logística de Loulé, e que deveria ter começado logo de manhã.

Situação dos agricultores pode tornar-se crítica a partir de sexta-feira

A Confederação dos Agricultores de Portugal que a situação no setor da fruta pode tornar-se mais problemática e mesmo crítica a partir de sexta-feira, se a greve dos motoristas se prolongar. “Todo o investimento de um ano pode ser perdido se os frutos não forem colhidos. Se tiver de se esperar mais uns dias, o tomate perde toda a sua qualidade”, explicou à TSF Luís Mira. O secretário-geral da CAP referiu que os “os agricultores e estas culturas estão incluídos nos serviços prioritários”. Porém, exemplificou como “só no Ribatejo, para o tomate, fazem-se mais de mil transportes por dia, o que envolve 600 camiões”. Tal traduz-se numa necessidade muito grande de combustível.

O responsável disse ainda que apesar da existência de “algum stock de combustível”, como não há reabastecimento, “agora não se consegue resolver a situação”. Luís Mira pede por isso sensatez: “A greve já foi feita, já teve o seu impacto no país, portanto, agora apelava ao bom senso dos sindicatos e à ação do Governo para pôr fim a esta situação e para que o país volte à normalidade.”

Matos Fernandes faz ponto de situação às 13 horas

O ministro do ambiente e da Transição Energética, Matos Fernandes, e o secretário de Estado da Energia, João Galamba, vão fazer um ponto de situação sobre a crise energética, às 13 horas, em conferência de imprensa.

Requisição civil poderá ser alagarda se houver incumprimento dos serviços mínimos

Augusto Santos Silva afirmou que um eventual incumprimento dos serviços mínimos pelos motoristas de matérias perigosas obrigará o Governo a decretar a requisição civil nas regiões onde ainda não o fez. “A requisição civil é o instrumento que temos quando os serviços mínimos não estão a ser cumpridos”, salientou à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Sobre as declarações de Pedro Pardal Henriques, o porta-voz dos motoristas, que alertou que os serviços mínimos deixariam de ser cumpridos, tal como a requisição civil, o ministro respondeu: “O que tenho a dizer sobre isso é que, evidentemente, a requisição civil é imperativa e portanto espero que todos aqueles abrangidos pela requisição civil a cumpram.”

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Repsol está a receber combustível de Espanha, mas “não é uma situação que possa resolver o problema”

Tal como acontece ao longo do ano, a Repsol importa, por via terrestre, combustível de Espanha, apesar de a maioria do abastecimento dos postos ser feito a partir das refinarias nacionais. Perante o atual cenário de greve, a operadora garante que está a receber camiões-cisterna espanhóis para encher os seus tanques.

“Existem situações dessas mas são pontuais. Não é uma situação que possa resolver o problema”, conta António Martins Victor, responsável pela comunicação da Repsol em Portugal, ao Dinheiro Vivo.

“Os vários operadores portugueses nesta altura estão a procurar contratar serviços de empresas de transporte em Espanha mas também não existe essa disponibilidade uma vez que que o mês de agosto é de grande consumo quer em Portugal quer em Espanha”.

 

GNR e PSP conduziram 28 camiões de combustível na 3ª e 4ª feira

A GNR e a PSP asseguraram, na segunda e terça-feira, o transporte de combustível em 28 camiões-cisterna no âmbito da situação de alerta declarada pelo Governo devido à greve dos motoristas de matérias perigosas, foi hoje anunciado.

“Na sequência da situação de alerta declarada pelo ministro da Administração Interna, foram assegurados pela Guarda Nacional Republicana [GNR] e pela Polícia de Segurança Pública [PSP], entre os dias 12 e 13 de agosto, transportes de combustível em 28 veículos pesados de transporte de mercadorias perigosas”, refere o ministério da Administração Interna em comunicado hoje divulgado.

Segundo a mesma fonte, o transporte feito pelas duas forças policiais teve como destino as regiões de Lisboa, Faro, Setúbal, Sintra, Beja e Algarve.

A operação, adiantou o ministério, envolveu 49 elementos das forças de segurança.

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PAN gostaria de ver Governo ser tão firme com a descarbonização como está a ser com a greve

André Silva gostaria de ver o Governo ter a mesma “firmeza” nos objetivos de descarbonização da economia como está a demonstrar para minimizar os efeitos da greve dos motoristas camiões de matérias perigosas.

“A problemática em torno desta greve, aquilo que poderá causar uma paragem do país, o caos anunciado, reflete no fundo a sociedade petrodependente que nós somos, uma dependência excessiva e quase total dos hidrocarbonetos e essa parte não está a ser falada, abordada, por nenhuma das partes e é aquela mais nos preocupa. Gostaríamos que o Governo tivesse tanta firmeza e empenho como está a ter nesta matéria como na descarbonização da economia e encontrar meios alternativos de deixarmos de depender de energias fósseis, nomeadamente para a mobilidade”, afirmou, citado pela Lusa.

O deputado do PAN defendeu que “é preciso, cada vez mais, é uma requisição civil para a ferrovia e para as áreas metropolitanas no que diz respeito ao metropolitano, um maior reforço, maior empenho do Governo nesta área”. André Silva alertou ainda para o atual “período agrícola extremamente importante, de colheitas, nomeadamente do tomate, que se está a fazer nestes dias e não pode esperar por negociações de mais uma, duas ou três semanas, sob pena” de haver “culturas que ficam completa e definitivamente perdidas com prejuízos enormes de milhares ou milhões de euros”.

Veja as imagens que estão a marcar a manhã no 3º dia de greve

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Serviços mínimos estão a ser cumpridos na refinaria de Sines

Os motoristas em greve “estão a cumprir os serviços mínimos” na refinaria de Sines da Petrogal, disse hoje à agência Lusa o coordenador do Sul do sindicato dos motoristas de matérias perigosas.

“Estamos a trabalhar e a cumprir os serviços mínimos, tal como aconteceu ontem [terça-feira], e já comuniquei ao sindicato que não vou dizer aos restantes colegas para não garantirem os serviços mínimos porque em Sines foi imposta uma requisição civil”, afirmou Carlos Bonito.

A situação em Sines, no distrito de Setúbal, contrasta com a decisão hoje anunciada pelo porta-voz do sindicato dos motoristas de matérias perigosas, segundo o qual os trabalhadores não vão cumprir serviços mínimos nem a requisição civil, em solidariedade para com os colegas que foram notificados por não terem trabalhado na terça-feira.

ANTRAM pede requisição civil total

A Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) diz que o Governo tem que decretar a requisição civil total para a greve dos motoristas.

André Matias Almeida, porta-voz da ANTRAM, fala “numa situação gravíssima”, em declarações à Rádio Comercial. Por essa razão, o Governo terá de avançar para a requisição civil total.

O responsável garante que a ANTRAM está disponível para negociar com os sindicatos, mas só depois de levantada a greve.

Apesar do desmentido do Governo, o porta-voz da ANTRAM insiste que o abastecimento aos hospitais está comprometido.

Estado vai ter de indemnizar postos prioritários da REPA

Os postos de abastecimento destinados exclusivamente aos veículos prioritários da REPA têm direito a uma compensação por parte do Estado pelos custos extraordinários e pela perda de receitas, avança o Jornal de Negócios, esta quarta-feira.

O ministro do Ambiente e da Transição Energética, Matos Fernandes, admitiu que a compensação está prevista na lei, contudo, salientou que “essa não é uma preocupação nesta altura”.

Patrões falam em “irresponsabilidade”

A decisão dos motoristas de não cumprirem com os serviços mínimos e com a requisição civil é vista como uma “irresponsabilidade” por parte da ANTRAM.

Em declarações à TSF, o porta-voz dos patrões, André Matias de Almeida, disse que “é uma irresponsabilidade recusar uma requisição civil. Falamos de hospitais que estarão em causa a partir de hoje. O Governo não poderá, perante estas declarações, deixar de utilizar a requisição civil total, que não tem utilizado”.

Motoristas não cumprem serviços mínimos nem requisição civil

Pardal Henriques, porta voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, disse que os motoristas não vão cumprir os serviços mínimos nem a requisição civil, em solidariedade com os colegas que estão ameaçados de prisão.

“Ver representantes do nosso país ameaçar trabalhadores com pena de prisão é uma vergonha. Estes homens, em solidariedade com os seus colegas, não vão sair daqui hoje. Ninguém vai cumprir nem serviços mínimos nem requisição civil. “, disse hoje de manhã Pardal Henriques.

“Se um motorista vai ser preso, então o sr. ministro tem de trazer grandes autocarros para levar os 800 motoristas do país”, atirou Pardal Henriques. O dirigente falava a propósito das declarações do ministro do Ambiente de ontem, quando revelou que 14 motoristas tinham sido notificados por incumprimento dos serviços a que estavam obrigados.

Motoristas não estão a sair da Petrogal, em Matosinhos

Não há camiões a sair da Petrogal, em Matosinhos. Os motoristas estão a apelar aos colegas requisitados para os serviços mínimos para não os cumprirem. O apelo está a ser aceite.

Manuel Mendes, do Sindicato nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, disse hoje que os motoristas estão a ser “ameaçados”, inclusive até com pena de prisão, em declarações à RTP. O sindicato está a apelar ao boicote dos serviços mínimos no país.

“Lamento e peço desculpa aos portugueses. Não queremos prejudicá-los, mas temos de lutar pelos nossos direitos e fazer a nossa luta”, disse.

O representante sindical defende que “o Governo tem que ver que temos razão”.

430 bombas sem combustível no País

O terceiro dia de greve começa com a situação dos postos de combustível idêntica ao panorama de terça-feira à noite. Ou seja, pouco mais de 70% das bombas estão a funcionar em pleno, com 429 (14,3%) a não terem qualquer combustível, segundo o site “Já não dá para abastecer”, às 7:30.

O gasóleo está esgotado em 790 postos, continuando a ser o combustível com mais problemas. Já os depósitos secos de gasolina são 545, enquanto o número de GPL é de 59.

A greve continua sem fim à vista, apesar do apelo do Governo para que motoristas e patrões retomem as negociações. Desde segunda-feira à noite que está em vigor uma requisição civil parcial, muito devido às falhas de abastecimento no Algarve.

Combustível

Ministério da Defesa diz ser falso troca de combustível em descargas feitas por militares

O Ministério da Defesa Nacional diz que é falso ter havido três situações de trocas de combustível em descargas feitas em Sesimbra, Peniche e Nazaré por militares das Forças Armadas.

