Huawei

Novo topo de gama da Huawei é um smartphone com 3 câmaras

Huawei P20

Estivemos no lançamento oficial, em Paris, dos novos P20 da Huawei. O seu líder disse-nos que quer chegar à liderança do mercado.

Foi a 27 de março, terça-feira, num Grand Palais lotado, em Paris, que a Huawei apresentou oficialmente ao mundo a sua nova coqueluche, o P20 Pro (chega em meados de abril e custa 899€) com não uma, não duas, mas três câmaras. O objetivo? “Chegar ao segundo lugar das vendas de smartphones na Europa e, eventualmente, ser mesmo líder”, disse-nos o CEO da marca chinesa, Richard Yu.

Curiosamente, a 6646 km de distância, em Chicago, poucas horas depois, a Apple apresentava os novos iPad mais baratos (369€ em Portugal), pensados para as escolas e com capacidade de usar a caneta eletrónica, a Apple Pencil.

Voltando a Paris, a Huawei garante que o uso de uma terceira câmara, que permite fazer um zoom ótico de 3x (superior às 2x do iPhone X), o uso de lentes com características inéditas num smartphone (com o apoio da Leica) e a utilização de inteligência artificial, vai trazer “uma revolução na captação de imagens com o telefone”. A marca anuncia mesmo resultados nas fotos, mesmo à noite, ao nível das câmaras digitais DSLR.

O lançamento da série P20 inclui também a versão média, ‘só’ com duas câmaras, P20 (custa 690, e a versão mais barata, P20 Lite). A moda dos smartphones com várias câmaras começou em 2016 – antes, os modelos lançados, nunca tiveram sucesso –, precisamente com as duas câmaras do Huawei P9 e o LG G5, no final desse mesmo ano surgiu também o iPhone 7 Plus.

Após o evento, tivemos oportunidade de falar com Richard Yu, numa pequena conferência de imprensa. O responsável da Huawei, a terceira que mais vende na Europa, só atrás da Samsung e da Apple, não quis falar do mercado norte-americano. A marca chinesa foi impedida de entrar no país por pressões do governo liderado por Donald Trump.

Sobre o novo produto, Yu mostrou uma ambição desmedida: “queremos chegar ao segundo lugar nas vendas de smartphones na Europa e no mundo em dois anos e, para isso, estamos a fazer melhor do que os outros”. O responsável da Huawei, marca com 11,6% de quota no mercado europeu (a Samsung teve 33% em 2017 e a Apple 18,3%), embora diga que o foco central da empresa não é liderar as vendas, admitiu que sonha com o dia em que a sua empresa vai liderar o mercado.

Questionado pelo Dinheiro Vivo sobre o futuro próximo do mundo dos smartphones, Richard Yu admitiu pela primeira vez que a Huawei deverá mesmo lançar smartphones dobráveis. “Estamos a trabalhar nisso, já com vários protótipos de telefones dobráveis, com ecrãs que dobram e vão permitir criar um pequeno tablet”, explicou-nos Yu, que admite que as outras empresas estão a fazer o mesmo. A diferença? “Nós estamos a investir como nunca em investigação e desenvolvimento, subindo todos os anos em 20%”. O que não há é data prevista para o lançamento das novas experiências.

Os lançamentos mundiais dos novos smartphones têm sido, há já alguns anos, na Europa. Será que a Huawei podia ponderar fazer um destes eventos em Portugal? “Adoro o vosso país, a vossa comida é maravilhosa, mas a falta de voos diretos torna um evento lá muito difícil para nós”.

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