Relva molhada

Marcelo
quer Marques Mendes. Para o lugar de Relvas no Governo, para articular o PSD,
para não fazer sombra no comentário, para alinhavar uma candidatura a Belém.
Marcelo quer Marques Mendes porque percebe a fragilidade de Passos, os arrepios
no Governo, o chumbo para o canhão da oposição, o gozo de Alberto João.

Nas
últimas duas semanas, Miguel Relvas foi o bombo deste Governo, mas o problema
esteve sempre nos números, nunca nos graus académicos do ministro. Como Pedro,
Passos negou três vezes o mal que estava evidente. Primeiro com os números do
desemprego, que estão numa espiral descontrolada. Depois com as previsões para
o défice, que em maio mostraram a fragilidade das contas públicas. E, por
último, no que parece evidente: que Portugal precisa de negociar o seu prazo de
ajustamento sob pena de morrer pelo caminho.

O país – e pior, a oposição –
parecem desconcentrados com Relvas quando deviam estar preocupados com Gaspar.
Qual será a solução para o fim dos subsídios? Sem receita fiscal, o défice
aguenta sem austeridade? E o crédito? Já flui para a economia ou continua
parado em meia dúzia de empresas? E Espanha? Cai ou aguenta-se? O enquadramento
externo, o risco maior que o ministro das Finanças prenunciava há dois meses, está
alinhado para Portugal falhar. Se isso acontecer, não se enganem: não há relva molhada que aguente tanta terra queimada.

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