“O Ministério da Defesa Nacional esclarece que são falsas as informações veiculadas sobre a existência de três situações de trocas de combustível em descargas feitas em Sesimbra, Peniche e Nazaré, por militares das Forças Armadas”, afirmou em comunicado enviado à agência Lusa.

O porta-voz do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, disse na terça-feira que se registaram três situações de troca de combustível em descargas feitas por militares das Forças Armadas e da GNR.

Em declarações à agência Lusa, Pardal Henriques referiu a existência de contaminações em postos de abastecimento em Sesimbra, Peniche e Nazaré devido à troca de combustível em tanques.

O Ministério de João Gomes Cravinho adiantou que “os militares das Forças Armadas estão empenhados segundo os termos estabelecidos na portaria em que se efetiva a intervenção das Forças Armadas na requisição civil, cuja necessidade foi reconhecida pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 153, de 12 de agosto de 2019”.

Antes do comunicado do Ministério da Defesa Nacional, fonte do Ministério do Ambiente afirmou à Lusa que a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) não tem conhecimento de casos de troca de combustível alegadamente efetuada por elementos das Forças Armadas ou de segurança.

“A ENSE não tem conhecimento de qualquer caso anómalo de troca de combustível alegadamente efetuada na descarga nos postos de abastecimento por parte das Forças Armadas ou de segurança”, declarou a fonte do Ministério do Ambiente e da Transição Energética, esclarecendo que estas autoridades são apenas responsáveis pelo transporte do combustível.

A ENSE é a entidade responsável pela armazenagem, na constituição e manutenção da parcela considerada estratégica das reservas de segurança nacionais de petróleo e produtos petrolíferos, tendo também competências em matéria de fiscalização e supervisão de todas as áreas do setor energético.

Vieira da Silva desafia patrões e motoristas a negociar

O ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social desafiou hoje os motoristas em greve e a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) a voltarem à mesa de negociações.

“Chegou o momento das partes, provavelmente até teria sido melhor que tivesse chegado mais cedo, assumirem a responsabilidade por encontrar uma alternativa a este conflito e a alternativa tem que ser a negociação”, disse Vieira da Silva, em entrevista à SIC Notícias, na terça-feira à noite.

“Aquilo que hoje já podemos verificar é que esta greve tem efeitos prejudiciais, não apenas para os setores em causa, que essa é a função da greve e a greve é um direito constitucional incontestável, mas está a produzir efeitos negativos em zonas críticas da nossa economia e da nossa sociedade”, sublinhou.

Vieira da Silva defendeu que o Governo tem mostrado “uma enorme contenção”, definiu serviços mínimos e não avançou com uma requisição civil preventiva.

“Não o fez, esperou para ver se as partes se entendiam”, sublinhou, acrescentando que “só avançou para a requisição civil quando identificou zonas onde [os serviços mínimos] não estavam ser cumpridos”.

Balanço do 2º dia de greve. Mais de 70% das bombas do país estão a funcionar em pleno

Cerca de 70,3% dos 3003 postos de combustível existentes em Portugal continental estão a funcionar a 100%.

Segundo a VOST Portugal, perto das 21h00 desta terça-feira (2º dia de greve dos motoristas), 2110 postos estavam a vender todos os tipos de combustível. Este número compara com os 1956 postos registados no final de segunda-feira.

Inversamente, significa que também houve um alívio substancial no número de postos vazios. Os dados preliminares da https://janaodaparaabastecer.vost.pt/stats, uma plataforma digital informal de voluntários que monitorizam situações de emergência, indicam que volvidas 24 horas após o primeiro dia de greve, o número de bombas sem qualquer combustível caiu de 488 para 425.

Este último número representa uma quebra de 13% face ao final de segunda-feira. Assim, no território continental, apenas 14% dos postos estão vazios, de acordo com contas do Dinheiro Vivo.

Os dados fornecidos pela VOST Portugal indicam ainda que cerca de 468 bombas têm apenas um tipo de combustível disponível (têm gasolina, mas não têm gasóleo, por exemplo). Mesmo assim, este número é 8% inferior ao do final de segunda-feira. Ou seja, 16% dos três milhares de postos de abastecimento estão nestas condições.

Este segundo dia de greve dos motoristas de mercadorias comuns e perigosas foi marcado pela requisição civil de alguns desses profissionais. Esta medida obrigatória foi decretada na segunda-feira ao final do dia pelo governo, tendo este considerado que não foram cumpridos os serviços mínimos na tarde de segunda-feira. Estes mínimos tinham sido definidos na semana passada.

Entretanto, à requisição civil vieram juntar-se as forças militares e de segurança que entraram em cena ação e começaram também a conduzir camiões com combustível, assegurando abastecimentos mais críticos, como o dos aeroportos.

A situação de falta de combustível tem vindo a suavizar-se desde o início da tarde de segunda-feira e a medida da requisição civil veio reforçar ainda mais essa tendência.

Em conferência de imprensa ao final da tarde desta terça, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, fez questão de sublinhar isso mesmo. “Com a perturbação natural que uma greve com esta dimensão causa às pessoas e famílias, estando de férias ou a trabalhar, e à economia em geral, o dia de hoje correu sem sobressaltos, com os serviços mínimos genericamente cumpridos e requisição civil cumprida com rigor”.

A plataforma da VOST Portugal continua a dar conta de maiores constrangimentos no fornecimento de gasóleo, mas com bastante menos intensidade do que na segunda-feira.

O número de postos sem gasolina caiu 13%, para 543, nas últimas 24 horas. No caso do gasóleo a quebra é de 11%, havendo agora 788 postos sem este tipo de combustível.

A VOST está atualmente a conseguir monitorizar mais de 3000 postos de combustível (praticamente todos), mas deixa uma ressalva. “Os dados constantes na plataforma ‘Já Não Dá Para Abastecer’ são compilados através de informação recebida dos utilizadores” e “tratando-se de uma plataforma de crowdsourcing, eles são indicativos e sofrem alterações”. “A VOST Portugal efetuará todos os esforços para validar toda a informação que vai chegando”.

Oito camiões conduzidos por polícias e militares levam combustível de noite para o Algarve

O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, anunciou ao final da tarde desta terça-feira que o stock de combustíveis na região do Algarve continua abaixo da média nacional e por isso será feito um terceiro turno ainda esta noite, com o recurso às forças de segurança e forças armadas.

Assim, partirão ainda de Sines para o Algarve oito equipas em oito camiões para “repor stocks porque melhoria não foi significativa” naquela região.

O ministro disse também que amanhã, à primeira hora, estarão de prontidão menos polícias e militares, já que a sua intervenção foi mais intensiva nos últimos dois dias, em função da requisição civil acionada pelo governo.

Matos Fernandes anunciou também que 14 camionistas não cumpriram a requisição civil, sendo que 11 já foram notificados.

 

Governo: “14 trabalhadores falharam requisição civil”

Ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, acabou de explicar que 14 trabalhadores “não cumpriram a requisição civil” e 11 deles serão notificados, o número de postos abastecidos cresceu e os níveis de abastecimento na rede de emergência têm já “valores aceitáveis”.

“Os serviços mínimos foram genericamente cumpridos e a requisição civil foi cumprida com rigor”, disse o ministro. O facto da lei falar numa compensação para quem participa na requisição civil não preocupa, para já, o ministro.

Haverá também um terceiro turno de camiões cisterna conduzidos por forças de segurança para poder reforçar as bombas do Algarve.

O ministro informou também que a 11 desses trabalhadores “já foi feita a devida notificação”, referindo que primeiro é feita a “notificação do incumprimento e depois é que há a notificação de estarem a cometer um crime de desobediência”.

Em relação aos restantes três trabalhadores, estão ainda “por encontrar e notificar”, acrescentou João Pedro Matos Fernandes.

 

Ikea. “Até agora tudo bem, mas ainda é cedo”

“Até agora tudo bem, mas ainda é cedo”, comenta Michaela Quinlan, diretora comercial da Ikea Portugal, quando instada pelo Dinheiro Vivo a comentar o eventual impacto da greve dos motoristas na cadeia sueca.

É ainda cedo, mas sabíamos que isto ia acontecer, por isso, duas semanas antes começamos a olhar para a situação e planeamos”, diz. “Em termos de armazenamento asseguramos que estávamos preparados. Também ao nível dos nossos parceiros de entregas, se calhar fomos mais cautelosos em termos da capacidade de resposta que teríamos”, diz ainda, adiantando que a cadeia sueca dilatou os slots de horários para as entregas.

Santana Lopes acusa Governo de “extremar posições”

Pedro Santana Lopes, líder do partido Aliança, acusou o Governo de estar a “extremar posições” com os sindicatos de motoristas, apelando ao Governo para não ameaçar os trabalhadores e defendendo a criação de condições para um acordo.

“O Governo está a extremar posições ao fazer ameaças públicas. O país está a ser prejudicado com esta greve, mas não podem existir ameaças. Têm de existir condições para que se chegue a um acordo”, defendeu o antigo primeiro-ministro.

Pedro Santana Lopes falava esta tarde aos jornalistas na sede da Companhia Logística de Combustíveis, em Aveiras de Cima, onde se deslocou para conversar com os motoristas que ali se encontram concentrados.

O líder da Aliança disse perceber os motivos dos motoristas para avançar para greve, mas questionou o momento para o fazer.

“É necessário acabar com a economia dos baixos salários e por isso eles têm as suas razões. Outra coisa pode ser o momento escolhido”, apontou.

ANA. Aeroporto de Faro sem “restrições à operação”

O aeroporto de Faro tem registado um abastecimento de combustível de “forma regular”, sem necessidade de “impor restrições à operação”, apesar da greve dos motoristas de matérias perigosas, disse a ANA – Aeroportos de Portugal. A gestora adiantou que no “aeroporto de Faro, até ao momento, o abastecimento tem-se processado de forma regular, não tendo sido, ainda, necessário impor restrições a operação”.

Já o abastecimento ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, está a acontecer hoje com “maior regularidade”, mas ainda não permite levantar as medidas de restrição em vigor desde segunda-feira, revelou hoje a ANA. Fonte oficial da gestora aeroportuária indicou que “o abastecimento ao Aeroporto Humberto Delgado decorre, terça-feira, com maior regularidade do que ontem [segunda-feira]”, mas “o fluxo de combustível ainda não é suficiente para retirar as medidas de restrição ao abastecimento das aeronaves”.

