Incêndios: CDS-PP diz que “ministra já está demitida”

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, defendeu hoje que, perante as conclusões da comissão independente aos incêndios na região centro e as declarações do primeiro-ministro, a ministra da Administração Interna "já está demitida, só não sabe quando".

O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, defendeu hoje que, perante as conclusões da comissão independente aos incêndios na região centro e as declarações do primeiro-ministro, a ministra da Administração Interna “já está demitida, só não sabe quando”.


“Acho que perante este relatório, e perante até as respostas do senhor primeiro-ministro, a senhora ministra da Administração Interna já está demitida, só não sabe é quando”, afirmou Nuno Magalhães aos jornalistas, em conferência de imprensa, no parlamento.


Numa “leitura preliminar” ao relatório da comissão técnica independente sobre os incêndios ocorridos em junho em Pedrógão Grande e Góis, o CDS entende que ficou “claro que houve falha de planeamento, houve falha de comando, houve falha de ação, houve falha de meios no local certo e no momento certo”.


“Em suma, falhou a competência”, vincou o líder parlamentar do CDS, partido que tem vindo a pedir reiteradamente a demissão da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.


Sobre as acusações do deputado do PSD Carlos Abreu Amorim, segundo as quais alterações introduzidas na quarta-feira na comissão de Agricultura pelo PS “esvaziam” um diploma aprovado na generalidade para apoio às vítimas, Nuno Magalhães respondeu: “A meu ver, não esvaziam, mas diminuem”.


“Creio que não retira capacidade de resposta a estas vítimas”, considerou Nuno Magalhães, salientando, contudo, que “seria preferível” a versão original, que nasceu de um texto comum a partir de projetos do CDS, PCP e PSD.


De acordo com o deputado do PSD, na quarta-feira à noite, na Comissão de Agricultura, o PS apresentou uma série de iniciativas que “esvaziam” um diploma já aprovado na generalidade – com o acordo de PSD, CDS, PCP e BE – e que previa a criação de um mecanismo extrajudicial para um pagamento das indemnizações em cerca de seis meses.


“Aquilo que vai existir com este boicote parlamentar do PS, a que os partidos de extrema-esquerda aderiram, foi que as regras normais da indemnização é que vão passar a ser aplicadas nos casos dos lesados de Pedrógão”, acusou Carlos Abreu Amorim, considerando que em vez de seis meses vão ter de esperar “anos e anos” até poderem ser indemnizados.


O CDS-PP insistiu na necessidade de serem retiradas consequências políticas e falou em “cortinas de fumo” a serem lançadas pelo primeiro-ministro.


“Quando falo em cortinas de fumo quero dizer uma coisa muito simples: o senhor primeiro-ministro pode fazer os conselhos de ministros que entender, pode, e acho que faz bem, aprovar as medidas que entender, este relatório é seguramente um bom guião para medidas futuras, nós também o trataremos enquanto tal”, afirmou.


“Nada disto, e é este o compromisso que quero aqui reiterar e reafirmar, pode menorizar, secundarizar ou até fazer esquecer algo que é essencial: apurar, doa a quem doer, as responsabilidades políticas do que sucedeu”, destacou.


Nuno Magalhães argumentou que “o que sucedeu foi demasiado grave, teve consequências demasiadamente gravosas, para que se possa fazer uma espécie de virar de página para o futuro”.


“É preciso que este passado, em nome destas vítimas, em nome de um Estado de direito, em nome de um Estado de bem, seja claramente esclarecido e quem falhou seja responsabilizado por esse facto. Estou numa sede política, estou a falar de responsabilidades políticas”, sublinhou.


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