Turismo

Licenciados desempregados com segunda oportunidade no turismo

(DR)
(DR) Fotografia: Ana Margarida Pinheiro

O Turismo de Portugal e IEFP vão apostar em conjunto na formação profissional para o setor do turismo. Até ao final do ano devem ser abrangidas 15 mil pessoas, entre elas licenciados desempregados.

Mais formação para quem trabalha no turismo, mas também para quem quer mudar de profissão e tentar uma segunda oportunidade nesta área, em grande expansão. O Turismo de Portugal e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) assinaram esta quinta-feira um acordo de cooperação que quer ajudar a dar resposta a uma das queixas mais frequentes dos empresários do turismo: a falta de mão-de-obra qualificada.

Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, explica que este “acordo estratégico, que permite uma visão global e articulada da formação” no setor, tem quatro dimensões. “Uma é a de desenvolver campanhas de valorização das profissões do turismo. A outra é programas de conversão de desempregados com formação específica para que possam reconverter e dedicar-se à área”, podendo assim ajudar a diminuir os números do desemprego entre pessoas com o ensino superior, que atingiu as 72 mil pessoas no terceiro trimestre de 2018. Entre o leque de iniciativas desta parceria estão também “programas de formação de formadores para termos pessoas com capacidade de formar, jovens ou profissionais que já estão no setor, nas novas competências e vão ser também desenvolvidas ações ao nível regional – entre o IEFP e as escolas de turismo – no sentido de formar ativos no turismo”.

A expectativa do governo é que este programa de formação intensiva abranja cerca de 15 mil pessoas até ao final do ano, uma parte das quais poderá estrear-se no turismo.
Ainda assim, o governo faz questão de salientar que, nos últimos três anos, o setor recebeu cerca de 100 mil novos trabalhadores, “o que é muito significativo quando estamos a falar de um universo de cerca de 400 mil pessoas a trabalhar no turismo”.

“O que sentimos cada vez mais, e essa é a nossa grande aposta, é que os níveis de emprego no turismo têm se mantido estáveis ao longo de todo o ano”, estando assim a ser minimizados os efeitos da sazonalidade. De acordo com a AHRESP, a associação de restauração e hotelaria, a indústria do turismo precisava, já no ano passado, 40 mil novos trabalhadores.

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