A ANA adiantou também que está “em conjunto com o Governo, empresas petrolíferas, companhias aéreas e ‘handlers’ [empresas de assistência aos passageiros e aos aviões] a acompanhar e a avaliar a situação, com vista à minimização do impacte na operação”.

Durante o primeiro dia da greve, que ocorreu esta segunda-feira, a ANA deu conta de que o ritmo de abastecimento no Aeroporto Humberto Delgado era “insuficiente, em níveis bastante abaixo do estipulado para serviços mínimos”, provocando “restrições à operação”. O ritmo de abastecimento “insuficiente” verificado nessa altura levou à implementação de restrições à operação, “nomeadamente na redução de abastecimento de aeronaves”, segundo a mesma fonte.

Saída de camiões cisterna revolta piquete de greve que acusam colegas de “traidores”

A saída de camiões cisterna, na tarde de terça-feira, da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, no distrito de Lisboa, gerou revolta no piquete de greve ali concentrado, que insultou os motoristas que os conduziam.

“Cobardes” e “traidores” foram algumas das palavras proferidas por um grupo de trabalhadores perante a saída de alguns colegas com os camiões, no segundo dia de greve dos motoristas.

“A nossa revolta é porque estes cobardes estão a fazer isto para agradar aos patrões. Isto nem se trata de cumprir os serviços mínimos”, afirmou à agência Lusa um dos motoristas em greve, que se encontrava mais exaltado.

Segundo constatou a Lusa no local, apesar da exaltação dos grevistas, não houve necessidade de escolta policial para os motoristas que conduziam os camiões cisterna. “Temos muita pena que haja trabalhadores a venderem-se por tão pouco”, avançou outro trabalhador em greve, sem se querer identificar.

Pelas 16:00, estavam concentrados junto à sede da CLC, na localidade de Aveiras de Cima, no concelho da Azambuja, distrito de Lisboa, cerca de duas dezenas de motoristas em greve. No local, esteve também o porta-voz do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pardal Henriques, que em declarações aos jornalistas, admitiu que toda esta situação em torno da greve está a desmotivar os trabalhadores. “Eles sentem-se traídos e é importante manter esta gente motivada”, avançou Pardal Henriques.

 

Motoristas de mercadorias apelam a luta “ordeira e pacífica”

O Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) disse hoje que não pactua com “atos de violência e de vandalismo” no decorrer da greve e apelou para uma luta “ordeira e pacífica”.

“Acreditamos e apelamos a uma luta ordeira e pacífica. Não pactuaremos com atos de violência e vandalismo. Assim sendo, demarcamo-nos de qualquer forma desordeira de manifestação e de qualquer ato de vandalismo no decorrer da greve”, lê-se numa carta aberta, assinada pela direção do SIMM.

Apesar de afirmar compreender “o desespero” desta classe de trabalhadores que “está a ser vítima de um sistema opressivo e a roçar a ditadura”, o sindicato notou ser formado por “motoristas pacíficos e responsáveis”. O SIMM acredita “que a luta em que se envolveu é justa” e que “a verdade sairá vitoriosa”, apontou.

Associação profissional da GNR acusa Governo de colocar guardas em risco

A Associação dos Profissionais da GNR acusou hoje o Governo de gerir “de forma irresponsável” a greve dos motoristas, colocando os guardas a trabalhar 27 horas seguidas, um “contexto extraordinariamente perigoso”, pedindo o fim da requisição da GNR.

Em comunicado hoje divulgado, a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) disse ter conhecimento de situações, nomeadamente no abastecimento à Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA), de profissionais “a trabalhar 27 horas ininterruptas, oito das quais adstritos ao transporte de matérias perigosas”.

“Ainda, em alguns locais de serviço, a necessidade de acompanhamento ao abastecimento da REPA tem alongado os horários de patrulha sendo que, esta realidade, aliada à falta de efetivo traz a maior das preocupações. Dado este contexto, a APG/GNR não pode deixar de denunciar a forma irresponsável como o Governo está a gerir toda esta situação, já que está a colocar em risco os profissionais da GNR bem como todos os envolvidos no processo”, lê-se no comunicado.

A APG/GNR defende que “nenhum ser humano conseguirá manter níveis mínimos de concentração e operacionalidade durante 27 horas ininterruptas” e que por esse motivo a situação é “aberrante, perigosa e irresponsável”.

A associação volta a defender que o transporte de matérias perigosas não consta das funções da GNR, “repudia a requisição dos profissionais da GNR” para esse efeito, num contexto de “particular gravidade”.

“A APG/GNR reclama do Governo medidas urgentes e imediatas, que venham dar resposta ao contexto extraordinariamente perigoso em que alguns profissionais estão a exercer funções, pois não se pretende que algum incidente com consequências trágicas venha confirmar as nossas preocupações. A APG/GNR reitera a necessidade absoluta de se encontrarem soluções alternativas e imediatas que não passem pela requisição de profissionais da Guarda para o transporte de matérias perigosas”, conclui o comunicado.

 

Ministério do Ambiente faz ponto de situação da crise energética às 19h

O Ministério do Ambiente e da Transição Energética convocou para esta terça-feira às 19h uma conferência de imprensa “para fazer o ponto de situação sobre a crise energética”, que contará com a presença do Ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e o Secretário de Estado da Energia, João Galamba.

Presidente ainda tem gasóleo no carro, mas terá de abastecer para regressar a Lisboa

Depois de já ter prestado declarações aos jornalistas em pleno areal das praias algarvias, e de ter tirado fotografias com portugueses e estrangeiros, esta terça-feira à tarde o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse à SIC que ainda tem gasóleo no carro, mas terá de voltar a abastecer o depósito para rumar a Lisboa e se encontrar com António Costa no final da semana.

“Quando cheguei a Lisboa atestei o carro, andei com ele no fim de semana e ainda tenho gasóleo. Cheguei ontem ao Algarve e tenho estado por aqui. Mas até sexta-feira terei de voltar a encher, para ir a Lisboa ter com o primeiro-ministro”, disse Marcelo, confirmando já ter tido notícias que aqui “perto já era possível atestar”.

O Presidente lembra que muitos portugueses estão no Algarve de férias e confirma que viu “filas para abastecer em Portimão”. “Disseram-me hoje que a situação está melhor”, rematou

Santana Lopes acusa Governo de “aproveitamento político” da greve

O líder do partido Aliança, Santana Lopes, acusou esta terça-feira o Governo de “aproveitamento político” face à greve dos motoristas de matérias perigosas, que dura há quase dois dias.

Falando da pena de prisão de dois anos para quem não cumprir os serviços mínimos decretados pelo Governo, já avançada por vários ministros do Governo, Santana Lopes, disse que estas “ameaças não resultam”.

“O Governo tem de atuar, mas não deve estar a atiçar ainda mais o incêndio. Há muita propaganda e aproveitamento do governo. Se censuram os sindicalistas de estarem a fazer greve num setor sensível, também não podem ser incendiários num processo como este”, disse o líder do novo partido Aliança, sublinhando: “Há aproveitamento político do governo e está a criar-se um problema ainda maior”.

Justificando a sua presença junto dos grevistas, em Aveiras de Cima, Santa Lopes disse: “Cheguei ontem ao país e decidi vir hoje aqui ver e ouvir”.

“Deve ser o governo a verificar os serviços mínimos ou uma entidade independente? Acho que não deve ser o governo a fazer a avaliação final. O Governo tem de fazer um esforço redobrado para sentar as duas partes à mesa”.

 

Governo desconhece constrangimentos no abastecimento a hospitais

O Ministério da Saúde afirma desconhecer constrangimentos no abastecimento de bens essenciais aos hospitais, como gases medicinais, lembrando que o fornecimento às unidades de saúde está garantido nos termos da resolução do Conselho de Ministros.

A resposta do Ministério surgiu depois de um alerta da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) que indicava que o abastecimento a hospitais das zonas de Lisboa, Leiria e Coimbra “ficam, nas próximas 24 horas, seriamente comprometidos”, na sequência da greve de motoristas de matérias perigosas.

“O Ministério da Saúde não tem conhecimento, até ao momento, de constrangimentos no fornecimentos de quaisquer bens essenciais, designadamente gases medicinais, aos hospitais/centros de saúde, estando todas as unidades a funcionar normalmente”, referiu a resposta oficial enviada à agência Lusa.

O Ministério recorda ainda que “o abastecimento aos hospitais e centros de saúde está garantido através do acesso à REPA (Rede Estratégica de Postos de Abastecimento)” e que “está ainda garantido o acesso de todas as entidades, definidas como prioritárias, que prestem serviços de emergência médica e de transporte de medicamentos e dispositivos médicos”, conforme a resolução de Conselho de Ministros de 9 de agosto.

Comissão de proteção de dados considera justificado uso de câmaras de vídeo portáteis pela PSP e GNR

A Comissão Nacional de Proteção de Dados considera justificada a utilização de câmaras de vídeo pela PSP e pela GNR durante a greve de motoristas de transporte de matérias perigosas, com o propósito de proteção e segurança de pessoas e bens.

Num parecer datado de sexta-feira e divulgado hoje, a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) diz que não se opõe à utilização das câmaras de vídeo pelas forças de segurança e aprova a utilização de 30 câmaras pela PSP e seis pela GNR. Contudo, ressalva a comissão, os meios de vigilância devem respeitar a intimidade da vida privada dos cidadãos e absterem-se de captar imagens de interiores de casas ou edifícios habitados. Fica ainda proibida a captação e gravação de som.

Quanto à utilização de um drone por parte da GNR, tal como consta do pedido de parecer, a comissão recusou o uso deste tipo de tecnologia em operações de vigilância.

O despacho da secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna publicado na sexta-feira à noite que permite o uso das câmaras portáteis abrange os postos de abastecimento, bem como os locais de armazenamento de combustíveis e de produtos alimentares.

 

CDS critica “desresponsabilização” do Governo e números “mediáticos”

O CDS-PP acusou o Governo de estar a atirar para as forças de segurança as responsabilidades em caso de incumprimento da requisição civil dos motoristas em greve, criticando os “números mais ou menos mediáticos” do executivo.

“O Governo, que se tem desmultiplicado em números mais ou menos mediáticos, a verdade é que parece que já está a aligeirar as culpas, ou dizendo que é uma questão puramente privada e depois diz que se a requisição civil não for cumprida, o problema não é dele, é das forças de segurança”, criticou o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, em declarações à agência Lusa.

