Incêndios: Região de Coimbra quer estrutura que apoie internacionalização das empresas

A comunidade intermunicipal da Região de Coimbra apelou hoje ao Governo para a criação de uma estrutura da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICECP) dedicada à internacionalização das empresas dos territórios de baixa densidade

A comunidade intermunicipal da Região de Coimbra apelou hoje ao Governo para a criação de uma estrutura da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICECP) dedicada à internacionalização das empresas dos territórios de baixa densidade


Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa após o final de uma reunião do Conselho Intermunicipal da Região de Coimbra e de um encontro entre estes autarcas e o ministro-adjunto, Pedro Siza Vieira, pode ler-se que, no documento entregue ao membro do Governo foi “sugerido reforço e capacitação das equipas técnicas dos Municípios e da comunidade intermunicipal, criação de uma estrutura da AICEP dedicada à internacionalização das empresas dos territórios de baixa densidade”.


A criação de um “programa de atração de recursos humanos qualificados, bem como reforço dos programas de transmissão de conhecimento do sistema I&D” é outra intenção da comunidade.


“A reversão da deslocalização dos serviços públicos de saúde, educação, justiça e apoio social, segundo os presidentes dos Municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) Região de Coimbra, é outra das prioridades no combate à desertificação dos territórios do interior, sendo medidas imediatas a criação de uma iniciativa de inovação rural, que inclua as incubadoras da região — IPN, BLC2 e Biocant”, refere ainda a nota.


Os autarcas também defenderam a “promoção da qualidade de vida nos territórios de baixa densidade, de modo a torná-los apelativos e alinhados com as novas tendências de consumo e a aprovação das candidaturas em rede submetidas pela CIM Região de Coimbra ao Programa Valorizar, decisão que consideram essencial na recuperação do potencial turístico dos territórios flagelados pelos incêndios”.


“Por seu turno, os presidentes dos Municípios da CIM Região de Coimbra elencaram um conjunto de questões que o ministro Adjunto Pedro Siza Vieira irá analisar, nomeadamente as diferenças nas comparticipações a particulares e empresas na região de Pedrógão Grande e nos municípios da CIM RC, acessibilidades e mobilidade, recuperação e ordenamento da floresta, avaliação do dispositivo de combate aos incêndios, dinamização da economia local e promoção dos produtos endógenos, justiça social, cadastro das propriedades e instalação da fibra ótica nos territórios do interior”, sintetiza a nota.


O governante, de acordo com a nota, “explicou que os problemas comuns aos sete municípios afetados pelos incêndios de junho alargaram-se, em outubro, a vários municípios da Região de Coimbra, pelo que o programa inicial está a ser revisto e alvo de discussão detalhada”.


“Questões como a governança, cronograma e mobilização de recursos humanos são questões prioritárias para o Ministro-Adjunto Pedro Siza Vieira, que defende um programa de revitalização que contribua decisivamente, entre outros, para a fixação das populações, e a definição de um modelo de desenvolvimento económico que concorra para a reabilitação os territórios afetados pela tragédia que assolou a região”, sublinha a informação enviada pela comunidade.


Acompanhado por João Paulo Catarino, coordenador da Unidade de Missão para a Valorização do Interior (UMVI), “o governante defendeu a cooperação entre várias entidades nomeadamente, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, a UMVI, Municípios e CIM no modelo de governança do programa de revitalização que está em curso, destacando a linha de apoio aos Municípios, no valor de 46 milhões de euros, para limpeza das faixas de segurança junto às habitações e vias de comunicação”.


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