Nanotecnologia impulsiona empresas do Norte a competirem internacionalmente

Redes que permitem atrair peixes e roupas que se limpam pela luz solar são exemplos das aplicações tecnológicas desenvolvida pelo centro de nanotecnologia CeNTI, que têm permitido "potenciar as empresas do Norte a nível internacional", revelou hoje o diretor.

Redes que permitem atrair peixes e roupas que se limpam pela luz solar são exemplos das aplicações tecnológicas desenvolvida pelo centro de nanotecnologia CeNTI, que têm permitido “potenciar as empresas do Norte a nível internacional”, revelou hoje o diretor.


Através da incorporação de novas tecnologias e meios interativos em produtos já existentes, as equipas de investigadores do centro “auxiliam as empresas a tornar os seus produtos mais competitivos no mercado”, afirmou à Lusa o diretor de operações do CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes com sede em Vila Nova de Famalicão.


“Ajudamos as empresas a diferenciarem-se e a liderarem pela qualidade, mas também pela inovação. Esta região do Norte tem um conjunto de condições extremamente favoráveis e únicas a nível nacional, o que permite uma maior proximidade e colaboração entre as empresas, os centros, mas também com as universidades”, salientou.


Soluções na área têxtil, como peças de roupa incorporadas com tecnologias que permitem uma limpeza automática, ou até um sistema antimicrobiano, foram duas das funcionalidades desenvolvidas pelo centro nanotecnológico de Famalicão, no distrito de Braga.


“Esta são soluções que permitem uma maior limpeza, sustentabilidade, visto que há até materiais que se limpam com ação da luz solar”, contou.


Segundo João Gomes, foi através do projeto Nanotech@NortePT, finalizado em maio, que as equipas do centro conseguiram “incorporar os produtos de sistema inteligentes”, mas também “sensibilizar a sociedade para o potencial destas novas tecnologias”.


“O potencial destas novas tecnologias não é apenas importante ao nível da economia, visto que permite a criação de emprego, mas também porque ajuda a melhorar a nossa qualidade de vida”, sublinhou o diretor de operações.


Um dos vários produtos inovadores é um rodapé que deteta inundações, desenvolvido pelo centro e pela Sonae Indústria de Revestimentos, que conectado com o telefone comunica se houver algum incidente na cozinha.


Assim como as redes de pesca industriais, que através de um sistema incorporado de iluminação, permitem aos pescadores identificarem a posição das redes em alto-mar, mas também atrair mais peixe.


Segundo João Gomes, neste momento, o CeNTI, em colaboração com as Universidade do Minho, Porto e Aveiro, está a desenvolver 52 projetos nacionais e 16 relacionados com o programa europeu Horizonte2020 nas áreas de metalomecânica, materiais de construção, área têxtil, médica e de mobilidade.


“O único objetivo e missão do CeNTI é valorizar a indústria nacional através desta transferência de conhecimento e soluções tecnológicas para os seus produtos e processos”, acrescentou.


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