Para o deputado centrista “isto é inaceitável, é uma desresponsabilização do Governo, uma responsabilização injusta para com as forças de segurança que evidentemente, em democracia, são dirigidas e comandadas pelo Governo”.

“O Governo, o tal que era da paz e do diálogo social – em contraponto com o anterior, dizia este Governo, dizia o PS, dizia esta maioria – multiplica-se em entrevistas, declarações, visitas, conferências de imprensa, números mais ou menos mediáticos, mas o que é facto é que está tudo na mesma”, observou. Para “estupefação de todos”, na segunda-feira, ouviu-se “aquele que era considerado o grande mediador, o ministro das Infraestruturas, vir dizer que se a requisição não for cumprida já não é com o Governo, é com as forças e os serviços de segurança”.

“É bom relembrar o senhor ministro que em democracia quem tutela, dirige e comanda as forças de segurança é o Governo, não há aqui forças de segurança de autogestão”, destacou.

 

 

Greve. Ikea revê plano para a greve e garantir entregas

A diretora comercial da Ikea Portugal disse hoje à Lusa que a empresa traçou um plano para a greve dos motoristas, quer em termos de entrega como de disponibilidade de produtos, e que o mesmo será revisto na próxima semana.

“Levámos a sério” a eventualidade da greve e “planeámos porque sabíamos” com antecedência, afirmou Michaela Quinlan, em declarações à Lusa à margem de um encontro com jornalistas na Ikea de Loures.

“Planeámos em termos de entrega e de disponibilidade de ‘stock'”, disse a diretora comercial da subsidiária portuguesa de mobiliário e decoração.

Relativamente aos fornecedores da Ikea Portugal, a responsável disse que olharam “para a capacidade [de entrega] e o que seria possível”, pois “a última coisa” que a empresa queria “era prometer uma entrega” que não seria feita no prazo, acrescentou.

“Planear foi absolutamente a chave” para esta semana e “vamos rever na próxima em que situação estamos”, concluiu.

 

Greve. Prejuízos de dezenas de milhares de euros por dia para transportadoras

O presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Francisco São Bento, disse hoje que as empresas de transporte de combustíveis estão a ter prejuízo de dezenas de milhares de euros por cada dia de greve.

“Acredito que seja algumas dezenas de milhares de euros diários que as empresas estão a abdicar”, afirmou Francisco São Bento à agência Lusa, em Aveiras de Cima, precisando que os motoristas só estão a fazer oito horas de trabalho. De acordo com dirigente, o facto de os motoristas estarem apenas a cumprir oito horas de trabalho terá impacto negativo nas empresas.

“Uma vez que só estão a fazer oito horas, com certeza que estão a ter algum impacto financeiro nas empresas”, adiantou o presidente do SNMMP, indicando que não serão cumpridas “as outras seis ou sete horas que costumavam fazer”.

Por seu lado, Francisco São Bento explicou que o impacto financeiro para os trabalhadores é praticamente nulo, porque estão a trabalhar na totalidade. “Os trabalhadores estão a trabalhar na mesma. Simplesmente não estão a continuar, digamos, durante o período da greve com esta atrocidade que lhes é aplicada diariamente, que é trabalhar 13, 14 ou 15 horas”, disse, acrescentado que os mesmos estão a “conseguir exercer a greve e trabalhar”.

O sindicato diz que o número de grevistas atinge os 80 a 90% dentro do setor das matérias perigosas, o mesmo número avançado na segunda-feira.

ANA. Abastecimento do aeroporto de Lisboa decorre com “maior regularidade”

O abastecimento ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, está a decorrer esta terça-feira com “maior regularidade”, mas ainda não permite levantar as medidas de restrição, revelou a ANA – Aeroportos de Portugal.

Em resposta escrita à Lusa, fonte oficial da gestora indicou que “o abastecimento ao Aeroporto Humberto Delgado decorre, hoje, com maior regularidade do que ontem [segunda-feira]. No entanto, o fluxo de combustível ainda não é suficiente para retirar as medidas de restrição ao abastecimento das aeronaves”.

A ANA adiantou também que está “em conjunto com o Governo, empresas petrolíferas, companhias aéreas e ‘handlers’ [empresas de assistência aos passageiros e aos aviões], a acompanhar e a avaliar a situação, com vista à minimização do impacte na operação”.

Durante o primeiro dia da greve, que ocorreu esta segunda-feira, dia 12, a ANA deu conta de que o ritmo de abastecimento no Aeroporto Humberto Delgado era “insuficiente, em níveis bastante abaixo do estipulado para serviços mínimos”, provocando “restrições à operação”.

O ritmo de abastecimento “insuficiente” verificado nessa altura levou à implementação de restrições à operação, “nomeadamente na redução de abastecimento de aeronaves”, segundo a mesma fonte. Esta é uma medida preventiva para dosear o combustível, tendo em conta a dificuldades de abastecimento. Com estas iniciativas, as companhias aéreas poderão abastecer noutros aeroportos ou antes de voar para Lisboa.

 

Alívio nas bombas. Número de postos vazios diminui 17% nas últimas 24 horas

O segundo dia de greve dos motoristas de camiões dá sinais de alívio significativo nos constrangimentos sentidos nas bombas de combustível do país (Portugal continental).

Segundo dados preliminares da rede VOST Portugal, às 16h00 desta terça-feira, o número de postos de abastecimento vazios rondava os 440, menos 16,5% face aos 527 postos esgotados à mesma hora, no primeiro dia de greve (segunda-feira).

Este segundo dia está a ser marcado pela requisição civil de motoristas, ontem decretada pelo governo por considerar que não foram cumpridos serviços mínimos na tarde de segunda-feira.

Entretanto, as forças militares e de segurança também entraram em ação e já estão a guiar camiões com combustíveis.

Ainda segundo a plataforma da VOST “Já não dá para abastecer”, a situação está relativamente mais desanuviada face à véspera pois o número de postos a funcionar em pleno subiu 6%, para 2039 bombas. E o número de postos a meio gás (com apenas um tipo e combustível, com gasolina mas sem gasóleo, por exemplo) caiu 5%, para um total de 482.

Ou seja, na segunda-feira às 16h00, quase 18% dos postos de combustível de Portugal continental estavam vazios. 24 horas depois estão nessa situação menos de 15% do total de bombas.

A VOST Portugal, uma plataforma digital informal de voluntários que monitorizam situações de emergência, está a reunir informação sobre um total de 2961 postos de abastecimento no continente.

No entanto, a rede faz uma ressalva. “Os dados constantes na plataforma ‘Já Não Dá Para Abastecer’ da são compilados através de informação recebida dos utilizadores” e que “tratando-se de uma plataforma de crowdsourcing, os dados são indicativos e sofrem alterações”. Por isso, “a VOST Portugal efetuará todos os esforços para validar toda a informação que vai chegando”.

Serviços mínimos de “pistola apontada à cabeça”, diz Pardal Henriques

O vice-presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de matérias Perigosas, Pedro Pardal Henriques, disse que os trabalhadores estão a cumprir os serviços mínimos “de pistola apontada à cabeça”, depois de três ministros do Governo terem ido a três canais de televisão diferentes avisar que quem não cumprir os serviços mínimos incorre numa pena de prisão até dois anos.

Sobre os polícias e militares que estão a substituir os motoristas depois de acionada a requisição civil pelo governo, Pardal Henriques diz que tiveram apenas uma formação que durou uma hora, uma “palestra”, que não é o suficiente para os tornar aptos a efetuar este tipo de transportes de matérias perigosas.

Na visão de Pardal Henriques, os motoristas estão preparados para continuar em greve por “10 anos”.

Veja as imagens dos motoristas das forças de segurança e das forças armadas a operar camiões

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Governo diz que polícias e militares estão habilitados por lei a conduzir camiões

Em resposta ao Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e à APSEI – Associação Portuguesa de Segurança, que esta terça-feira publicou um comunicado a informar sobre os requisitos necessários para o exercício da profissão de motorista de matérias perigosas, o governo disse ao Dinheiro Vivo que polícias e militares estão “habilitados à luz da lei” a conduzir camiões cisterna.

Questionada sobre se as forças de segurança e as forças armadas tiveram a formação adequada, de acordo com a APSEI para poderem transportar matérias perigosas, fonte oficial do Ministério do Ambiente e da Transição Energética esclareceu: “Os motoristas das forças de segurança e das forças armadas a operar camiões de transporte durante o período de emergência energética estão habilitados, à luz da lei, a fazê-lo”.

Beja e Faro são os distritos mais afetados pela falta de combustível

De acordo com a ENSE, a rede de emergência de postos de abastecimento nestes dois distritos está esta terça-feira entre os 20% e os 27%.

Abastecimento ao Aeroporto de Faro garantido pelos serviços mínimos

O abastecimento de combustível ao Aeroporto de Faro a partir da estação ferroviária de Loulé estava na manhã de terça-feira a ser garantido pelos serviços mínimos, com o transporte das cisternas por seis camiões. Não fosse a escolta por veículos da GNR, até poderia ser encarado como um dia normal na estação ferroviária de Loulé, que serve de base logística para o abastecimento de combustível para os aviões estacionados no Aeroporto de Faro.

No primeiro dia de greve, na segunda-feira, os motoristas garantiram o primeiro turno da manhã, não tendo havido transporte de contentores para o Aeroporto durante o resto do dia, pelo que se aguarda o que poderá acontecer na tarde de hoje, já que foi decretada a requisição civil por parte do Governo.

Diariamente chega a Loulé um comboio com 28 tanques cisterna, normalmente de madrugada, mas hoje passava pouco depois das 10:00 – com mais de oito horas de atraso – quando 15 carruagens transportavam um reforço de 30 tanques, prontos a serem colocados nos atrelados para transporte, garantindo a reposição do “stock” de combustível. A saída dos camiões é feita em dupla, sempre com a escolta de um carro da GNR, e muitas vezes assinalada com algumas buzinadelas, a saudar o piquete.

Na estrada, a circulação é feita, em marcha lenta – pouco mais de 60 km/h – pela Estrada Nacional 125, com alguns automobilistas a buzinarem aos camiões, num ato assumido como um cumprimento e prontamente devolvido. Uma vez mais cumprem o mais que repetido trajeto de 18 quilómetros, entre a estação de Loulé e o Aeroporto de Faro. Tudo aparentemente normal, não fosse a escolta da GNR e o papel no vidro da frente onde se lê: “serviços mínimos”.

