Aceleração

Identificador de sangue português ganha concurso Protechting

Criam é uma startup de Braga que foi fundada em 2016. Vítor Crespo é o líder da equipa, que ganhou a edição de 2018 do programa Protechting.  (Fotografia: DR)
Criam é uma startup de Braga que foi fundada em 2016. Vítor Crespo é o líder da equipa, que ganhou a edição de 2018 do programa Protechting. (Fotografia: DR)

Criam é a startup vencedora da terceira edição do programa de aceleração promovida pela Fidelidade e Fosun. Vai receber prémio de dez mil euros.

Portugal esteve em destaque na terceira edição do programa de aceleração Protechting, promovido pela Fidelidade e pela Fosun. Duas das três melhores startups desta ronda são nacionais e conquistaram a atenção da iniciativa que conta ainda com o apoio da Luz Saúde e do banco alemão Hauck & Aufhäuser. A portuguesa Criam destacou-se ainda mais: por ter apresentado o melhor modelo de negócio, recebeu um prémio de 10 mil euros em dinheiro. Os vencedores foram anunciados esta semana, durante a Web Summit.

Esta startup desenvolveu um dispositivo médico portátil que identifica o tipo e subtipo de sangue em três minutos, detetando depois as doenças, algo que habitualmente só é possível fazer dentro dos hospitais e que demora cerca de 40 minutos, explicou o CEO, Vítor Crespo, em fevereiro de 2017. Este equipamento representa uma nova metodologia para a fenotipagem do sangue com base num cartucho (com os reagentes específicos para o teste).

A Wall-i, TV foi a segunda empresa portuguesa melhor classificada na final do Protechting. Criou um sistema operativo mais avançado de sinalização digital baseado em cloud, capaz de fornecer informação segmentada e versátil o suficiente para ser adaptável à apresentação de conteúdos dentro dos diferentes requisitos de contexto.

De França veio a CopSonic, que desenvolveu um novo protocolo de comunicação sem contacto que permite segurança digital, deteção inteligente e conectividade IoT entre dispositivos eletrónicos. Pode ser integrado por parceiros B2B nas atividades verticais e ambientes existentes. A transferência segura é obtida através de microfones.

Estes três projetos vão poder mostrar os seus produtos numa viagem à China, em dezembro, ter acesso a “alguns dos maiores investidores do mundo e ainda a oportunidade de integrar e desenvolver os seus negócios com a Fosun, Fidelidade, Luz Saúde ou Hauck & Aufhäuser”, refere a Fidelidade em nota de imprensa.

Na terceira edição, o programa Protechting “recebeu 157 candidaturas, das quais 100 foram aprovadas, de um total de 32 países. Na semana de bootcamp participaram no programa 25 startups, das quais foram escolhidas 15 finalistas para integrarem a semana de pilotos que selecionou seis startups para o pitch final no Web Summit”.

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