OE2018: Líder do BE quer mais escalões de IRS para “aliviar” trabalhadores

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu hoje a criação de mais escalões de IRS no Orçamento do Estado para 2018 para "aliviar" os rendimentos dos trabalhadores e pensionistas.

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu hoje a criação de mais escalões de IRS no Orçamento do Estado para 2018 para “aliviar” os rendimentos dos trabalhadores e pensionistas.


“Para o BE é tão simples quanto isto: criar [mais] escalões de IRS para aliviar os rendimentos do trabalho, garantir que quem vive do salário ou da pensão para a qual contribuiu toda uma vida não tenha aumento de impostos e, pelo contrário, tenha alívio nos seus rendimentos”, disse Catarina Martins, em Beja.


Catarina Martins falava numa sessão pública no âmbito das candidaturas do BE à Câmara e à Assembleia Municipal de Beja nas eleições autárquicas deste ano, marcadas para dia 01 de outubro.


“E se for preciso cobrar mais, temos mesmo que fazer justiça fiscal cobrando os impostos devidos aos rendimentos do património e do capital e, para isso, cá estamos para um englobamento do IRS, que permita mais justiça fiscal ao mesmo tempo que se protegem os rendimentos de quem trabalha”, defendeu.


Segundo Catarina Martins, “não é uma questão de saber se o passo a dar para mais justiça no IRS é maior ou não do que permite o país, é fazer a escolha pela justiça fiscal sabendo aliviar quem foi sacrificado e tendo a coragem de cobrar impostos a quem nunca pagou a sua parte devida”.


Catarina Martins disse que o ministro das Finanças do anterior Governo PSD/CDS-PP, Vítor Gaspar, “reduziu os escalões de IRS e, ao fazê-lo, cobrou muito mais impostos a quem vive do seu trabalho”.


Desta forma, “conseguiu fazer uma coisa de extraordinária injustiça”, ou seja, “concentrar esse aumento de impostos em pessoas” que recebem os “chamados salários médios em Portugal”, os quais “são tão baixos, que obrigam a tanta ginástica para se chegar ao fim do mês, e tiveram uma penalização tão grande no IRS”.


Por isso, insistiu, “é necessário criar mais escalões de IRS que respondam a estas pessoas, a quem teve os maiores aumentos de impostos de todos e que são a generalidade das famílias que pagam impostos”.


Na sua intervenção, no primeiro dia do prazo dado pelo Governo para o início do novo ano letivo, Catarina Martins também defendeu a vinculação ao Estado dos 11 mil professores que todos os anos são contratados porque “são necessários”, mas “não estão nos quadros” do Ministério da Educação.


Catarina Martins prosseguiu, afirmando: “Se sabemos que são necessários todos os anos 11 mil professores mais nas escolas do que aqueles que estão nos quadros, pois este é o momento de vincular esses 11 mil professores”.


“Se todos os anos as escolas precisam de mais 11 mil professores, porque é que todos os anos obrigamos professores a estarem de coração na mão sem saberem onde é que vão trabalhar, a saltitar de terra em terra, e escolas sem saberem qual é o corpo docente com que contam, porque estão até à última da hora sem saberem as equipas que têm para trabalhar”, rematou.


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