 

Passeios de barco no Algarve? Em breve deixará de ser possível

A marina de Vilamoura, no concelho de Loulé, pode ficar hoje sem combustível para fornecer às embarcações que acolhe, devido à greve de motoristas de matérias perigosas, disse a diretora da infraestrutura náutica algarvia. A diretora da marina de Vilamoura, Isolete Correia, lamentou que a greve dos motoristas de transporte de matérias perigosa esteja a deixar a região do Algarve em dificuldades no mês mais forte do turismo e a obrigar a limitar a 200 litros o combustível que as embarcações podem abastecer.

“Estamos à espera que nos venham abastecer. Ainda não esgotou, mas já estamos a racionar e está próximo de acabar”, afirmou Isolete Correia, frisando que o “limite de 200 litros por embarcação” está em vigor “desde segunda-feira”, quando se iniciou a greve.

A responsável sublinhou que 200 litros de gasóleo para uma embarcação é uma quantidade que “não dá para nada” e advertiu que não se sabe ainda quando vai poder ser feito o reabastecimento dos tanques de armazenamento de combustível da marina.

“Não tenho indicação quando vai chegar. Hoje liguei e não me sabem dizer quando vai chegar”, disse Isolete Correia, estimando que “no final do dia de hoje possa deixar de haver combustível” para vender às embarcações.

A diretora da marina de Vilamoura disse ainda esperar que esta situação de greve e de dificuldade no abastecimento “passe depressa”, porque a região está “em época alta” de turismo e o prolongar da greve, “para o país, é de facto lamentável, nesta altura do ano”.

Fonte da marina de Portimão também reconheceu à Lusa a existência de dificuldades no abastecimento e adiantou que já “só há gasóleo” nos tanques desta infraestrutura marítima. À semelhança do que acontece com a marina de Vilamoura, também em Portimão “ainda não se sabe quando poderá vir a ser feito o abastecimento de combustíveis”.

Questionada sobre a existência ou não de limitações na quantidade de combustível que está a ser fornecido às embarcações, a mesma fonte respondeu que “há um limite de 500 litros” para cada uma. Na zona da marina de Portimão operam também embarcações marítimo-turísticas que fazem passeios pela costa algarvia, algumas das quais utilizam gasolina. Essas “já foram afetadas”, afirmou a mesma fonte.

A marina de Vilamoura tem 850 postos de amarração, enquanto a de Portimão conta com 620 lugares, e são as duas principais infraestruturas de acolhimento a embarcações marítimo-turísticas no Algarve, região que tem sido das mais afetadas pelo desabastecimento de combustíveis devido à greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas.

 

Patrões acusam motoristas de conduzir a 40km/h durante turnos de 8 horas

Quanto aos serviços mínimos que estão a ser cumpridos, a Antram diz que “as médias dos cálculos feitos nas empresas de matérias perigosas resulta numa velocidade de circulação dos camiões conduzidos por grevistas de 40km/hora”, que considera “muito abaixo de qualquer média”.

Para a associação patronal, isto “destina-se a fazer com que seja ultrapassado o limite horário diário de trabalho”.

A Antram lembrou ainda que, caso os motoristas cumpram apenas as oito horas de trabalho e se recusem a completar o serviço ao qual estão adstritos, “estão a incumprir a convenção coletiva” de trabalho, que estabelece “para estes motoristas a obrigação de uma isenção de horário de trabalho e naturalmente um pagamento de um complemento salarial”.

Antram. Abastecimento a hospitais está em risco em menos de 24 horas

Os abastecimentos a hospitais das zonas de Lisboa, Leiria e Coimbra “ficam, nas próximas 24 horas, seriamente comprometidos”, disse esta terça-feira o advogado da associação patronal Antram à Lusa.

Segundo um comunicado enviado pelo advogado da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram), André Matias de Almeida, os serviços mínimos foram “novamente incumpridos esta manhã na região centro” e só está garantido o abastecimento a hospitais de Lisboa, Leiria e Coimbra para cerca de mais 24 horas.

Questionado sobre qual o tipo de abastecimento concreto que poderá faltar, o advogado da Antram esclareceu que se trata de gás criogénico, utilizado em equipamentos médicos. “É urgente que o Governo decrete a requisição civil total para quem, insensível sequer ao abastecimento a hospitais, insiste em incumprir os serviços mínimos”.

Sindicato de matérias perigosas. É preciso ter habilitações para fazer descargas

O presidente do Sindicato Nacional de Matérias Perigosas (SNMMP), Francisco São Bento, lembrou que só os portadores do certificado ADR é que têm competência para fazer a descarga de combustível, nos postos de abastecimento.

“Para se poder fazer esses procedimentos, pelo menos a nós, profissionais do setor, são-nos exigidos vários tipos de formações e outras exigências, nomeadamente ser portador do ADR [Certificação de Matérias Perigosas]”, disse Francisco São Bento à agência Lusa.

De acordo com Francisco São Bento, caso se confirme a existência de casos de funcionários de postos de abastecimento a fazerem descargas sem o ADR está-se a cometer “uma ilegalidade”, uma vez que existem procedimentos próprios durante a transfega de combustível.

Já antes, o advogado do SNMMP, Pardal Henriques, tinha afirmado que colocar militares a realizar o trabalho daqueles motoristas representa um risco de segurança, uma vez que, segundo este dirigente, os militares tiveram apenas “uma hora de formação” para fazerem cargas e descargas de matérias perigosas, quando habitualmente os motoristas fazem três ou seis meses de formação.

Camiões saem com regularidade de Aveiras de Cima

Cerca de 50 camiões saíram do Centro Logístico de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, entre as 09:10 e as 11:40, para fazer as descargas de combustíveis, cumprindo assim os serviços mínimos decretados pelo Governo. Pelo menos sete camiões de combustíveis têm saído, de 10 em 10 minutos, do Centro Logístico de Combustíveis (CLC), para cumprimento da lei. Já há militares a conduzir os veículos de transporte de matérias perigosas.

Segundo descreve a Lusa, uma tarja gigante foi erguida num monte a agradecer o trabalho extra dos militares e vários cartazes foram afixados na parede do viaduto à entrada do terminal de abastecimento de combustíveis. Leem-se frases como “Obrigado Sr. Ministro por facultar o direito à greve” ou “Vivemos numa Petro democracia”. Os motoristas recusaram-se a prestar declarações sobre a greve, dizendo apenas que já estão “cansados” e que quem deve dar a cara é o Sindicato Nacional de Matérias Perigosas (SNMMP).

Camiões com pneus esvaziados junto à fronteira

Pelo menos cinco camiões ficaram com os pneus esvaziados, em Vilar Formoso, no distrito da Guarda. Segundo avança a TSF, a GNR não confirma se os camiões em causa são portugueses e se o incidente está relacionado com a greve dos motoristas que arrancou ontem.

O incidente aconteceu no Parque TIR, junto à fronteira com Espanha, onde diariamente centenas de motoristas pernoitam.

BE diz que decretar a requisição civil “a pedido dos patrões” foi um erro

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu hoje que a requisição civil dos motoristas em greve “a pedido das entidades empregadoras é um erro” e limita o direito à greve.

“Decretar a requisição civil a pedido das entidades empregadoras é um erro e é uma limitação do direito à greve”, afirmou Catarina Martins, em declarações aos jornalistas.

À margem de uma visita ao Centro de Reabilitação Rovisco Pais, na povoação da Tocha, distrito de Coimbra, a líder do BE defendeu a paragem do que definiu como “escalada de provocações” entre os intervenientes na paralisação, a quem pediu “responsabilidade”.

Para o BE, o Governo deve “exigir que todas as partes se sentem em negociações sem pré-condições”.

PS defende que Governo agiu com proporcionalidade e de forma apropriada

O PS considerou hoje que o Governo agiu “com proporcionalidade” ao decretar a requisição civil dos motoristas em greve apenas nos setores e regiões em que “se constata” necessidade de garantir os serviços mínimos.

Em comunicado enviado à Lusa, o Partido Socialista afirmou entender a “ação do governo como a forma apropriada de compatibilizar o exercício do direito à greve como o exercício dos demais direitos dos trabalhadores e da população em geral”.

“Sublinhamos que o governo agiu com proporcionalidade, só nos sectores, nas regiões, nos âmbitos em que se constata efetivamente a necessidade de obviar ao incumprimento dos serviços mínimos”, refere.

O PS sublinhou ainda que “continua a defender o direito à greve” e “rejeita qualquer tentativa oportunista de tentar aproveitar esta situação para introduzir alterações legislativas que visem atacar o direito à greve ou que pretendam condicionar indevidamente o exercício desse direito”.

No comunicado, o PS assinalou que foi a “falta de cumprimento dos serviços mínimos na greve dos motoristas” que “conduziu à necessidade” de decretar a requisição civil.

 

Veja as imagens que estão a marcar o segundo dia de greve

O segundo dia de greve arrancou com “normalidade” depois de ter sido decretada requisição civil parcial, ontem ao final do dia. Alguns elementos das forças de segurança conduziram camiões esta manhã.

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Mais de 30 elementos das forças de segurança transportaram combustível

Um total de 26 militares da GNR e sete elementos da PSP transportaram esta segunda-feira combustível para Lisboa, Setúbal, Beja, Sintra e Algarve, na sequência da Situação de Alerta declarada devido à greve dos motoristas de matérias perigosas.

Segundo o Ministério da Administração Interna, os 26 militares da GNR conduziram 13 veículos para abastecer de combustível as regiões de Lisboa, Setúbal, Beja e Algarve, enquanto os sete elementos da PSP asseguraram o transporte de combustível em Lisboa, Setúbal e Sintra.

O âmbito da requisição visa assegurar o “abastecimento de combustíveis destinados à Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA)” e o abastecimento de combustíveis “destinados aos terminais e aos postos de abastecimento servidos a partir do centro de carga da Refinaria de Sines, tendo por referência 50% dos trabalhadores afetos a este tipo de serviços por cada empresa”.

Pretende-se também assegurar o abastecimento de combustíveis destinados aos aeroportos e ao funcionamento das unidades autónomas de gás.

Camiões de combustíveis conduzidos por militares e PSP. É seguro?

Perante a situação que o país vive com esta greve sem fim definido, a APSEI – Associação Portuguesa de Segurança, através do seu Núcleo Autónomo de Segurança no Transporte de Mercadorias Perigosas (NAMP), explica que “todos os condutores que transportam mercadorias classificadas como perigosas, no transporte nacional ou internacional, estão obrigados a uma certificação de acordo com o definido no Acordo europeu relativo ao transporte internacional de mercadorias perigosas por estrada (ADR)”, referindo que esta “obrigatoriedade surgiu após um grave acidente ocorrido em Espanha em 1978 (em Los Alfaques, Tarragona)”, que teve o trágico desfecho de mais de 200 mortos.

