Mobiliário

Indústria nacional deve apostar no ‘design’ para valorizar produtos

Fotografia:  Global Imagens
Fotografia: Global Imagens

Presidente da AICEP, Luis Castro Henriques. foi à abertura oficial do pavilhão de Portugal na London Design Fair.

A indústria do mobiliário e decoração de interiores deve apostar no ‘design’ para conseguir valorizar os seus produtos, defendeu esta quinta-feira, em Londres, o presidente da AICEP, Luis Castro Henriques.

“É muito importante que a nossa indústria valorize e perceba a vantagem que pode tirar do ‘design’ para ter peças únicas, peças que sejam mais valorizadas pelos seus clientes”, afirmou à agência Lusa, durante a abertura oficial do pavilhão de Portugal na London Design Fair, organizada pela AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

O espaço, intitulado “cru”, foi planeado pelo ‘designer’ Marco Sousa Santos com 12 marcas: Around the Tree, Herdmar, João Bruno Design, Mishmash, OffPortugal, Porventura, Riluc, Rui Alves, S. Bernardo, Stabörd, Sugo Cork Rugs, UTIL.

“São 12 empresas diferentes, alguns com produtos absolutamente inovadores, outros que já têm contratos em grandes cadeias de valor”, referiu Castro Henriques, que visitou o espaço juntamente com o secretário de Estado para a Internacionalização, Eurico Brilhante Dias.

Portugal duplicou este ano a sua participação nos vários eventos do London Design Festival, esta semana, para mais de 50 empresas, que envolveu marcas de mobiliário, iluminação, têxteis, azulejos, talheres, cerâmica ou adereços como autocolantes e cabides.

Esta mobilização coincidiu com as ações da Associação Nacional de Jovens Empresários, no âmbito da Portugal Fashion, durante a Semana da Moda de Londres, que encerrou na terça-feira.

“É muito importante para dar algum apoio a todo o trabalho feito esta semana da moda ao ‘design’, onde Portugal teve uma presença relevante na moda, no ‘design’, em tudo o que está ligado às industrias criativas”, vincou o presidente da AICEP.

“A incorporação do ‘design’ português na indústria, seja na indústria dos móveis ou outra, permite aumentar a margem das nossas exportações e, em termos de notoriedade do país, é fundamental para que haja uma noção mais alargada do alto valor acrescentado dos produtos que exportamos”, enfatizou.

No espaço da London Design Fair participam individualmente as marcas Ana Romero, Inspirações Portuguesas e My Friend Paco e, num espaço coletivo, Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (Aimmp).

Esta coordenou uma mostra de objetos de marcas como &Blanc, Bateye, Christophe de Sousa, De Fontes Furniture, Dome, Fertini, Gencork, Green Apple, Like Cork, Stabörd, That Place, Upa Kids e Wewood.

O presidente da Aimmp, Vítor Poças, referiu que a associação tem um programa para a certificação de peças de acordo com o seu valor em termos de tecnologia, qualidade e ‘design’ para integrarem a exposição Associative Design, que circula em várias feiras internacionais de decoração.

Segundo esta associação empresarial, as exportações da fileira da madeira e mobiliário para o Reino Unido atingiram os 246 milhões de euros em 2016, tendo acumulado um crescimento de 52% desde 2011.

O Reino Unido é o terceiro maior destino das exportações nacionais de madeira e mobiliário, depois da França e da Espanha, que ocupam as primeiras posições.

No geral, as exportações do setor das indústrias de madeira e mobiliário atingiram os 2,4 mil milhões de euros em 2016, segundo a aimmp.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje

Página inicial

fotografia: Luís Costa Carvalho

Corticeira Amorim investe oito milhões e inaugura nova fábrica nos EUA

António Mexia lidera a EDP desde 2005

António Mexia, CEO da EDP, ganhou 6.000 euros por dia em 2018

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Indústria nacional deve apostar no ‘design’ para valorizar produtos