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Novo malware rouba criptomoedas

Fotografia: DR
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Foram roubarados mais de 23 bitcoins, o equivalente a 120 mil euros". Valores totais de outras carteiras atingem "vários milhares."

A Kaspersky Lab detetou um novo malware que rouba criptomoedas da carteira do utilizador, substituindo o seu endereço na área de transferência do dispositivo.

De acordo com o comunicado divulgado esta quarta-feira pela empresa de cibersegurança, os “hackers foram bem sucedidos com as carteiras de bitcoins, tendo roubado mais de 23 BTC, o equivalente a 120 mil euros”. Os valores totais de outras carteiras variam “entre poucos dólares a vários milhares.”

“A criptomoeda já não é algo do futuro. Está a tornar-se cada vez mais habitual e a sua utilização está a estender-se a todo o mundo ao mesmo tempo que se torna num objeto mais atrativo para os hackers. Ultimamente, temos observado um aumento nos ataques de malware dirigidos a diferentes tipos de criptomoedas e acreditamos que esta tendência vai aumentar. Os utilizadores que considerem investir em criptomoedas neste momento devem assegurar que contam com a proteção adequada “, afirma Sergey Yunakovsky, analista de malware na Kaspersky Lab.

A empresa de cibersegurança diz mesmo que “0s ladrões de criptomoedas estão a por em risco os ‘criptoaforros’ dos utilizadores”.

O novo trojan”CryptoShuffler” foi desenvolvido para “mudar” as direções das pastas das criptomoedas dos utilizadores na área de transferência do dispositivo infetado (uma ferramenta do software utilizada para o armazenamento de dados a curto prazo).

“Na maioria das criptomoedas, quando um utilizador as deseja transferir para outro, precisa de conhecer a identificação da carteira do destinatário, um número único composto por vários dígitos. É assim que o CryptoShuffler aproveita a necessidade do sistema de trabalhar com estes números”, refere o comunicado.

Os analistas da empresa revelam ainda que o CryptoShuffler começa a monitorizar a área de transferências do dispositivo usado pelos utilizadores para realizar o pagamento, o que implica “copiar os números das carteiras e detetá-las na linha de ‘endereço’ do software utilizado para realizar uma transação”.

“O trojan substitui a carteira do utilizador pela carteira do criador do malware, o que significa que, quando o utilizador vai buscar o endereço da carteira no endereço de destino, não é a direção para onde originalmente queria enviar o dinheiro. Como resultado, a vítima transfere o seu dinheiro diretamente para os hackers, a não ser que o utilizador detete a substituição atempadamente”.

 

 

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