Leia mais.

Militares da GNR escoltam camiões com combustível à saída da sede da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, durante o segundo dia da greve por tempo indeterminado dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias, Azambuja, 13 de agosto de 2019. Ao fim do primeiro dia de greve de motoristas, o Governo decretou a requisição civil, alegando o incumprimento dos serviços mínimos. TIAGO PETINGA/LUSA

Requisição civil baseou-se em informação distorcida

Porta-voz do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias, Anacleto Rodrigues a decisão foi baseada “no número de cargas feitas e não no número de trabalhadores ao serviço, já que número de trabalhadores ao serviço foi de 100%”.

“O Governo decidiu [a requisição civil] com base em informação distorcida feita chegar pela ANTRAM [Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias] e não teve o mínimo cuidado de perceber o porquê de as cargas não estarem a ser efetuadas”, afirmou à Lusa Anacleto Rodrigues.

Segundo adiantou o porta-voz do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias, a decisão foi baseada “no número de cargas feitas e não no número de trabalhadores ao serviço, já que número de trabalhadores ao serviço foi de 100%”.

O problema, referiu, é que as cargas estão a ser feitas “em comboio” e “isso agrava o tempo” que leva a concluir o serviço.

Leia mais aqui.

Postos da REPA com ‘stock’ abaixo dos 50% esta manhã

A Entidade Nacional para Eficiência Energética (ENSE) divulgou os volumes de combustível disponíveis nos postos da rede de emergência, por distrito.

Às 8:00 horas de hoje, os postos de abastecimento da REPA reportavam um stock de 35,65% de gasolina, face à sua capacidade total, e um stock de 44,95% de gasóleo.

O reabastecimento destes postos está assegurado no âmbito dos serviços mínimos decretados.

ense - volumes 13agosto

Fonte: ENSE

“É como se fosse uma pistola apontada à cabeça”, diz Pardal Henriques

“Ameaçar os motoristas com dois anos de prisão é como se fosse uma pistola apontada à cabeça”, diz Pedro Pardal Henriques, referindo-se às consequências de eventual desobediência à requisição civil.

O porta-voz dos motoristas de matérias perigosas afirma que o sindicato está disponível para conversar, desde sempre. Questionado sobre o fim do braço de ferro entre trabalhadores e patrões, Pardal Henriques diz que “a greve só terminará quando a Antram tiver a decência de se sentar novamente à mesa” com os sindicatos. E “a Antram não quer conversar enquanto estivermos em greve”.

“Quando a Antram quiser seremos os primeiros a estar lá para conversar”.

O que acontece aos motoristas que desobedeçam à requisição civil?

Os motoristas que não cumprirem a requisição civil incorrem em crime de desobediência, punido com pena de prisão ou multa e despedimento com justa causa.

“A falta de obediência a ordem regularmente comunicada e emanada de autoidade ou funcionário competente, para dar cumprimento à presente requisição civil, constitui a prática de um ato de desobediência, sancionável nos termos da lei penal”, lê-se na portaria que entrou em vigor após a publicação em Diário da República.

Na portaria é ainda referido que, durante a requisição civil, os motoristas requisitados “mantêm-se sujeitos ao regime jurídico e disciplinar que decorre do seu vínculo laboral”.

 

REPA: Postos prioritários arriscam multa se não estão abertos 24 horas

Os 54 postos de abastecimento prioritários que integram a rede de emergência (REPA) incorrem em multas de 45 mil euros por dia, caso não estejam abertos durante 24 horas, escreve o Correio da Manhã.

A ENSE confirmou a obrigatoriedade de funcionamento dos postos, mesmo daqueles com horários de encerramento noturno. O alargamento horário tem causado transtorno aos funcionários de alguns dos postos, já que não têm trabalhadores suficientes para cobrir as 24 horas.

 

Arranque calmo do segundo dia de greve

A manhã em Aveiras de Cima, de onde saem muitos dos camiões com combustível para abastecer as bombas, está a decorrer com aparente normalidade. Com a garantia do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas que os serviços mínimos e a requisição civil parcial que foi decretada pelo Governo serão respeitados, o fornecimento de combustível deverá decorrer de acordo com o previsto. O cenário de acalmia poderá mudar mais para a tarde, quando os motoristas terminarem os turnos.

Também na maioria das bombas de gasolina do país domina o ambiente calmo neste arranque do segundo dia de greve dos motoristas, que continua sem fim à vista.

Aveiras de Cima, 12/08/2019 - Ambiente na Companhia Logística de Combustíveis, esta tarde durante o Primeiro dia de Greve dos Motoristas de Transporte de Matérias Perigosas. Os representantes dos Motoristas pretendem um acordo para aumentos graduais do salário base até 2022. ( Pedro Rocha / Global Imagens )

(Pedro Rocha/Global Imagens)

Pardal Henriques: “Serviços vão ser garantidos a 100% durante oito horas”

O porta-voz do sindicato dos motoristas de matérias perigosas, Pedro Pardal Henriques, disse esta manhã, em Aveiras de Cima, que os trabalhadores escalados para efetuar os serviços mínimos “não vão fazer mais de oito horas”.

“Os serviços vão ser garantidos a 100% durante oito horas, tal como aconteceu ontem”, disse aos jornalistas. Confrontado sobre um eventual crime de desobediência relativamente à requisição civil decretada, Pardal Henriques reforçou que “o crime acontece quando estas pessoas se recusam a trabalhar. Não existe crime se forem cumpridas as oito horas”.

Tal como aconteceu no primeiro dia de greve, prevê-se que os motoristas acabem o turno por volta das 14:00 horas, não garantindo assim o abastecimento dos postos durante a tarde.

Leia mais aqui.

Menos de 500 postos sem qualquer combustível

Ao início da manhã do segundo dia de greve dos motoristas são cerca de 470 postos que estão sem combustível no país, ou seja, número relativamente idêntico ao da noite passada, quando pouco mais de 480 estavam com os tanques vazios.

Segundo as informações recolhidas pelo site “Já não dá para abastecer”, 67,2% das bombas estão a funcionar em pleno, ou seja, quase duas mil. O gasóleo continua a ser o combustível mais afectado, com pouco mais de 850 postos a não terem este tipo de combustível.

Combustível

Arranca o segundo dia de greve

O segundo dia de greve arranca depois de ter sido decretada requisição civil, ontem ao final do dia. Alguns motoristas de mercadorias e matérias perigosas admitiram que a requisição civil para o cumprimento dos serviços mínimos desmotivou muitos trabalhadores e que está a contribuir para a desmobilização dos piquetes de greve.

Os militares das Forças Armadas podem agora substituir “parcial ou totalmente” os motoristas em greve e a sua intervenção abrange operações de carga e descarga de veículos-cisterna de combustíveis líquidos, GPL e gás natural, estabelece uma portaria do Governo.

Vieira da Silva: Requisição civil não é sinónimo de regresso à normalidade

O Governo avançou para uma requisição civil parcial para garantir o cumprimento dos serviços mínimos. No entanto, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social salientou que tal não significa um regresso à normalidade. “Uma greve é sempre uma greve, se não se sentissem os efeitos não seria uma greve. Não podemos dizer, para sermos rigorosos que tudo funcionará como usualmente, quando não há greves”, afirmou ontem à noite Vieira da Silva, à RTP3. “É a reposição de melhores condições, para dar resposta em zonas críticas da nossa sociedade”, acrescentou.

Desde logo ficou o aviso das consequência caso a requisição civil não seja respeitada pelos motoristas: “Há quem possa pensar que não há consequências da requisição civil, mas haverá, tem que haver, porque senão é o próprio poder do Estado de direito que é posto em causa.” E reiterou: “Se alguém pensa que reage à requisição civil como reagiu aos serviços mínimos está enganado, porque o quadro legal das duas figuras é diferente.”

Referiu ainda que esta medida não coloca em causa o direito à greve, mas que esta “não tem um valor absoluto”, pois há que ter em conta o bem-estar da população.

Número de postos de combustível vazios diminui 7% durante a tarde de 2ª feira

O número de postos de abastecimento sem qualquer combustível caiu cerca de 7% durante a tarde desta segunda-feira, primeiro dia da greve dos motoristas, isto é, entre as 16h00 e a hora da publicação desta notícia (cerca das 21h00). Estes cálculos do Dinheiro Vivo são feitos com base nos dados preliminares da rede VOST Portugal, uma plataforma informal de voluntários digitais que monitoriza situações de emergência.

Ou seja, de acordo com o canal estatístico da VOST dedicado ao assunto — “Já não dá para abastecer” https://janaodaparaabastecer.vost.pt/stats — às 21h00, mais de um terço das bombas de combustíveis em Portugal (66,2% do universo de 2955 postos em Portugal continental) estava a funcionar em pleno (1956 bombas); e apenas 16,5% do total de postos (488) estava sem qualquer combustível, quando às 16h00 havia 527 bombas esgotadas.

A greve dos camionistas de mercadorias comuns e perigosas está a decorrer agora há 21 horas, tendo o Governo, entretanto, declarado a requisição civil de motoristas a partir de terça-feira porque, segundo diz, esta segunda-feira, na parte da tarde, não foram cumpridos os serviços mínimos decretados na semana passada. Os sindicatos que representam os motoristas desmentem categoricamente esta última informação.

A rede da VOST Portugal dá conta ainda de um ligeiro aumento no número de postos com stocks parciais de combustíveis (podem ter gasolina, mas não gasóleo, por exemplo). No diesel, o aumento durante esta tarde é de 505 para 511 postos em todo o país.

Segundo a mesma fonte, o gasóleo é o combustível mais afetado. E os maiores constrangimentos surgem, sobretudo, nos postos localizados em grandes centros urbanos e ao longo do litoral (Lisboa, Porto, etc.), mais na região do Algarve, que concentra atualmente um número elevado de residentes por causa das férias (turismo nacional e estrangeiro).

O combustível menos afetado era, expectavelmente, a gasolina: 79% das 2955 bombas em Portugal tinham este combustível disponível às 21h. Inversamente, 21% estavam esgotadas (cerca de 622 postos em todo o país).

