aviação

TAP triplica voos para os Estados Unidos até 2019

David Neeleman e Humberto Pedrosa. Fotografia: D.R.
David Neeleman e Humberto Pedrosa. Fotografia: D.R.

David Neeleman quer por TAP a voar 70 vezes por semana para a América

Até 2019, a TAP deverá mais do que triplicar o número de voos para os Estados Unidos da América, afirmou esta quinta-feira David Neeleman. O objetivo do gestor é passar a fazer 70 voos semanais para o seu país Natal porque, salienta, muitos norte-americanos ainda não sabem que querem conhecer Portugal.

“No ano passado tínhamos 8 voos por semana [para os EUA], agora temos 23 por semana e esse número, eu quero levantar até 70 vezes por semana nos próximos 3 anos”, afirmou aos jornalistas à margem do 28º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo, organizado pela AHP em Ponta Delgada.

Os grandes planos de David Neeleman contam com os novos aviões A320 neo, que a TAP começa a receber a partir do final de 2017 e que, segundo o responsável, poupam 60% mais do que os A330.

“Quando vamos começar a receber teremos mais flexibilidade para fazer voos para os EUA, Washington, Providence…”, disse o fundador da companhia aérea Azul e acionista privado da TAP.

A aposta da companhia aérea nacional acontece numa altura em que se espera trazer mais meio milhão de turistas norte-americanos a Portugal até 2018 fenómeno potenciado pelo stopover, o programa da TAP que incentiva turistas a ficarem em Lisboa e no Porto de forma gratuita por dois ou três dias, antes de seguirem viagem para a Europa.

E quantos já utilizaram o programa? 30 mil desde o seu lançamento em julho deste ano. A 27 de setembro, a propósito do Dia Mundial do Turismo, Neeleman adiantou que o stopover já tinha atraído 20 mil pessoas. Isto significa que em pouco mais de 1 mês houve 10 mil turistas da América e Brasil a utilizarem este programa.

“O problema com Portugal é a falta de acesso. A gestão nos últimos 15 anos [da TAP] foi brasileira e por isso tem estado muito focada no Brasil. Agora temos o Brasil, mas temos também conhecimentos dos EUA para ajudar o reconhecimento de Portugal”, afirmou o gestor.

*Em Ponta Delgada, a convite da AHP

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