Ligação direta entre a ilha Terceira e Madrid retomada em dezembro

A operação que liga a ilha Terceira, nos Açores, a Madrid, em Espanha, com voos semanais diretos, vai ser retomada em dezembro, depois de ter sido interrompida no final de outubro, foi hoje anunciado.

A operação que liga a ilha Terceira, nos Açores, a Madrid, em Espanha, com voos semanais diretos, vai ser retomada em dezembro, depois de ter sido interrompida no final de outubro, foi hoje anunciado.


“Terminámos no final de outubro e este ano, por impossibilidade operacional da SATA, não pudemos continuar, por isso, tivemos de procurar uma nova companhia aérea, que neste caso será a companhia Air Europa, a segunda maior no mercado espanhol”, adiantou o diretor geral da Portugal Tours, responsável pela operação.


Valentín Plamenov falava, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, numa conferência de imprensa conjunta com a secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro, e com o presidente da Associação Turismo dos Açores (ATA), Francisco Coelho.


O mercado espanhol é o terceiro com maior peso entre os estrangeiros no turismo dos Açores e o cancelamento da rota foi contestado pelos empresários da ilha Terceira.


Segundo a secretária regional, a SATA, companhia aérea detida pela região, justificou a falta de disponibilidade para dar continuidade a esta operação com “restrições operacionais relacionadas com a alteração da frota”, mas o operador, a tutela e a ATA “partiram para uma solução alternativa”.


“Estávamos a ultimar tudo para anunciar a retoma desta ligação entre a Terceira e Madrid ainda antes do final do ano, porque esta é, de facto, uma operação de elevada importância para a Terceira e para os Açores no seu todo”, salientou.


Questionado sobre a possibilidade de a decisão da SATA estar associada a uma alegada dívida à companhia aérea açoriana, o responsável da Portugal Tours rejeitou-o.


“Não tem nada a ver. Pode ser consultado o presidente da SATA. Desde o mês de maio que fomos informados que estavam a mudar a frota dos aviões e não tinham possibilidade de operar”, apontou.


Segundo Valentín Plamenov, a demora na contratação de uma nova companhia aérea prendeu-se com alguns constrangimentos do aeroporto da Terceira.


“Foi difícil encontrar uma solução, porque o destino Terceira tem algumas particularidades: o aeroporto é militar, fecha de noite, a meteorologia durante o inverno não é sempre propícia…”, explicou.


O diretor geral da Portugal Tours disse ainda que nos últimos dois anos a taxa de ocupação do voo foi de 98% e que a Terceira já é um destino “consolidado e procurado” em Espanha, mas salientou que o apoio da ATA é “fundamental”.


“Se não fosse pela Associação Turismo dos Açores não podíamos fazer esta operação ao longo do ano inteiro, por causa de toda a oferta que há no mercado”, apontou.


A secretária regional do Turismo garantiu, no entanto, que a apoio da ATA se prende apenas com ações de marketing junto do mercado espanhol.


“As operações não podem ser apoiadas [financeiramente]. Isto está impedido em termos legais. O que nos compete enquanto região, e através da Associação Turismo dos Açores, é criar as condições promocionais, em termos de divulgação do destino e investimento na notoriedade do mesmo nos mercados-alvo para facilitar a venda do mesmo”, frisou.


A rota será retomada a 27 de dezembro, por cerca de um ano, com uma aeronave com capacidade para 165 passageiros, mais 21 do que a anterior, estimando a operadora um aumento de 1.300 passageiros durante esse período.


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