O gasóleo, o combustível mais procurado, até por causa do volume de abastecimento de veículos de maior dimensão como carrinhas e camiões, estava disponível em 70,1% dos postos do país. Inversamente, cerca de 30% das bombas não tinham diesel para vender (cerca de 883 postos em todo o país).

A organização avisa que os dados da plataforma Já Não Dá Para Abastecer “são compilados através de informação recebida dos utilizadores da mesma”. Por isso, “tratando-se de uma plataforma de crowd sourcing, os dados são meramente indicativos e sofrem alterações”. “A VOST Portugal efetuará todos os esforços para validar toda a informação”.

Fonte: VOST Portugal

Fonte: VOST Portugal

Fonte: VOST Portugal

Fonte: VOST Portugal

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Fonte: VOST Portugal

Governo avança com requisição civil

O Governo vai avançar com a requisição civil, depois de ter concluído que os serviços mínimos não estavam a ser cumpridos, nomeadamente no Sul do país, a partir de Sines, nos postos REPA, nos aeroportos e nas unidades autónomas de gás natural.

Em atualização. Leia mais aqui

 

Super e hipers não registam “perturbações relevantes” nas entregas

Os super e hipermercados não estão a registar “perturbações relevantes no funcionamento dos espaços da distribuição em todo o país”, assegura a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), ao Dinheiro Vivo.

“O fornecimento de produtos e bens essenciais foi até ao momento assegurado com a colaboração de todas as autoridades e entidades envolvidas neste processo e a estratégia desenvolvida pelos associados tem sido eficaz, em combinação com os serviços mínimos destacados para o sector”, refere a associação que reúne cadeias como o Continente, Pingo Doce, Lidl ou Auchan/Jumbo.

Por volta das 13h, a Auchan/Jumbo admitia que tinha 30% postos, de um total de 29 postos, “fechados” por falta de combustível. Os postos encerrados fazem parte da Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA). Quando questionada pelo Dinheiro Vivo a meio da tarde sobre a situação dos postos, fonte oficial da cadeia refere apenas que “o que podemos indicar é que vai ser feita a reposição ao longo do dia”.

Pardal Henriques desmente Governo sobre incumprimento de serviços mínimos

De regresso a Aveiras de Cima, depois de se ter ausentado durante várias horas para se deslocar à DGERT, como o próprio anunciou, o vice-presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, Pedro Pardal Henriques, desmentiu o primeiro-ministro António Costa e garantiu que os serviços mínimos estão a ser cumpridos, apesar de “contrariados”.

“Os trabalhadores seguiram o caminho que o sindicato lhes indicou, que foi o de cumprir os serviços mínimos. Viemos agora da DGERT, de Lisboa, e não sabemos que escalas estão a ser feitas”, disse Pardal Henriques. “Vejo isto [requisição civil] como um ataque à greve, até porque estas pessoas cumpriram os serviços mínimos. O Governo não esteve aqui […], estas pessoas saíram para trabalhar, simplesmente fizeram oito horas e não as 14 ou 15 horas que habitualmente fazem”.

Sobre a informação avançada por António Costa, que os serviços mínimos não estão a ser cumpridos no Algarve e no aeroporto de Lisboa, o representante dos camionistas de matérias perigosas disse: “Desminto a informação veementemente. Não é essa a informação que temos. Os serviços mínimos estão a ser cumpridos em função do horário de trabalho. Não fazem é mais de oito horas de trabalho. Há carros a serem escoltados para o aeroporto desde manhã e a cumpriram oito horas de trabalho. Mas se calhar em vez de quatro viagens fizeram três e por isso o abastecimento não chegou. Cumprimos os serviços mínimos desde o início, embora contrariados. Muitos trabalhadores foram daqui mal, completamente enervados. Nunca vimos um aparato destes em Portugal”, disse Pardal Henriques.

Se o Governo avançar para a requisição civil, os motoristas vão continuar, mas “contrariados”, disse o vice-presidente do SNMMP, confirmando que viu de tarde “pelo menos 11 carros em direção ao aeroporto conduzidos por motoristas e não pela PSP ou GNR”.

“As oito horas de trabalho não são suficientes. Ninguém pode exigir que os motoristas cumpram um crime quando não foram pagos para tal. Também estão a fazer cargas e descargas contrariados, e não estão a receber. O governo que não venha determinar ainda mais penalizações”, disse pardal Henriques, confirmando que está a recolher provas dos subornos feitos pela Antram a trabalhadores, que serão entregues em sede própria.

“Vamos abrir queixa. O assédio é ilegal. Assim que a Antram quiser negociar e fazer uma proposta decente, voltamos às negociações, rematou.

Marcelo pede “soluções justas” “sem sacrificar de modo desproporcionado” os portugueses

O Presidente da República alertou esta segunda-feira para “a responsabilidade de todos os envolvidos neste conflito entre entidades privadas, na procura de soluções justas, sem sacrificar, de modo desproporcionado, os portugueses”.

“O Presidente da República recebeu o primeiro-ministro António Costa, que o informou acerca da situação vivida, em termos da garantia da distribuição de bens, definidos como mínimos, indispensáveis à satisfação das necessidades dos portugueses, assim como da posição do governo perante várias perspetivas de evolução”, adianta um comunicado divulgado pela presidência.

Marcelo “recorda a importância de, em todas as circunstâncias, serem salvaguardados os valores e princípios do Estado de Direito Democrático e, neles, os direitos fundamentais, a segurança e a normalidade constitucional”.

Governo vai anunciar requisição civil às 19h

De acordo com informação avançada pela SIC, o Governo vai anunciar a requisição civil às 19h, depois da reunião do Conselho de Ministros por via eletrónica.

Para a sede da Presidência do Conselho de Ministros está marcada uma conferência de imprensa precisamente às 19h.

 

Porto vive ambiente tranquilo nos postos de abastecimento

Não há longas filas nos postos de abastecimento de combustível na região do Porto. Não há pessoas a abastecerem jerricãs. E também não se observa tensões no ambiente. Quinta e sexta-feira foram os dias de corrida às bombas e agora, com o depósito a meio, os portuenses estão a assegurar energia para as suas viagens. Certo é que já se encontram postos, como o da Galp junto à Areosa, que esgotaram o gasóleo e a gasolina simples. Mas foi antes do início da greve.

Paulo Gomes, que trabalha na Galp da Areosa, assegura que hoje a afluência ao posto tem sido a habitual. “Grande foi quinta e sexta-feira”, diz. Na sua opinião, o combustível que ainda tem deve chegar para pelo menos três dias. Só não sabe “é quando há abastecimento”. Já André Rodrigues, trabalhador de um posto low cost integrado na Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA) admite um aumento no número de carros que hoje estão a abastecer, mas escusa-se a revelar quanto combustível ainda tem nas bombas.

Porto, 12/08/2019 - Greve dos camionistas de matérias perigosas, várias bombas de gasolina na cidade do Porto. Bomba de gasolina da GALP na Rotunda do Bessa em Francos. ( José Carmo / Global Imagens )

Bomba de gasolina da Galp na Rotunda do Bessa, em Francos. Fotografia: José Carmo/Global Imagens

Direito à greve
Os portuenses dividem-se nas leituras que fazem da paralisação. Se o direito à greve é defendido por todos os contactados pelo Dinheiro Vivo, muitos apresentam reservas quanto ao motivo desta paralisação, apontam o radicalismo que se vive entre os motoristas e as entidades patronais e não compreendem reivindicações em 2019 para 2021 e 2022. Sobre as medidas decretadas pelo Governo para minimizar os efeitos da greve as opiniões repartem-se entre os que defendem o primeiro-ministro António Costa, os que consideram que alimentou o receio entre os portugueses e os que não têm (ou não querem) opinião formada.

José Rocha, emigrante em França, vai viajar para o Algarve. Tem meio depósito, mas hoje foi abastecer os 15 litros estipulados para estes dias. “Estou tranquilo, vou meter gasolina quando precisar”, diz. O casal Fátima e Joaquim Pereira também foram abastecer, mas estão dispostos a andar de autocarro e a dar uns passeios a pé caso o combustível falta nos postos. “Estamos de férias, senão houver gasolina está tudo bem, quem trabalha precisa mais”, defendem. E como sublinham, “o aviso de greve não apanhou ninguém despercebido, viu-se as filas da semana passada, as pessoas precaveram-se, os motoristas têm direito à greve, todas as pessoas têm direito à greve, agora falarem de questões para 2021…”.

Vítor Santos não compreende reivindicações para 2021, mas defende a greve e considera que a situação caótica do final da semana “foi por causa do alarmismo que o Governo provocou”. Já Mateus Barbosa vai de férias para o Algarve e foi abastecer, com a ideia que a greve “é injusta, exagerada, os motoristas só agora é que se lembraram que querem um vencimento base maior”.

Para Rosa Silva e Beatriz Moura, a paralisação está a causar dificuldades no cumprimento dos seus deveres profissionais. São vendedoras, têm nos próximos dias que se deslocar para Fátima, Ourém, Covilhã, Leiria e regressar ao Porto e para isso vão ter que assegurar sempre abastecimento. Apesar destas contrariedades, defendem o direito à greve.

 

Abastecimento no aeroporto de Lisboa “bastante abaixo do estipulado”

O ritmo de abastecimento no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, é “insuficiente, em níveis bastante abaixo do estipulado para serviços mínimos”, provocando “restrições à operação”, disse hoje à Lusa a ANA Aeroportos.

Numa resposta escrita enviada à Lusa, a ANA – Aeroportos de Portugal informou que está a avaliar continuamente o impacto da greve dos motoristas no abastecimento de combustível nos aeroportos da sua rede.

O ritmo de abastecimento “insuficiente” verificado até agora já levou à implementação de restrições à operação, “nomeadamente na redução de abastecimento de aeronaves”.

A ANA reiterou ainda que “continuará a acompanhar de forma permanente a situação com o Governo, as empresas petrolíferas, as companhias aéreas e as empresas de ‘handling'” de forma a minimizar o eventual impacto da greve nos aeroportos.

 

Mapa atualizado com os postos onde não pode abastecer

Consulte o mapa da VOST atualizado ao minuto e saiba quais são os postos onde ainda há combustível.

O dia de greve em imagens

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.

Governo reúne-se ao final da tarde e pode acionar requisição civil

No final do encontro com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro António Costa confirmou que a situação de cumprimento dos serviços mínimos se alterou a partir da tarde, no turno das 14h30, havendo já elementos das forças de segurança – PSP e GNR – a conduzir camiões de transporte de matérias perigosas.

