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Mais de oito milhões de pessoas devem abandonar Venezuela até 2020

Voluntários da Cruz Vermelha na Venezuela (REUTERS/Manaure Quintero)
Voluntários da Cruz Vermelha na Venezuela (REUTERS/Manaure Quintero)

A Portugal, chegaram até março mais de 10 mil luso-venezuelanos e três mil venezuelanos, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Mais de oito milhões de venezuelanos terão deixado o seu país até ao final do próximo ano naquela que se antecipa que seja a maior crise de deslocados do mundo. O alerta partiu da Organização dos Estados Americanos (OEA), num relatório publicado ontem com um apelo à comunidade internacional para que se reconheça os refugiados e garanta proteção às populações que abandonam o país de Nicolás Maduro.

Segundo a OAS, até ao final deste ano terão abandonado a Venezuela até 5,7 milhões de pessoas, número que se estima que possa chegar aos oito milhões até 2020, tornando a crise venezuelana na maior crise de deslocados do mundo. O conflito da Síria, numa guerra prolongada por oito anos, terá gerado 6,3 milhões de deslocados, originando até aqui o maior movimento de refugiados e migrantes de sempre.

“Apelamos à comunidade internacional para que dê uma resposta global à crise dos refugiados e migrantes venezuelanos. Esta não deve ser considerada uma questão regional e ainda menos uma questão sub-regional”, defende o documento de um grupo de trabalho da organização dedicado à crise da Venezuela.

O relatório estima em quatro milhões o número de deslocados atuais da Venezuela, dois milhões dos quais em situação irregular, e apela ao reconhecimento do estatuto de refugiado, propondo igualmente a criação de um documento de identificação regional que possibilite a circulação na América Latina.

Segundo a OEA, 1,3 milhões de venezuelanos encontram-se hoje na Colômbia, o país com maior influxo de deslocados. Seguem-se o Peru, com 768 mil, o Chile (288 mil), Equador (263 mil), Brasil (168 mil), Argentina (130 mil), panamá (94 mil), Trindade e Tobago (40 mil), México (39 mil) e Guiana (36 mil).

Fora da América Latina, Portugal terá acolhido até março último dez mil luso-venezuelanos e três mil venezuelanos, de acordo com os dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

 

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