Projeto de literacia financeira alargado a mais 35 municípios, 11.500 portugueses já formados

A presidente da Fundação António Cupertino de Miranda, no Porto, anunciou hoje, Dia Mundial da Poupança, o alargamento da iniciativa "No Poupar Está o Ganho", que já formou 11.500 portugueses, a 35 municípios da região norte.

A presidente da Fundação António Cupertino de Miranda, no Porto, anunciou hoje, Dia Mundial da Poupança, o alargamento da iniciativa “No Poupar Está o Ganho”, que já formou 11.500 portugueses, a 35 municípios da região norte.


“Nesta 8.ª edição vamos iniciar a terceira fase do projeto e vamos começar a trabalhar com 35 municípios. Saímos da Área Metropolitana do Porto (AMP) para trabalhar também com os municípios das comunidades intermunicipais do Tâmega, do Ave, do Cávado e do Alto Minho”, afirmou Maria Amélia Cupertino de Miranda.


Em declarações à Lusa, a presidente da Fundação Dr. António Cupertino de Mirada sublinhou que “a ambição é formar uma nova geração de consumidores, muito mais informados e financeiramente educados”.


Nesta edição, serão abrangidos pelo projeto cerca de seis mil alunos de todos os níveis de ensino, de 300 turmas de escolas de 35 municípios, mas a iniciativa, que visa promover a literacia financeira, teve início em 2010, tendo formado desde então mais de 11.500 alunos.


Transferir conhecimento para capacitar jovens a tomar decisões financeiramente corretas, criar uma nova geração de consumidores informados e incluir a educação financeira nos projetos educativos para com isso promover a mudança de vida de todos os envolvidos (alunos, pais e professores) são os principais objetivos deste projeto.


“O projeto distingue-se pela continuidade com que se implementa, é um projeto chave na mão que fornece a todos os professores e alunos todos os recursos pedagógicos para ser implementado”, disse Maria Amélia Cupertino de Miranda.


São ministradas ações de formação aos professores pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto e são disponibilizados cadernos, uma plataforma e ‘e-learning’, com todos os conteúdos programáticos do referencial de educação financeira, fichas de atividades, fichas temáticas e planos de aula.


Segundo a presidente da fundação, os parceiros “muito fortes e muito credíveis”, como o Banco de Portugal, a Universidade do Porto (Faculdade de Economia) contribuem para o sucesso do projeto que é certificado pelo IES – centro de informação e investigação em empreendedorismo social.


“Houve mudanças estruturais, hoje temos de ser financeiramente competentes e capazes para poder fazer escolhas e, para isso, temos de nos adaptar e viver segundo os nossos meios. E isso é educação financeira”, sublinhou, frisando que “o ‘boom’ desta iniciativa deve-se ao facto de dar resposta a uma necessidade real das pessoas e de ter por trás parceiros muito credíveis”.


O “desafio” da fundação é “passar para a opinião pública a importância da educação financeira e envolver nesta missão todos os atores da sociedade, a comunicação social, escolas, académicos, famílias, empresas e decisores políticos”.


“É um erro pensar que a educação financeira é só para pobres, é claro que é para pobres, porque têm de acabar com o ciclo de pobreza em que estão inseridos, têm de saber fazer escolhas, mas também é para ricos, porque os ricos também ficam pobres e também para a classe média, porque as pessoas tem de saber lidar com o dinheiro e ter com ele uma relação saudável”, considerou a responsável.


Em seu entender, “entre a vida e o dinheiro tem de haver uma relação saudável, para que se possa adaptar os meios às necessidades, porque só assim se pode ter uma vida muito mais equilibrada e mais feliz”.


Numa altura em que as estatísticas revelam que uma em cada quatro pessoas vive num estado de pobreza e que em Portugal o nível de endividamento das famílias portuguesas tem vindo a registar valores próximos dos 130% do rendimento disponível, a responsável considera “cada vez mais premente apostar em políticas e projetos que contribuam para a solução deste problema”.


Foi neste contexto que a Fundação desenhou um projeto de educação financeira que procura responder à necessidade de preparar os jovens, e não só, para “enfrentar cenários financeiros cada vez mais arriscados e complexos”.


A cerimónia de lançamento da 8.ª edição, agendada para as 16:00, contará com a presença da ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, e do reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, entre outras personalidades.


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