Turismo

Quinta de la Rosa estreia-se na cerveja artesanal e abre restaurante no Douro

Gouvães do Douro,21/09/2015 - Vários turistas aproveitam a nova oferta da Quinta de La Rosa, pagando para cortarem uvas. Esta tarde, vários turistas oriundos de vários Países ingressaram nessa aventura. 


(Rui Manuel Ferreira / Global Imagens)
Gouvães do Douro,21/09/2015 - Vários turistas aproveitam a nova oferta da Quinta de La Rosa, pagando para cortarem uvas. Esta tarde, vários turistas oriundos de vários Países ingressaram nessa aventura. (Rui Manuel Ferreira / Global Imagens)

Aposta de 3,5 milhões de euros em hotelaria e restauração, a somar à produção de vinho e cerveja artesanal, atrai mais turistas

Neste ano as vindimas começaram mais cedo e hoje, 9 de setembro, a Quinta de la Rosa já vai receber visitantes apaixonados por esta atividade agrícola, no âmbito do programa de enoturismo I Trod La Rosa 2017. O dia começa na vinha e o almoço é servido no novo restaurante Cozinha da Clara, recém-inaugurado pela própria Sophia Bergqvist, proprietária e umas das herdeiras de Claire Feuerheerd, sua avó.

A Quinta de la Rosa produz vinhos desde 1815 e está na posse da família desde 1906, mas coube a Sophia renová-la, investir 3,5 milhões de euros desde 2011, e torná-la um símbolo moderno do Alto Douro Vinhateiro. “Depois de concluído o projeto da nova sala de provas, loja e receção – uma obra cara mas que se pagou em apenas seis meses -, sentimos necessidade de ter um restaurante e o Cozinha da Clara é uma homenagem à minha avó”, conta Sophia, enquanto mostra o restaurante a um grupo de jornalistas. Aos comandos dos tachos está o chefe Pedro Cardoso com Pedro Esteves, uma dupla que veio do Aquapura Douro Valley, atual Six Senses. “O chefe vai começar a fazer as receitas da minha avó!”, revela Sophia. As iguarias têm raiz portuguesa e os vinhos, escolhidos pelo enólogo da quinta, Jorge Moreira, são os da casa. O que antes era um armazém de vinho foi transformado num restaurante moderno, onde sobressaem as madeiras e o traço do arquiteto Belém Lima.

Produtora de vinhos do Douro e Porto, azeite e vinagre, a quinta tem 55 hectares dispersos por várias vinhas, incluindo a mítica parcela Vale do Inferno, onde nascem as uvas do mais conhecido vinho desta propriedade, com o nome homónimo e que exibe dos muros mais altos que podem apreciar-se nas vinhas do Douro, tendo contribuído para que a região fosse classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.

A casa produz 300 mil garrafas de vinho por ano, 80% vendidas no estrangeiro, e neste mês anunciou o fabrico e a comercialização de cerveja artesanal La Rosa IPA, que “resulta de um blend em que metade estagiou num velho casco de vinho branco e a outra metade em cuba de inox”, conta Sophia. Para breve, avançará com a cerveja La Rosa Lager.

Em cima do Pinhão, onde o Douro curva as suas águas e as suas margens, como que a fazer pose para a fotografia, a quinta exibe um novo investimento hoteleiro em 12 quartos. A casa principal da família “está igual ao tempo em que a minha avó lá vivia, com os tetos pintados à mão, móveis e louças inglesas”, diz a britânica, enquanto abre a porta da casa, que fica mesmo em cima do rio que tirou a vida ao barão de Forrester, em 1861. As receitas turísticas duplicaram em 2016 face a 2015, revela a proprietária, sobretudo com ingleses e americanos, e só 16% são portugueses.

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