Ministro da Agricultura pede banca proativa para projetos sem financiamento comunitário

O ministro da Agricultura disse hoje, em Santarém, esperar proatividade da banca na procura de soluções de financiamento para os projetos que não sejam contemplados no Programa de Desenvolvimento Rural, dada a enorme quantidade de intenções de investimento recebida.

O ministro da Agricultura disse hoje, em Santarém, esperar proatividade da banca na procura de soluções de financiamento para os projetos que não sejam contemplados no Programa de Desenvolvimento Rural, dada a enorme quantidade de intenções de investimento recebida.


Capoulas Santos, que hoje encerrou o seminário “Cooperar para Exportar”, promovido pelas Caixas de Crédito Agrícola e pelo Portugal Fresh, no âmbito da Feira Nacional da Agricultura, que decorre até domingo em Santarém, declarou a sua satisfação com a referência feita à operacionalização de linhas de crédito do Banco Europeu de Investimento (BEI).


“É uma iniciativa que se enquadra na perfeição naquela que é uma das principais apostas estratégicas do Governo, pois tem que ver com a exportação e com o que está associado a montante, que é o investimento”, disse.


Referindo que Portugal tem atualmente contratados mil milhões de euros do PDR 2020, sendo o quarto Estado membro com a melhor taxa de execução, o ministro afirmou que, contudo, está “confrontado” com um “magno problema que só pode ser solucionado com uma atitude muito proativa da banca portuguesa”.


Capoulas Santos afirmou que, só em 2015, foram recebidas intenções de investimento igual às dos sete anos do anterior Programa de Desenvolvimento Rural (ProDeR).


“Isto é, no primeiro ano do PDR 2020, na agricultura, que tem uma dotação financeira semelhante à do quadro anterior, recebemos sete vezes mais candidaturas, o que significa que será impossível satisfazer todas elas com os instrumentos financeiros tradicionais”, declarou.


Para o ministro, esta situação coloca o “desafio” de encontrar novas fontes de financiamento para aproveitar “o enorme otimismo que existe no setor e se traduz numa enorme apetência por investimento”.


“Sendo o investimento na agricultura associado aos ciclos na natureza, têm de ser encontradas fórmulas de financiamento em termos de prazos e de juros que sejam compatíveis com esta realidade”, frisou.


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