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Pedro Lino: “Espero que se tenha acordado para o risco do investimento nas SAD”

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Pedro Lino, administrador da Dif Broker, considera que as obrigações têm vantagens para as SAD mas riscos para os investidores.

Nos últimos anos, as SAD têm intensificado a emissão de obrigações. O recurso a este instrumento é positivo para as SAD? E para os investidores, representa riscos?

Para as SAD é positivo, uma vez que diversificam o risco dos empréstimos bancários. Já os investidores têm de perceber que associado a uma taxa de juro mais elevada temos um risco também mais alto, uma vez que este tipo de atividades não é previsível, ao contrário dos cash-flows de uma empresa de energia, distribuição ou banca.

O adiamento do reembolso do Sporting pode afetar a confiança dos investidores?

Deverá alertar os investidores para o risco de investimento em obrigações das SAD em geral. É um problema que pode ser comum a todos os clubes, e esse risco não deve ser menosprezado. Aliás, as próprias SAD têm consciência dos riscos do seu negócio, e uma prova disso é que aceitam pagar juros elevadíssimos.

Os acontecimentos das últimas semanas e a maior crispação no futebol português podem ter impacto nos patrocinadores e investidores?

Os patrocinadores não querem estar ligados a marcas com imagem negativa. Quer dizer que no caso do Sporting tem de existir uma punição clara, como expulsão dos membros que organizaram os atos de violência. De uma forma geral, espero que esta situação tenha acordado os investidores para o risco do investimento nas SAD e, se o fizerem, mesmo com promessa de juro elevado, apenas o devem fazer se o dinheiro investido não lhes fizer falta para os seus planos futuros.

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