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Greve europeia da Ryanair avança a 25 e 26 de julho

(Rui Oliveira / Global Imagens)
(Rui Oliveira / Global Imagens)

Bélgica, Espanha, Itália e Portugal avançam com greve a 25 e 26 de julho. Novas paralisações devem acontecer para restantes países noutras datas.

À terceira é de vez. Os sindicatos europeus de tripulantes de cabine da Ryanair vão avançar com a greve europeia conjunta de 24 horas nos dias 25 e 26 de julho, de forma a reivindicar a aplicação das leis de cada país onde os tripulantes operam, em detrimento das leis irlandesas, país onde está sediada a companhia low-cost.

Para já, Bélgica, Espanha, Itália e Portugal avançam com a paralisação no dia 25 e, no dia 26, a greve será em Bélgica, Espanha e Portugal. Na reunião que decorreu em Bruxelas, estiveram presentes representantes de outros países que não podem, ainda, juntar-se à greve nestas datas, uma vez que a lei nacional de cada um exige que o anúncio de greve seja feito com uma maior antecedência.

Desta forma, espera-se que depois desta primeira paralisação nos dias 25 e 26, haja novas datas de protesto para os restantes países.

A reunião desta quinta-feira, 5 , termina pelas 14h00 locais (13h00 em Lisboa), altura em que serão avançados mais pormenores das conclusões deste encontro.

Ryanair não cedeu às exigências

Depois da paralisação de três dias não consecutivos em Portugal, no mês de abril, decorreram dois encontros que juntaram as estruturas sindicais de forma a negociar datas e condições de uma greve conjunta europeia.

A 24 de abril decorreu uma primeira reunião em Lisboa, no qual ficou estipulado que, se até dia 30 de junho a Ryanair não cumprisse as exigências dos sindicatos a greve iria mesmo avançar. Durante o mês de maio foram realizadas duas reuniões entre a Ryanair e os sindicatos, promovidas pelo Ministério do Trabalho contudo, a transportadora irlandesa “manteve a mesma postura”, conforme afirmou ao Dinheiro Vivo, Bruno Fialho, do SNPVAC (Sindicato Nacional Do Pessoal De Voo Da Aviação Civil).

No fim de maio, Madrid acolheu o segundo encontro dos sindicatos, que, próximos do prazo limite imposto à companhia irlandesa, e sem uma resposta às reivindicações, chegaram a um consenso sobre as datas da paralisação. Travar esta greve era ainda uma possibilidade nesta altura, e estava nas mãos da Ryanair.

As condições salariais, o direito de usufruto de licenças de parentalidade, o fim dos processos disciplinares com base nas baixas médicas ou nos objetivos inerentes às vendas de bordo, são alguns dos motivos que estão na base das reivindicações sindicais.

Greve pilotos para 12 de julho

Também os pilotos da Ryanair na Irlanda, que são filiados na Associação dos Pilotos da Irish Airlines (IALPA) aprovaram recentemente uma greve de 24 horas para a próxima quinta-feira, 12 de julho. Em causa está a falta de progressos nas negociações com a companhia aérea sobre os salários e as condições de trabalho.

Após meses de negociações, a IALPA diz que a empresa não está a “levar a sério” as exigências dos pilotos e que não houve progressos suficientes em relação à melhoria salarial e condições de trabalho.

(Em atualização)

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