Representantes dos trabalhadores da PT queixam-se à ACT de “stress global” na empresa

As estruturas representativas da PT/Meo, que hoje estiveram reunidas com a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), continuam a queixar-se de "stress global" na empresa, desde logo no caso dos funcionários sem funções.

As estruturas representativas da PT/Meo, que hoje estiveram reunidas com a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), continuam a queixar-se de “stress global” na empresa, desde logo no caso dos funcionários sem funções.


Falando à agência Lusa no final do encontro, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Portugal Telecom (STPT), Jorge Félix, afirmou que “todo o ambiente existente na PT é um ambiente de stress global e, portanto, os riscos abrangem a generalidade dos trabalhadores”, afetando-os “do ponto de vista psicológico e do ponto de vista mental”.


“A ACT está com uma grande atenção”, notou o responsável, frisando que a autoridade vai continuar a acompanhar os problemas laborais da empresa, desde logo a situação dos trabalhadores sem funções.


Segundo Jorge Félix, estes funcionários – “que são cerca de 200” – estão a ser alvo de “assédio”, já que a empresa os está a convidar “para irem para casa sem prestar a assiduidade diária, com direito à retribuição e ao subsídio de almoço, portanto com todos os direitos remuneratórios, mas sem sequer estarem no trabalho”.


“O que nós pensamos é que estão a tentar ludibriar a ACT porque a ACT diz que vai continuar a sua ação inspetiva e de controlo”, justificou o sindicalista, apontando que a autoridade “vai chegar aos locais onde estão os trabalhadores sem funções e [eles] já não estão lá”.


Como estão a trabalhar através de casa, “não vão penalizar a empresa, que já não vai pagar as coimas” por a ACT “ver muito menos gente parada e sem fazer nada”, acrescentou.


Contudo, o responsável referiu que isso vai “fragilizar mais a situação desses trabalhadores”.


“Um trabalhador que esteja 90 dias afastado diariamente da sua atividade da empresa e, ao fim desse tempo, voltar à empresa, vem com um pensamento e com uma forma de estar totalmente diferente, mais fragilizado no que diz respeito a exigir um posto de trabalho com a sua categoria”, exemplificou.


Além disso, continuou, o funcionário fica “numa situação de maior possibilidade de chegar a acordo com a empresa para uma rescisão por mútuo acordo, até por um valor menos interessante”.


“Pensamos que essa situação não está a ser feita por acaso”, sublinhou, observando que estão a ser convidados “quase todos” os trabalhadores sem funções.


Na reunião, também esteve em foco a situação dos 155 trabalhadores que foram transferidos para outras empresas fora do universo da PT/Meo, no âmbito da figura jurídica de transmissão de estabelecimento, a qual garante que estes colaboradores mantêm por 12 meses as regalias que tinham na operadora de telecomunicações.


Sobre esta situação, a ACT defendeu-se “com as legislações e com os constrangimentos legais”, alegando que “foi tão longe quanto poderia ir”, disse o sindicalista.


“A ACT continua a dizer que não vai negar nem confirmar, mas que não lhe compete a ela sequer julgar isso, têm de ser os tribunais e os trabalhadores através dos tribunais”, adiantou Jorge Félix.


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