Cambridge Analytica

Justiça. Jornalista que expôs Facebook lança campanha de angariação de fundos

FILE PHOTO: A 3-D printed Facebook logo is seen in front of displayed binary code in this illustration picture, June 18, 2019. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
FILE PHOTO: A 3-D printed Facebook logo is seen in front of displayed binary code in this illustration picture, June 18, 2019. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

Carole Cadwalladr deu a conhecer o escândalo Cambridge Analytica e enfrenta agora um processo movido por Arron Banks, promotor do Brexit.

A jornalista britânica que expôs globalmente o escândalo Cambridge Analytica, Carole Cadwalladr, arrisca ter de pagar mais de um milhão de euros num processo judicial por difamação movido por um dos promotores da saída do Reino Unido da União Europeia e lançou uma campanha de angariação pública de fundos na Internet com a qual conseguiu já recolher um valor próximo de 270 mil euros.

A investigação sobre o uso de dados pessoais de milhares de utilizadores do Facebook pela consultora britânica, para influência sobre as eleições presidenciais americanas e sobre o referendo do Brexit, publicada no ano passado, forçou o testemunho público de Mark Zuckerberg no Congresso dos Estados Unidos e levantou uma onda de preocupação, debate e regulamentação sobre o papel das redes sociais em processos eleitorais.

Agora, a jornalista está a ser acusada, pessoalmente, por difamação na justiça britânica. O autor da queixa é Arron Banks, co-fundador da campanha pelo Brexit e financiador do partido UKIP de Nigel Farage. Carole Cadwalladr – que investiga as relações entre Rússia, o presidente norte-americano, Donald Trump, e campanha do Brexit – acusou publicamente o empresário de receber dinheiro do governo russo em pelo menos duas ocasiões.

Banks pede uma indemnização não quantificada, mas que se acredita que poderá chegar ao valor de um milhão de libras, além de mais de 10 mil libras em custas judiciais.

A freelancer, que colabora com as publicações britânica Observer e The Guardian, escreve na sua página de crowdfunding que esta é uma tática para silenciar a investigação e apela a contribuições. “Cada cêntimo será gasto a apoiar o jornalismo, que é mais necessário que nunca”, diz.

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