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Laboratório de realidade virtual mais avançado da Península nasce em Vila Real

A patient undergoes a treatment by playing computer games in virtual reality at an eye-clinic in Martin, Slovakia, September 6, 2017. Picture taken September 6, 2017.  REUTERS/David W Cerny - RC1ACFC73840
A patient undergoes a treatment by playing computer games in virtual reality at an eye-clinic in Martin, Slovakia, September 6, 2017. Picture taken September 6, 2017. REUTERS/David W Cerny - RC1ACFC73840

O MASSIVE Virtual Reality Laboratory vai ser inaugurado na próxima semana e já dá abrigo a três diferentes projetos tecnológicos.

Vila Real vai ser o berço do laboratório de realidade virtual mais avançado da Península Ibérica. O MASSIVE Virtual Reality Laboratory vai ser inaugurado na próxima segunda-feira, dia 18, e estará localizado na Escola de Ciência e Tecnologia (PoloI) no campus da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Este projeto representa um investimento de 700 mil euros e, “ao contrário dos restantes laboratórios de realidade virtual existentes na Península Ibérica que apenas privilegiam o sentido da visão e da audição, o MASSIVE Virtual Reality Laboratory distingue-se por estudar a estimulação dos cinco sentidos em aplicações de realidade virtual, não só no que diz respeito à investigação fundamental, mas também a um nível aplicacional”, faz saber o INESC TEC (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência), em comunicado.

Outra das características diferenciadoras deste laboratório incide na capacidade de “criar ambientes mais credíveis e eficazes em áreas como a educação, treino e certificação” através do recurso à realidade virtual.

Ainda sem estar inaugurado, certo é que o MASSIVE já dá abrigo a três diferentes projetos. São eles o HDR4RTT, o DouroTUR e o TEC4GROWTH.

O projeto HDR4RTT é cofinanciado pelo Office of Naval Research, uma agência do Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América, e tem como objetivo investigar e desenvolver novos algoritmos para imagens de elevada gama dinâmica (HDR) para seguir e exibir de forma robusta, em tempo real, vários objetos em condições extremas de iluminação. Por sua vez, o projeto DouroTUR tem como objetivo colmatar o fosso existente entre as potencialidades do Douro e o seu desenvolvimento, maximizando o papel do turismo na estimulação da economia local, sob uma perspetiva sistémica e holística. Já a linha de investigação FOUREYES relativa ao projeto TEC4GROWTH tem como objetivo facilitar a captura, criação, transformação, distribuição e acesso a conteúdos audiovisuais de uma forma personalizada, imersiva e interativa”, explica o INESC TEC.

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“O objetivo agora é tornar o laboratório um espaço aberto à colaboração com a comunidade académica e industrial. Pretendemos apoiar a competitividade da economia recorrendo às soluções tecnológicas de que dispomos”, explica Maximino Bessa, investigador do Centro de Sistemas de Informação e Computação Gráfica do INESC TEC, responsável pelo laboratório, que também é docente na UTAD.

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