Novo Banco vendeu operação na Venezuela por 272 mil euros

O Novo Banco disse hoje, em comunicado ao mercado, que a venda dos ativos e passivos da sua sucursal na Venezuela rendeu 272 mil euros.

O Novo Banco disse hoje, em comunicado ao mercado, que a venda dos ativos e passivos da sua sucursal na Venezuela rendeu 272 mil euros.


“O Novo Banco informa que o valor de venda dos ativos e passivos da Sucursal na Venezuela do Novo Banco ao Bancamiga, Banco Universal, C.A, da Venezuela, ascendeu a 11.707.500 mil bolívares venezuelanos (aproximadamente 272 mil euros ao cambio DICOM–BCV de 28 de fevereiro de 2018)”, lê-se na informação à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).


Segundo o banco, esta venda não tem impacto em resultados uma vez que a operação na Venezuela foi “totalmente provisionada em 2017”.


Na quinta-feira foi conhecido que o Novo Banco ia deixar de ter atividade bancária na Venezuela com a venda da sua operação naquele país ao Bancamiga. Contudo, então não era referido o valor do negócio.


Desde outubro passado, o Novo Banco pertence maioritariamente (em 75%) ao fundo norte-americano Lone Star, mantendo o Fundo de Resolução bancário os restantes 25%.


A compra do Novo Banco não implicou o pagamento de qualquer preço, tendo o Lone Star acordado injetar 1.000 milhões de euros no Novo Banco para o capitalizar.


Segundo a imprensa, referente a 2017, o Novo Banco poderá apresentar prejuízos entre 1.000 e 2.000 milhões de euros referentes a 2017.


O Governo já admitiu que o Estado poderá injetar este ano mais dinheiro no Novo Banco, ao abrigo do mecanismo de capital contingente acordado com a Lone Star (que prevê um máximo de injeção de 3,89 mil milhões de euros), caso haja perdas no banco que afetem o rácio de capital.


O Novo Banco foi criado em agosto de 2014, aquando da resolução do BES. Apesar de ter sido criado como o ‘banco bom’, ficou no seu balanço com muitos ativos problemáticos do ex-BES.


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