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Polícia Judiciária realiza megaoperação em repartições das Finanças

Vários quadros das Finanças estão sob investigação por suspeitas de receberem 'luvas' de empresários

A Polícia Judiciária, em colaboração com o Ministério Público, estão a realizar esta terça-feira buscas domiciliárias e em várias repartições de Finanças por suspeitas de corrupção. Neste momento já há mais de 10 detidos, entre os quais, oito responsáveis da Autoridade Tributária.

Em causa estão “factos suscetíveis de integrarem crimes de corrupção passiva e ativa”, em que estão incluídos, como suspeitos, “técnicos de administração tributária, inspetores tributários, chefes de finanças, um diretor de serviços da Autoridade Tributária, um diretor de finanças adjunto, um membro do Centro de Estudos Fiscais e Aduaneiros, advogados, técnicos oficiais de contas e empresários”, de acordo com um comunicado divulgado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A instituição liderada por Joana Marques Vidal detalha que estão em causa alegadas ligações que terão sido estabelecidas entre alguns suspeitos, funcionários da Autoridade Tributária, e técnicos oficiais de contas, advogados, empresários, outros prestadores de serviços na área tributária e contribuintes que se mostrassem dispostos a pagar quantias monetárias ou outros proventos para que lhes fosse fornecida informação fiscal, bancária ou patrimonial de terceiros e consultadoria fiscal”.

Há suspeitas destes funcionários terem recebido ‘luvas’ de empresários, “a troco de dinheiro ou de outros bens”. Contactado pelo Dinheiro Vivo, o Ministério das Finanças indica que a Autoridade Tributária está a colaborar na “investigação criminal da Policia Judiciária neste processo”.

Esta operação envolve buscas em mais de 100 locais, sobretudo na Grande Lisboa, e conta com a participação de mais de 200 funcionários da Polícia Judiciária, da Unidade Nacional de Combate à Corrupção.

(Notícia atualizada pela última vez às 12h30 com mais detalhes das investigações)

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