Estes camiões conduzidos pelas forças de segurança pública estão a seguir de Sines para o Algarve e também para o aeroporto de Lisboa, as zonas onde se regista uma maior falta de combustíveis neste momento, anunciou o primeiro-ministro.

Costa anunciou que o Conselho de Ministros se reunirá ao final da tarde por via eletrónica para avaliar a situação e acionar o mecanismo de requisição civil, se necessário. Só nesse momento poderão ser requisitados então os militares das foças armadas para substituir os motoristas, apesar de os mesmos estarem pré-posicionados em locais estratégicos desde esta manhã, como é o caso de Aveiras de Cima.

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Kapten quer ser equiparada a táxis no abastecimento

O transporte é também o seu negócio e por isso os veículos TVDE deviam estar incluídos na rede de abastecimento prioritário. Sob pena de se criar uma situação que põe em causa “princípios de igualdade e justiça no setor”. É pelo menos essa a convicção da Kapten, que dirigiu um apelo ao Conselho de Ministros no sentido de ser equiparada aos táxis no acesso à Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA).

“Uma lamentável incapacidade de se chegar a um entendimento favorável” que levou a uma greve sem data para terminar e que provoca “um enorme impacto em todo o país, afetando diretamente e de forma incalculável diferentes setores no mercado” levou a Kapten a reagir desta forma. “Sendo um setor equiparável, não devia fazer parte das entidades prioritárias?”, questiona a empresa.

A Kapten reconhece que é fundamental dar neste omento prioridade ao abastecimento de “serviços e setores de primeira necessidade, sejam bombeiros, ambulâncias, polícias ou quaisquer outros serviços urgentes”, bem como “aos setores fundamentais à economia e dia a dia dos cidadãos, sejam transportes públicos, serviços públicos ou outros setores privados que são dependentes dos combustíveis”. Mas sublinha que, tendo os táxis sido incluídos na lista dos que podem recorrer aos postos de abastecimento da rede de emergência dedicados aos veículos prioritários, ao contrário das plataformas de TVDE, se cria uma situação de tratamento diferente para iguais situações.

“Nesse ramo, inserimos os transportes de passageiros – seja táxi ou plataforma de TVDE – que são, sem dúvida a alternativa para que muitas pessoas se consigam deslocar com facilidade perante este caos, e um trabalho que é a fonte de rendimento de muitas famílias. Falamos de setores de trabalho idênticos, cujos colaboradores não usufruem dos mesmos direitos. Estamos a colocar em causa princípios de igualdade e justiça no setor. A nossa indignação não é representativa da marca, mas sim de todos os trabalhadores que não estão a ser incluídos na medida mencionada acima”, concluem.

VOST Portugal. Dois terços do total de bombas do País estão a funcionar em pleno

Cerca de dois terços dos postos de combustível a operar em Portugal estão a funcionar em pleno (1923 de um total de 2955), quando decorreram já 16 horas da greve dos camionistas, indicam dados da VOST Portugal, uma plataforma informal de voluntários digitais que monitoriza situações de emergência.

Em contrapartida, esta mesma fonte dá conta de 527 postos esgotados em todo o país (cerca de 18% das bombas). O gasóleo é o combustível mais afetado. Os maiores constrangimentos surgem sobretudo nos postos localizados nos grandes centros urbanos e ao longo do litoral (Lisboa, Porto, etc.), mais a região do Algarve, que concentra atualmente um número elevado de residentes por causa das férias.

De acordo com o canal estatístico do site da rede VOST dedicado a este assunto — “Já não dá para abastecer” https://janaodaparaabastecer.vost.pt/stats — às quatro da tarde, 65,1% dos 2955 postos de combustível monitorizados (num total de 3068 em todo o país) estavam a vender sem quaisquer restrições.

Quase 17% dos postos estava a vender parcialmente (ou seja, havia restrições em algumas das bombas ou combustíveis). Quase 18% estavam vazios, pois esgotaram os combustíveis.

O combustível menos afetado era, expectavelmente, a gasolina. Quase 78% das 2955 bombas em Portugal tinham gasolina às 16h. Inversamente, 22% estavam esgotadas (cerca de 661 postos em todo o país).

O gasóleo, combustível que é mais procurado em quantidades por causa do abastecimento de veículos de maior dimensão como carrinhas e camiões, estava disponível em 69% dos postos do país. Inversamente, 31% das bombas com diesel estavam vazias (cerca de 915 postos em todo o país).

A VOST avisa que estes dados constantes na plataforma Já Não Dá Para Abastecer “são compilados através de informação recebida dos utilizadores da mesma”. Por isso, “tratando-se de uma plataforma de crowdsourcing, os dados são meramente indicativos e sofrem alterações constantemente”. “A VOST Portugal efetuará todos os esforços para validar toda a informação que nos vai chegando”.

greve

Fonte: VOST Portugal

Fonte: VOST Portugal

Fonte: VOST Portugal

(atualizado às 19h15 com informação e mapa sobre as regiões mais afetadas, assinaladas a encarnado)

Táxis não precisam de dístico para abastecer na REPA

O governo esclareceu que os taxistas não precisam de qualquer dístico de identificação para abastecer nos postos de abastecimento REPA destinados aos veículos prioritários, dado que a viatura já se identifica por si própria.

Fonte do Ministério do Ambiente e da Transição Energética reconheceu à agência Lusa que “há alguns problemas de comunicação com os postos REPA que ainda não perceberam que os táxis não precisam de qualquer dístico identificativo”.

Os táxis foram incluídos na lista de entidades prioritárias que podem abastecer nos postos REPA e, dada a natureza dos veículos que já os identifica por si só, não necessitam de qualquer outro documento, assim como os carros prioritários dos bombeiros ou as ambulâncias, “estão autoidentificados”.

A mesma fonte oficial do ministério deu à Lusa como exemplo os veículos da EDP ou da EPAL que, fazendo parte dos veículos prioritários que podem abastecer nos REPA, podem não ser reconhecidos e, como tal, ter só acesso à rede graças a um dístico.

“Os postos ainda não perceberam que os táxis não precisam deste dístico”, reiterou.

Guerra de números: greve com adesão de 80%… ou 0,4%

A meio do primeiro dia da greve dos motoristas de matérias perigosas e quando o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebe o primeiro-ministro, António Costa, para fazer um ponto de situação, saem os primeiros números relativos à adesão a uma paralisação sem data para acabar. 80% estão parados, dizem os representantes do sindicato. Não chega a 1%, garantem os patrões.

A guerra dos números não é incomum, mas nesta caso parece extremar-se de acordo com o lado da barricada de onde saem os registos, com valores bem distintos num momento em que o que se sabe por certo é que Costa ainda afasta a possibilidade de ativas a requisição civil.

“Em Sines temos tudo parado, no Aeroporto de Lisboa o incumprimento é de 75% e da Petrogal saíram apenas 48 das 225 cargas previstas”, admitiu, ainda assim André Matias de Almeida, porta-voz da ANTRAM (Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias) que representa os patrões à mesa das negociações, em declarações à Lusa, apelando a que o governo decrete requisição civil porque os serviços mínimos, diz, não estão a ser garantidos.

Quanto aos motoristas, apontam números bem superiores, “na ordem dos 80% de paralisação”, com Pardal Henriques, porta-voz do sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, a sublinhar que a greve pode dura um dia, uma semana ou um mês.

 (Sara Matos / Global Imagens)

Camiões continuam a entrar e sair do centro logístico de Aveiras de Cima

Em Aveiras de Cima, os sindicatos estão neste momento presentes com cerca de 20 elementos mas sem os respetivos porta-vozes. Há várias horas que não há sinais de Pedro Pardal Henriques, por exemplo, que alegadamente terá abandonado o local para se dirigir à DGERT para apresentar provas que indiciam que os patrões da Antram estão a subornar camionistas que não estão escalados para os serviços mínimos, para trabalharem.

No local, onde permanece uma equipa de reportagem do Dinheiro Vivo, os camiões continuam a chegar camiões ao centro logístico de abastecimento de combustível, como se pode ver no vídeo.

Por seu lado, a Antram garante que os serviços mínimos não estão a ser cumpridos e pedem a António Costa que ative a requisição civil com urgência, porque não há motoristas disponíveis para garantir o abastecimento na parte da tarde.

Para garantir que a greve corre sem sobressaltos, o governo destacou cerca de 12 mil membros das forças de segurança, que estão presentes nos centros logísticos de abastecimento e em vários pontos cruciais do país.

Já na Petrogal, em Leça da Palmeira, os sindicatos presentes afirmaram que é altamente questionável que os serviços mínimos não estejam a ser cumpridos, até porque de manhã “mais de uma centena de camiões” entraram e saíram” carregados de combustível.

Marcelo Rebelo de Sousa recebe António Costa

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebe o primeiro-ministro, António Costa, para uma reunião de analise à greve dos motoristas de matérias perigosas e mercadorias, no Palácio de Belém, em Lisboa. A reunião

O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa (D), recebe o Primeiro Ministro Antonio Costa (E) para uma reunião de analise à greve dos motoristas de matérias perigosas e mercadorias, no Palácio de Belém, em Lisboa, 12 de agosto de 2019. RODRIGO ANTUNES/LUSA

Escolta policial à saída de Aveiras

Um comboio de 11 camiões carregados de combustível para os serviços mínimos, sob escolta policial, de saída da CLC de Aveiras.

A saída processou-se sem percalços. Cerca de três dezenas de sindicalistas acompanham, separados por uma grade, as saídas. Tem sido assim desde cerca das 8h00.

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ANTRAM quer requisição civil “urgente” por incumprimento dos serviços mínimos

A ANTRAM acusou os sindicatos de não estarem a cumprir os serviços mínimos na greve de motoristas e pede uma requisição civil “urgente”, disse o advogado André Matias de Almeida à Lusa.

“Em Sines, os serviços mínimos estão a ser incumpridos a 100%, no Aeroporto de Lisboa deveriam estar a 100% e estão a 25%, na Petrogal, por exemplo, deveriam ter sido feitas 225 cargas e foram 48”, refere o comunicado enviado pela Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) à agência Lusa.

Segundo o representante legal da Antram, “tudo corria normalmente até às declarações públicas” do representante do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, Pedro Pardal Henriques, hoje de manhã.

A Antram adianta ainda que há motoristas que “abandonaram as empresas para se juntarem a Pedro Pardal Henriques e há empresas que não têm ninguém para fazer os serviços mínimos hoje à tarde”.