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Rio desvaloriza excedente orçamental e fala em “questões preocupantes”

O presidente do Partido Social Democrata, Rui Rio.  JOSÉ COELHO/LUSA
O presidente do Partido Social Democrata, Rui Rio. JOSÉ COELHO/LUSA

O presidente do PSD considera que há "questões preocupantes", como "um défice de gestão grave" nos serviços públicos.

O presidente do PSD, Rui Rio, desvalorizou esta terça-feira os números sobre o excedente orçamental, apontando que o Governo “deitou foguetes ao ar”, mas “até existem aspetos preocupantes”.

“O excedente orçamental praticamente não tem significado. O que tem significado é aquilo com que vai fechar o exercício em 2019. O que está programado é que o défice público em 31 de dezembro de 2019 seja de 0,2%. O Governo deitou uns foguetes ao ar por um superavit no primeiro trimestre, mas o que interessa é a forma como o ano fecha”, referiu Rui Rio.

O líder dos sociais-democratas, que falava aos jornalistas à margem de uma reunião que esta tarde ocorreu no Porto com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, disse que “há todas as condições para chegar ao final do ano e cumprir o que está programado”, mas falou também em “algumas questões preocupantes.

“O ministro Mário Centeno justificou-se, mas não percebeu bem que na prática é preocupante o que está a dizer. Ele disse que há mais 31.000 funcionários públicos. Mas se os serviços estão degradados e há mais funcionários, isto até me deixa preocupado. Há aqui um défice de gestão grave quando os serviços públicos estão piores e o ministro das Finanças vem dizer que tem mais gente ao serviço”, disse Rui Rio.

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