Hotelaria

Grupo Turim planeia novo hotel 5 estrelas em Lisboa

Turim Boulevard Hotel
Turim Boulevard Hotel

Plano de expansão tem prevista a abertura de seis novas unidades hoteleiras. Mas os irmãos Martins têm mais um projeto na manga.

O mercado pedia e o grupo acedeu. No dia 24 de março, o grupo Turim, liderado por Ricardo Martins, avançou com a abertura do primeiro hotel de cinco estrelas do grupo. Situado em Lisboa, em plena Avenida da Liberdade, o Turim Boulevard, já está a operar em pleno e tem casa cheia.

Mas com um ambicioso plano de expansão em marcha, que passa pela abertura de mais dois hotéis ainda este ano, e outros três em 2020, o CEO do grupo português admite que este modelo premium é para repetir. O próximo a nascer com classificação máxima será o Sintra Palace, que deverá abrir portas até ao final do ano e, está a preparar-se uma outra novidade: em data ainda por assinalar, e num local que Ricardo Martins ainda não revela, prepara-se o décimo terceiro hotel Turim em Lisboa e será, mais uma vez, de cinco estrelas. Antes disso nasce a 12ª unidade que já está a ser ultimada, na Avenida da Liberdade (4 estrelas).

“Há falta de oferta de unidades de cinco estrelas”, disse esta quinta-feira, Ricardo Martins, CEO do grupo Turim num encontro com jornalistas, onde a empresa quis assinalar, não a abertura da nova unidade hoteleira, mas a do restaurante Salitre, a nova aposta do grupo em restauração, numa carta assinada pelo chef Nuno Queiroz, que pretende valorizar a gastronomia portuguesa, através de um conceito moderno, económico e saudável – não se assuste, as sobremesas não têm açúcar, mas garantimos que são doces.

Ricardo Martins lembra que esta fase de expansão hoteleira surge depois de uma programação ponderada e que aproveita a boa vaga que o turismo em Portugal está a atravessar, mesmo numa altura em que “a euforia da procura já abrandou”. “Não podíamos continuar a crescer a dois dígitos. Se em 2018 conseguirmos superar o que foi feito em 2018, em volume de negócios, já é um bom ano”, referiu o responsável.

Para este ano prevê-se a abertura do hotel Turim Santa Maria, no Funchal, em setembro ou outubro, do Sintra Palace até final do ano, e, no ano que vem, nascem novas unidades em Coimbra, Porto, Ponta Delgada e da Av. da República.

O objetivo do grupo é rentabilizar a nova unidade que agora abriu na capital no prazo em torno dos 15 anos. Ricardo Martins prefere não avançar o valor de investimento que, no caso do restaurante rondou os 25 milhões de euros.

Mão-de-obra penaliza

Não é uma novidade. A mão-de-obra é a maior preocupação do setor turístico e o grupo Turim não é excepção. “Na hotelaria existem dificuldades [em arranjar mão-de-obra], em alguns departamentos mais do que noutros”, sublinhou o CEO do Grupo Turim, lembrando que “a oferta turística aumentou bastante o que dispersou muito os recursos humanos”, levando a que “em certas alturas do ano esteja a haver uma dificuldade grande” em contratar.

Ricardo Martins assume que a resistência vê-se desde logo na comparação mais simples: É mais atrativo ser-se empregado de mesa num restaurante de rua do que num restaurante de hotel porque a jornada diária é menos penosa.

Recorrer a mão-de-obra estrangeira? “Temos desenvolvido mecanismos para recorrer a esse tipo de recurso”, admitiu o responsável.

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